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terça-feira, 17 de junho de 2014

Os efeitos da análise SWOT de Louis Van Gaal

fifa.com
Um incidente violento num treino, entre os titulares Bruno Martins Indi e Arjen Robben, em articulação com uma não autorizada saída noturna de Dirk Kuyt, Nigel De Jong e Wesley Sneijder, faziam antever uma campanha desoladora no Mundial.

Aliada à rebeldia no seio da seleção holandesa estava também a inexperiência de grande parte dos seus jogadores, ilustres desconhecidos no panorama internacional, nomeadamente, no setor defensivo. Os nomes de maior cartel são os das posições de ataque, com os conceituados Sneijder, Robben e Van Persie à cabeça.

Mas não era só uma questão de nome ou de estatuto, a Holanda sempre nos habituou a dar mais garantias a atacar do que a defender.

Louis Van Gaal juntou dados, e à boa maneira de um gestor, fez uma autêntica análise SWOT ao que tinha à sua disposição.

Certamente terá identificado nos seus homens de ataque os pontos fortes e, nos da retaguarda, os mais fraco.

Praticar um futebol dígono da escola holandesa, patente desde os tempos do futebol total de Johan Cruijff, poderia ser uma ameaça. Pressionar alto, com um bloco subindo e estendido pelo terreno, e praticar um estilo de jogo aberto, dando ênfase à posse de bola, com constantes trocas posicionais, seria um risco com tais inexperientes individualidades.

Sacrificar uma ou outra unidade de cariz ofensivo para garantir equilíbrio defensivo, seria a oportunidade para o futuro treinador do Manchester United formar uma equipa consistente e que desse garantias nos quatro momentos do jogo.

O 4x3x3 ficou na gaveta, e começou a ser testado um 5x3x2 como nunca se viu no país das tulipas.

O ADN da laranja mecânica foi posto de lado, com três centrais a ocuparem bem os espaços à entrada da sua área, dois laterais que corressem tão ou mais depressa para trás do que para a frente, uma unidade no meio-campo com vocação para destruir jogo (De Jong), outro ligeiramente mais ofensivo, mas também acima de tudo consistente (De Guzmán) e por fim, um ‘10’ (Sneijder) nas costas de dois atacantes de classe mundial (Robben e Van Persie).

Momento defensivo com um bloco mais próximo da sua área, com cinco unidades na linha mais recuada, para não abrir tantos ‘buracos’ como no Euro-2012 e muita pressão a meio-campo, tentando reduzir os espaços ao adversário.

A posse, circulação e paciência que marcavam os momentos ofensivos foram substituídos pela verticalidade, velocidade e pragmatismo.

Contra a Espanha, o (ainda não consolidado) quinteto defensivo abriu espaços por diversas ocasiões. E em alguns desses lances, Diego Costa ganhou a grande penalidade que deu o 1-0 e David Silva esteve perto do 2-0. No entanto, notou-se uma melhoria nesse aspeto, e salvo as exceções já citadas e pouco mais, o ataque dos campeões europeus e mundiais foi neutralizado.

No aspeto ofensivo, cinco (ou até menos) passes bastaram para levar a bola de uma área à outra, e isso foi particularmente visível nas jogadas do 1-1 e 1-2.

Resultou. Mas se não tivesse resultado, a equipa permaneceria equilibrada atrás.

A progressão rápida e em poucos toques funcionou contra uma seleção claramente ofensiva e que defende em bloco alto, deixando espaço nas costas da linha mais recuada. Esse espaço foi aproveitado pela rapidez, frieza e eficiência de Van Persie no tento do empate, que conjugou perfeitamente o timing da sua desmarcação com do cruzamento de Blind.

A incógnita agora é perceber se a Holanda irá manter o estilo contra uma formação previsivelmente mais defensiva, como a Austrália, que é a próxima adversária. Voltará a ter sucesso dessa forma? Ou voltará a ser a laranja mecânica que «joga como nunca mas perde como sempre»?

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Grandes momentos do futebol: o dia em que van Basten fez esquecer as regras da física

O futebol é feito de momentos que o tornaram no que é hoje. Desde um jogo a um simples golo, passando por gestos, pensamentos, vitórias e derrotas e até tácticas, muito aconteceu. Por isso, surge este artigo, cujo principal objetivo é recordar os grandes momentos desta modalidade que tantas pessoas atrai em todo o mundo.

Esqueçam Isaac Newton, Albert Einstein ou qualquer outro físico que conheçam, pois nenhum deles conseguiria explicar unanimemente como Marco van Basten foi capaz de apontar aquele golo, na final do Europeu de 1988, à URSS. 

Erro soviético, van Tiggelen recupera a bola, galga alguns metros, passa-a a Mühren, que cruza de primeira, com o pé esquerdo, a bola sobe um pouco, parece que não surte efeito o centro, mas eis van Basten, remate em vólei... e golo! E que golo! Com aquele remate fulminante, fenomenal, van Basten deixaria uma marca intemporal na história do futebol: um tento que é um verdadeiro hino ao "desporto-rei", um pontapé que até fez Rinus Michels, austero treinador da "laranja mecânica", sorrir. Com 23 anos, e após uma temporada para esquecer (as lesões haviam-no apoquentado, pelo que apenas completara 13 partidas num ano, com 3 golos), Marco, deu o seu "grito de revolta", contra as adversidades sendo, ainda hoje, considerado como um dos melhores pontas-de-lança de todos os tempos. O "cisne", tinha elaborado a sua obra de arte.

Veja aqui este grande momento


sábado, 7 de setembro de 2013

Relembrando... Rensenbrink


Nos dias que correm, é habitual, principalmente no futebol de rua, o jogador, antes da marcação de uma grande penalidade, indicar ao guarda-redes o lado para o qual vai rematar. Muitos (incluindo eu) conhecem essa "técnica". Porém, poucos sabem o nome daquele que a transferiu do futebol amador para o profissional. Assim, tendo em conta que apenas "descobri" Rensenbrink muito recentemente, decidi partir para a elaboração de um artigo acerca desta lenda.

Pieter Robert Rensenbrink nasceu em Amesterdão, Holanda, a 3 de julho de 1947, tendo começado a jogar futebol no DWS, modesto emblema da terra natal . Todavia, emigrou muito cedo para a Bélgica (tinha na altura 22 anos de idade), numa primeira fase para o Club Brugge (1969-71) e depois para o Anderlecht (1971-80). Foi, de resto, nos Paars Wit que Rob se revelou como um avançado de classe mundial, marcando quase 150 golos na sua passagem pelo emblema sediado em Bruxelas conquistando, simultaneamente, vários títulos, destacando-se duas ligas belgas e 4 taças do mesmo país. Nos derradeiros anos da carreira, Rensenbrink ainda passaria pelos norte-americanos do Portland Timbers e pelos gauleses do Toulose sem, contudo, atingir o sucesso anterioriormente logrado. A nível internacional, pode-se dizer que Rensenbrink é o género de futebolista que teve mais protagonismo na seleção que nos clubes (como o fantástico jogador polaco Lato). Pela "Laranja Mecânica", o avançado efetuou 48 jogos, festejando o golo por 14 ocasiões. Disputou ainda dois mundiais: no primeiro, de 1974, foi ofuscado pela superestrela Cruyff; no segundo, em 1978, foi a grande referência da Holanda, orfã de Johann, levando a seleção "ás costas" até à final, anotando, só nessa edição, 5 golos (um deles, ante a Escócia, foi o milésimo em mundiais). No derradeiro confronto, frente à Argentina, Rensenbrink voltou a "encher o campo" mas, nos últimos momentos da partida, desperdiçou uma grande oportunidade para colocar a sua equipa em vantagem (o jogo estava igualado, 1-1), rematando ao poste e falhando, assim, a conquista do prémio de melhor marcador do torneio (Mario Kempes, que curiosamente marcou nessa noite, foi o vencedor) . Depois, no prolongamento, a alviceleste, mercê de uma maior capacidade física, marcou dois golos, vencendo a sua primeira Copa do Mundo.

Jan Mulder, jogador holandês que partilhou o balneário com Rob e com Cruyff (as duas grandes referências holandesas da década de 70) afirmou que o primeiro era tão bom como o segundo, contudo, nunca o soube. Tenho uma opinião semelhante, pois creio que o que os separou apenas foi o mediatismo de que foram alvo: o ex-técnico do Barcelona passou por alguns dos melhores clubes do seu tempo (e da história), como os culé e o Ajax, ao passo que Pieter nunca conseguiu chegar a um dos 10 melhores emblemas europeus (o Anderlecht apenas se revelou uma formação a ter em conta a partir de princípios da década de 80) nem singrou no seu país natal (só alinhou pelo DWS).

Não muito alto (178 cm), o atleta nascido há 66 anos jogava, na seleção, onde lhe era permitido: estreou-se a extremo-esquerdo mas, no mundial de 74, devido ao facto de Cruyff ocupar todas as posições do ataque, Rob derivou para médio-ala esquerdo. Em 78, Rensenbrink substituiu o líder natural para ser ele o principal intérprete do "futebol total" incutido pelo lendário Rinus Michel, atuando preferencialmente em posições mais adiantadas do terreno. Com uma técnica impressionante,também na marcação de grandes penalidades (só desperdiçou duas no decorrer da sua profícua carreira), e com "faro" para o golo (não sendo um avançado puro marcava muitas vezes) Rensenbrink, no meu entender, é um dos futebolistas mais subvalorizados de todos os tempo (na década de 1970 deverá ter sido um dos 10 melhores) mas que, independentemente de tal caraterística deixou um importantíssimo legado que não se cinge unicamente à questão dos penáltis. 

quarta-feira, 6 de março de 2013

Van Gaal aposta em Ola John

Pese embora a estreia não ter corrido da melhor forma, Ola John continua a merecer a confiança de Van Gaal, que colocou o nome do extremo do Benfica entre o lote de pré-convocados da seleção da Holanda para os próximos jogos de qualificação para o Mundial de 2014, diante da Estónia e da Roménia.
O jovem de 20 anos contratado tinha jogado 60 minutos a titular no particular frente a Itália no mês passado (1-1), e apesar do nervosismo demonstrado na altura, que acabou por inibir o futebol que tem vindo a protagonizar ao serviço dos 'encarnados', o veterano treinador holandês parece continuar a apostar no ex-jogador do Twente. 
De resto, o extremo esquerdo do Benfica é o único representante da 'armada' holandesa em Portugal, sendo de salientar também os regressos de Sneijder, Van der Vaart e Stekelenburg, que falharam o particular com a Itália, assim como as estreias de Tonny Vilhena, Jean Paul Boetius e Mike van der Hoorn.


Eis a lista de pré-convocados:
Guarda-redes
Maarten Stekelenburg (Roma), Kenneth Vermeer (Ajax), Michel Vorm (Swansea City)
Defesas
Daley Blind (Ajax), Mike van der Hoorn (Utrecht), Daryl Janmaat, Joris Mathijsen (Feyenoord), Ricardo van Rhijn (Ajax), Stefan de Vrij (Feyenoord), Jetro Willems (PSV).
Médios
Jordy Clasie (Feyenoord), Jonathan De Guzman (Swansea City), Siem de Jong (Ajax), Adam Maher (AZ), Wesley Sneijder (Galatasaray), Kevin Strootman (PSV), Rafael van der Vaart (Hamburgo), Tonny Vilhena (Feyenoord)
Avançados
Jean-Paul Boetius (Feyenoord), Bas Dost (Wolfsburgo), Klaas-Jan Huntelaar (Schalke), Ola John (Benfica), Dirk Kuyt (Fenerbahçe), Robin van Persie (Manchester United), Arjen Robben (Bayern), Ruben Schaken (Feyenoord).

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Três 'portugueses' na seleção holandesa



O selecionador holandês, Louis Van Gaal, elegeu Ola John (Benfica), Boularhrouz e Ricky Van Wolfswinkel (Sporting) para fazerem parte de um lote de 23 jogadores, tendo em vista, um particular com a Itália no dia 6 de Fevereiro no Arena de Amesterdão.

Esta ainda é uma lista provisória, sendo que no dia 1 de Fevereiro Louis Van Gaal irá divulgar os jogadores eleitos para disputar o referido particular.


Lista de Pré-convocados:

Guarda-Redes
Kenneth Vermeer (Ajax)
Michel Vorm (Swansea City)
Tim Krul (Newcastle United)

Defesas
Khalid Boulahrouz (Sporting)
Stefan de Vrij (Feyenoord)
Bruno Martins Indi (Feyenoord)
Joris Mathijsen (Feyenoord)
Daley Blind (Ajax)
Daryl Janmaat (Feyenoord)
Ricardo van Rhijn (Ajax)

Médios
Jordy Clasie (Feyenoord)
Leroy Fer (FC Twente)
Marco van Ginkel (Vitesse)
Jonathan de Guzman (Swansea City)
Adam Maher (AZ)
Ruben Schaken (Feyenoord)
Kevin Strootman (PSV)

Avançados
Ricky van Wolfswinkel (Sporting)
Ola John (Benfica)
Klaas Jan Huntelaar (Schalke 04)
Robin van Persie (Manchester United)
Dirk Kuyt (Fenerbahçe)
Jeremain Lens (PSV)


domingo, 17 de junho de 2012

Euro 2012: Ronaldo conduz Portugal aos quartos!

Portugal está nos quartos-de-final do Euro 2012, depois de bater a Holanda por 2-1. Cristiano Ronaldo deu uma resposta cabal aos críticos e rubricou uma magnífica exibição, coroada com dois golos. 

Bert van Marwijk escalou um 'onze' totalmente virado para o ataque, e a 'Laranja Mecânica' começou por cima, chegando ao golo logo aos 11 minutos, por intermédio de Van der Vaart. Portugal reagiu de imediato, com Cristiano Ronaldo a atirar ao poste, e Postiga a falhar na cara de Stekelenburg. Aos 28', João Pereira fez uma grande assistência para Ronaldo, e o capitão não vacilou, fazendo o empate. Até final da primeira parte, CR7 dispôs de mais três ocasiões de golo, e a Holanda, apesar da maior posse de bola, estava rendida ao futebol lusitano.

A 'Seleção das Quinas' entrou na segunda parte com vontade de dar a volta ao marcador, e a Holanda estava obrigada a arriscar tudo para sonhar com os quartos-de-final. Depois de um golo (bem) anulado a Postiga, Coentrão e Nani estiveram muito perto de marcar, mas Stekelenburg exibiu-se a grande nível. Já com Nélson Oliveira e Custódio, Cristiano Ronaldo consumou a reviravolta, ao concluir com êxito um excelente passe de Nani. Faltavam 15 minutos para o fim da partida, e com a Alemanha a vencer a Dinamarca, Portugal estava nos quartos. Aos 82', Van der Vaart esteve perto do 'bis', atirando ao poste da baliza de Rui Patrício, e em cima do minuto 90, Cristiano Ronaldo voltou a rematar ao 'ferro', num grande remate de pé esquerdo. Nos minutos finais, Paulo Bento fez entrar Rolando para segurar o resultado, que não mais se alterou. Portugal carimbou o passaporte para os quartos-de-final da competição, e Ronaldo calou os críticos, tendo sido eleito o melhor em campo. 

A Alemanha, que bateu a Dinamarca por 2-1, garantiu o primeiro lugar do grupo B, e vai medir forças com a Grécia. Por sua vez, a 'Seleção das Quinas' vai defrontar a Republica Checa, numa reedição dos quartos do Euro 1996, onde Karel Poborsky acabou com o sonho lusitano. 


quarta-feira, 13 de junho de 2012

Portugal sofre mas vence Dinamarca

Frente à 'besta-negra' das duas últimas qualificações, Portugal entrou disposto a corrigir o resultado negativo da primeira ronda. Depois de Cristiano Ronaldo e Hélder Postiga desperdiçarem duas boas ocasiões, Pepe cabeceou para o fundo das redes aos 24 minutos, na sequência de um pontapé de canto. A 'Seleção das Quinas' não abrandou e 12 minutos depois dilatou a vantagem, por intermédio de Postiga, depois de um excelente passe de Nani. À beira do intervalo, Bendtner, o 'carrasco' dos portugueses, reduziu para a Dinamarca, numa desatenção da defensiva lusa.

Na segunda parte, Portugal continuou a dispor das melhores oportunidades, mas começou a baixar as linhas. O capitão da seleção nacional voltou a estar em evidência pela negativa, ao falhar dois golos na cara de Andersen. Quem não marca arrisca-se a sofrer e Bendtner fez questão de comprovar a teoria, fazendo o empate aos 80 minutos. Os pupilos de Paulo Bento foram obrigados a correr novamente atrás da vitória, e três minutos depois de ter entrado em campo, Silvestre Varela fez o tento que garantiu os três pontos, aos 87'. 

Veja os golos do jogo:


Alemanha bate Holanda com 'bis' de Gomez

Mario Gomez, autor do golo que ditou a derrota de Portugal diante da Alemanha, voltou a ser decisivo, desta vez diante da Holanda. O avançado fez os dois golos com que os germânicos bateram os holandeses, ambos a passe de Bastian Schweinsteiger. Robin Van Persie marcou o único tento da 'Laranja Mecânica'. Com mais esta vitória, a Alemanha lidera o grupo B com seis pontos, mais três que Portugal e Dinamarca, enquanto que a Holanda permanece no último lugar com zero pontos. No entanto, qualquer das seleções têm hipóteses de passar à fase seguinte. 

Confira os golos da partida:


domingo, 10 de junho de 2012

Euro 2012: Mario Gomez derrota Portugal

A 'Seleção das Quinas' estreou-se no Euro 2012 com o pé esquerdo, perdendo por 1-0 frente à Alemanha. Num jogo marcado pelo equilíbrio, foi Mario Gomez quem fez toda a diferença. O ponta-de-lança hispano-germânico marcou o único tento da partida à passagem dos 72 minutos, num excelente cabeceamento, sem hipóteses para Rui Patrício. Antes da estocada de 'El Torero', foi o luso-brasileiro Pepe quem esteve muito perto de marcar. O central do Real Madrid rematou à trave da baliza de Neuer, com a bola a pisar a linha de golo, mas sem a ultrapassar por completo. Portugal nunca baixou os braços e teve duas grandes ocasiões para empatar a contenda, primeiro por Nani, que voltou a encontrar o ferro, depois por Varela, que falhou na cara do guardião alemão. 

Portugal deixou uma boa imagem, mas continua a pecar na finalização. À imagem do que sucedeu no Euro 2004, resta acreditar que a seleção nacional vença os próximos jogos, diante de Dinamarca e Holanda. 

Veja os melhores momentos da partida:


'Vikings' surpreendem 'Laranja Mecânica'

A Dinamarca bateu a favorita Holanda no jogo de abertura do grupo B, com um golo solitário de
Krohn-Dehli aos 24 minutos. Os holandeses fizeram 28 remates, contra 8 dos dinamarqueses, e ainda se queixaram de duas grandes penalidades por marcar. No entanto, a solidez defensiva dos nórdicos, com destaque para a grande exibição do guardião Andersen, valeu a liderança do grupo, a par da Alemanha. 

Confira os melhores lances do jogo:


sexta-feira, 25 de maio de 2012

Conheça a música de apoio à seleção holandesa...

A seleção holandesa, adversária de Portugal no grupo B do Euro 2012, participa num vídeoclip no mínimo caricato. Van Bommel, Heitinga, Sneijder, De Jong e Huntelaar, entre outros, vestiram a pele de atores para abrilhantar a música de apoio à 'Laranja Mecânica'. 

Confira o talento dos holandeses fora dos relvados:


sábado, 19 de maio de 2012

Campeões da Europa


Por essa europa fora os campeonatos nacionais estão a chegar ao fim, nalguns países já terminaram noutros está a beira do fim faltando poucos jogos. Todos eles foram campeonatos emotivos com a luta pelo título a ser disputada até as ultimas jornada ou até mesmo aos últimos segundos como na Inglaterra em que os rivais de Manchester lutaram até ao último segundo da Premier Ligue. Tendo o Manchester City saído vitorioso no campeonato, já em Portugal a luta durou até a antepenúltima jornada onde o FC Porto levou a melhor sobre o Benfica tornando-se Bicampeão. Na Espanha o Real Madrid foi a casa do rival Barcelona por um ponto final na luta pelo título derrotando a equipa da casa por 2-1 e atingido assim uma marca histórica de 100 pontos na liga, na Bundesliga o Borússia Dortmund foi uma vencedor “tranquilo” terminou o campeonato com vários pontos de diferença para o segundo classificado Bayern Munique. Na liga francesa o Montpellier está a um ponto de se tornar campeão francês para isso terá de bater o Auxerre na última jornada, na Holanda o Ajax voltou a erguer o trofeu de campeão. Já em Itália a Juventus volta a ser campeão depois de ter vivido um período conturbado. 

Portugal – FC Porto                 
Espanha – Real Madrid
Inglaterra – Manchester City
Holanda – Ajax
Roménia – CFR Cluj
Alemanha – Borússia Dortmund
Escócia – Celtic FC
Rússia – Zenit St. Petersburg
Itália - Juventus   


domingo, 15 de maio de 2011

Holanda: Ajax campeão!

O Ajax venceu hoje o Twente por 3-1 e conquistou assim o seu 30º título holandês. Num jogo que opunha o segundo contra o primeiro classificado, o Ajax marcou primeiro através de Siem de Jong. Ampliou a vantagem com um auto-golo de Landzaat (já na 2ªparte) mas logo de seguida o Twente reduziu a partir de Theo Janssen o que deu incerteza ao jogo, até que ao minuto 78 novamente Siem de Jong facturou e desta forma garantiu a vitória ao Ajax e por consequência o campeonato holandês. A equipa de Amesterdão vence o campeonato passados 4 anos desde a última conquista.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Veja o golo de Sneijder contra a Áustria!

Com as atenções voltadas para o embate entre Portugal e Argentina (acrescido do duelo individual entre Cristiano Ronaldo e Lionel Messi), poucos terão dado relevo ao jogo que opunha a Holanda à Áustria.

A «laranja mecânica» venceu o jogo por 3-1 com golos de Wesley Sneijder, Klaas-Jan Huntelaar e Dirk Kuyt, mas o grande destaque da noite foi o golaço do médio do Inter de Milão.

Com o resultado ainda a zero, Sneijder, após receber a bola, dribla um adversário e combina com um companheiro de equipa para uma tabelinha, antes de desferir um remate fantástico que só parou no fundo das redes.



Um pequeno lembrete para a FIFA...

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Ainda se lembra de...Dennis Bergkamp

No início de mais uma semana relembra-mos um dos mais fantásticos médios da história do futebol mundial e holandês, que deixava sempre todos de boca aberta com a "magia" que saía dos seus pés e com muitos golos de variadíssimas formas.


A escola do Ajax

Dennis Nicolas Bergkamp nasceu a 10 de Maio de 1969, em Amesterdão e foi lá que aos 12 anos entrou para a escola de formação do Ajax. Depois de ter jogado em todos os escalões, a chegada aos seniores deu-se a 14 de Dezembro de 1986 pela mão de Johan Cruyff, tendo jogado por quatorze ocasiões, uma das quais entrando a meio da final da Taça das Taças em 1987, ganha pelo Ajax por 1-0 frente ao Lokomotiv de Leipzig. Três anos depois Berkgamp era já um titular indiscutível da equipa e o título de campeão holandês chegaria no fim da temporada, para dois anos depois vencer a Taça UEFA. No seu último ano ao serviço do Ajax, Bergkamp conquistaria também a Taça da Holanda, marcando um total de 122 golos em 239 jogos, nesta altura os colossos europeus já o seguiam e o médio sabia que não ficaria por muito mais tempo em Amesterdão.


Curta passagem por Milão

Estávamos no verão de 1993, quando Dennis Bergkamp se mudou para Milão para jogar pelo Inter, o clube tinha pago ao Ajax 12 milhões de liras, sendo a segunda transferência mais cara da altura e só superada pelos 13 milhões dados pelo rival AC Milan ao Torino por Gianluigi Lentini. O percurso do jogador holandês não foi o melhor e nem uma nova conquista da Taça UEFA em 1995, fez melhorar as coisas. Bergkamp teve alguns problemas físicos e foi incapaz de se adaptar ao estilo de jogo italiano, a juntar a isso o conflito com colegas de equipa e principalmente com a imprensa transalpina, fizeram do holandês um mal amado em Milão, ao ponto da comunicação social, que semanalmente atribuía o prémio de "Burro da Semana", para o pior jogador da jornada, fizesse uma alteração no nome para "Bergkamp da Semana". Não foi por isso de estranhar que o jogador tivesse acabado por mudar de rumo.


Sucesso em Inglaterra

Em 1995 Dennis Bergkamp chegava a Londres para jogar ao serviço do Arsenal, a estreia deu-se a 19 de Agosto frente ao Middlesbrough e o primeiro golo surgiu sete jogos depois contra o Southampton. Aos poucos Bergkamp foi-se adaptando ao estilo de jogo britânico e cimentou o seu lugar na equipa ao fazer uma dupla de ataque com o inglês Ian Wright. Na temporada seguinte o holandês começou a mostrar todo o seu futebol, muito graças à chegada de Arsene Wenger a Highbury Park. As primeiras conquistas internas aconteceram um ano depois, com as vitórias na Taça da Liga e de Inglaterra, embora Bergkamp não tenha jogado a final da última devido a lesão e a mais importante de todas o campeonato inglês, no qual o médio apontou 16 golos. Surgiu depois um período de maior afastamento por parte do clube dos títulos, embora o médio holandês continuasse a demonstrar toda a sua classe, isso não foi suficiente para que em 2000 o Arsenal não fosse derrotado na final da Taça UEFA pelo Galatasaray, jogada em Istambul depois do 0-0 nos 120 minutos a partida seria resolvida a favor dos turcos por 1-4 nas grandes penalidades. Bergkamp que nunca escondeu o facto de ter medo de andar de avião, foi sozinho de comboio até à Turquia. No entanto a época de 2001-2022 voltaria a ser o ano de afirmação dos gunners, o título foi de novo para Highbury Park e Bergkamp esteve ao seu melhor nível, a temporada não terminaria sem a conquista da Taça de Inglaterra e a Supertaça. Em 2005 e já depois de conquistado mais um campeonato e outras tantas taças a nível interno, surgiram rumores de que o Arsenal não estaria disposto a renovar o contracto com o jogador e de que este poderia deixar os relvados e nem mesmo a vitória por 5-4 nos penalties frente ao Manchester United na Taça de Inglaterra, aliada ao interesse do Ajax em querer trazer Bergkamp de volta, pareciam fazer com que os gunners aceitassem novo vínculo com o jogador. Foi então que Arsene Wenger criou um contracto personalizado para jogadores acima dos 30 anos, para que dessa forma o holandês pudesse permanecer mais um época em Londres. A 16 de Abril de 2006, o velhinho Highbury Park esgotou para assistir ao último jogo da equipa e de Dennis Bergkamp naquele relvado, o adversário foi o West Bromwich Albion e o resultado final uma vitória por 3-1 do Arsenal, com o terceiro golo a ser apontado por Berkgkamp, acabava assim uma carreira de 20 anos de futebol. Essa época não terminaria sem que o clube londrino marcasse presença na final da Liga dos Campeões, onde seria derrotado pelo Barcelona por 2-1, numa partida disputada em Paris, Bergkamp voltou a viajar sozinho, desta vez de carro, enquanto o resto da equipa foi de avião.


Veja os melhores golos de Dennis Bergkamp




Ao serviço da Holanda

Dennis Bergkamp chegou à selecção principal holandesa a 26 de Setembro de 1990, contra a Itália. O primeiro grande torneio aconteceu no Euro 92, onde a Holanda cairia nas meias-finais frente à futura campeã Dinamarca nas grandes penalidades. O Mundial de 94 mostrou uma Holanda ao melhor nível só superada pelo Brasil nos quartos-de-final por 3-2, com Bergkamp a marcar um dos golos. O europeu de 96 foi um autêntico desastre para a selecção laranja, as muitas divergências entre jogadores levaram a nova eliminação nos quartos-de-final desta vez contra a anfitriã Inglaterra. Foi no Mundial de 98 em França que Bergkamp voltou a mostrar todo o seu futebol. Nos quartos-de-final contra a Argentina e quando todos já esperavam o prolongamento, um passe de 60 metros de Frank de Boer, levou a bola a ficar colada no pé direito do médio, que com o mesmo pé desviou o esférico de Ayala e com o ângulo já apertado sempre com o pé direito fez a bola entrar no poste mais distante da baliza argentina. A Holanda seria depois eliminada novamente pelo Brazil nas meias-finais por 4-2, após grandes penalidades. Chegou depois o Euro 2000, em que a Bélgica e Holanda dividiam as hospitalidades, Bergkamp mesmo não marcando qualquer golo, levou a equipa até nova meia final, onde voltaria a ser derrotada nos penalties, aos pés da Itália. Foi então que depois de terminada a partida, Dennis Bergkamp anunciou a sua renúncia à selecção.


Actualmente e Palmarés

Depois de se retirar dos relvados, Bergkamp recusou desde logo assumir um cargo como treinador de futebol, preferindo dedicar o seu tempo à familia, no entanto em 2008 e depois de tirar um curso de treinador em Londres, juntamente com Arsene Wenger, o ex-jogador regressou ao Ajax na função de técnico estagiário nas camadas mais jovens, por forma a ganhar experiência no banco. Ao longo da sua carreira como futebolista, Bergkamp fez um total de 661 encontros, tendo apontado 201 golos, conquistou 16 títulos pelos clubes onde actuou e 21 a nível individual, onde se destacam os de melhor jogador do ano na Holanda em 1991 e 1992, Inglaterra em 1998, bem como os de melhor marcador da Liga holandesa em 1991, 1992 e 1993 e da Taça UEFA em 1994.




sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Ainda se lembra...de Gabriel Batistuta

A fechar mais uma semana de muitos golos marcados por essa Europa fora, nada melhor que relembrar um dos avançados, que será para sempre lembrado pela sua grande capacidade de finalização e conquistas.


Do basquetebol para os relvados

Gabriel Omar Batistuta, mas para sempre recordado como Batigol, nasceu a 1 de Fevereiro de 1969, na cidade de Avellaneda, na Argentina. O seu 1.85 de altura fez com que preferi-se o basquetebol ao futebol, mas depois de vibrar com o triunfo da selecção no Mundial de 78 e muito por culpa de Mário Kempes, Batistuta começou a jogar à bola com os amigos nas ruas, até se juntar ao Platense, um clube local, sendo depois seleccionado para o Reconquista, onde ganhou o campeonato provincial, ao derrotar o Newell's Old Boys com dois golos de sua autoria. E foi assim que chamou atenção do emblema de Rosário, acabando por assinar um contracto profissional em 1988, treinado por Marcelo Bielsa. Só que as coisas não correram da melhor forma, ao ficar afastado da família e dormir numa das salas do estádio, juntou-se um problema de excesso de peso, que o levou a ser emprestado ao Deportivo Italiano de Buenos Aires, participando num torneio em Itália, sendo o melhor marcador com três golos. Em 1989, Gabriel Batistuta chegava ao River Plate, mas nem os 17 golos serviram para cair nas boas graças do técnico Daniele Passarella, com quem teve vários desentendimentos, deixando o clube a meio da época. Esse facto foi aproveitado pelos rivais do Boca Juniors, que não hesitaram em contratar o avançado, porém só na temporada de 91 com Oscar Tabarez ao comando, é que Batistuta se afirmou, marcando 20 golos que ajudaram o clube a conquistar o campeonato. Tinha chegado a hora de Batistuta rumar a outros palcos e a outro país, Itália seria o seu destino.


Ciao Florença

Gabriel Batistuta chegava à Fiorentina em 1991, para aquele que viria a ser o seu clube de carreira, a primeira temporada revelou-se animadora com o argentino a marcar treze golos, mas o ano seguinte seria dramático para os de Florença que viriam a descer de divisão. Só que Batigol mantêve-se fiel à camisola e com os seus dezasseis tentos voltariam à Serie A em 94, com Claudio Ranieri ao leme. Nesse ano Batistuta faria a sua melhor época ao serviço da Fiore, marcando vinte seis golos, onze dos quais nas primeiras onze jornadas, batendo o recorde de 30 anos, que pertencia a Ezio Pascutti. Os títulos chegariam um ano depois com as conquistas da Taça de Itália na final frente à Atalanta, com Batigol a marcar nas duas mãos e a Supertaça Italiana, vencendo o AC Milan por 1-2 com um bis do argentino. No entanto o troféu mais ansiado, o scudetto, não chegava a Florença e Batistuta começou a pensar em mudar-se para um clube de maior dimensão no país, a formação viola contratou o técnico Giovanni Trapattoni na esperança de manter Gabriel na equipa e apesar da cedência deste, uma lesão afastou-o por mais de um mês dos relvados e a Fiorentina que liderava a tabela acabou por se ressentir, terminando no terceiro lugar o que lhe permitia jogar na Liga dos Campeões. Na temporada de 99 /2000, a Fiorentina terminava no sétimo lugar e era eliminada na segunda fase da Champions, foi o prenúncio da saída de Batistuta.


Finalmente o scudetto

Ano 2000, Gabriel Batistuta chegava a Roma, o primeiro ano ao serviço do clube da capital, não podia ser melhor, vinte golos marcados e mesmo com uma lesão no joelho, não o impediram de conquistar o título, que já fugia aos giallorossi desde 1983. Batigol, mudou o número da camisola de 18 para 20 em alusão aos golos apontados nessa temporada, voltando a trocar na época de 2002 desta vez colocando o trinta e três, referente à sua idade. Em 2003, os anos já pesavam e o avançado argentino, já não tinha a mesma frescura de outrora, por isso foi sem surpresa que foi emprestado ao Inter de Milão, tendo feito somente dois golos, o contracto com a Roma terminava e com ele também o fim da sua carreira se aproximava a passos largos.


Encerrar de um reinado nas Arábias

Seduzido pelos milhões da Arábia, Gabriel Batistuta transferiu-se para o Al-Arabi do Qatar, não custando um único centavo. Apesar dos 36 anos, Batigol voltaria a bater recordes, desta feita o de melhor marcador de todos os campeonatos árabes, 24 golos em 21 jogos, valeram-lhe a bota de ouro em 2004. Em Março de 2005, Batistuta dava por encerrada a sua carreira no mundo do futebol, devido a várias lesões que o impediram de continuar a jogar pelo Al-Arabi.


Ao serviço da Argentina

Gabriel Batistuta estreou-se pela selecção do seu país em 1991, na Copa América disputada no Chile e com seios não só conduziu a Argentina ao título, como foi o melhor marcador da prova. Em 1993 voltaria a jogar a mesma competição, desta feita no Equador, onde a alviceleste voltaria a triunfar e tudo isto conduzia ao Mundial de 94 nos Estados Unidos, que começou da melhor maneira para os argentinos, vitória por 4-0 sobre a Grécia com um hat-trick de Batistuta. O caso de doping que envolveu Diego Maradona, acabou por afectar o desempenho da equipa, que seria eliminada pela Roménia nos 16 avos de final, por 3-2 com Batigol a marcar de grande penalidade. A qualificação para o França 98, não podia ser pior para o avançado, orientado por Daniele Passarella, com quem já havia tido desentendimentos no River Plate, Batistuta acabou por ficar de fora a maior parte dos jogos, após nova troca de palavras com o seleccionador. Ambos concordariam em colocar as divergências de lado em prol da equipa e Batigol marcaria presença no mundial, apontando mais um hat-trick contra a Jamaica, tornando-se no quarto jogador a fazê-lo em fases finais de um campeonato do mundo, a Argentina caíria aos pés da Holanda nos quartos de final, perdendo por 2-1. Restava agora a Gabriel Batistuta o Mundial de 2002, o argentino anunciou que essa seria a sua última competição ao serviço da selecção e como tal esperava triunfar, o seu desejo parecia crescer já que a Argentina era agora comandada por Marcelo Bielsa, que tinha sido seu técnico no Newell's Old Boys. As expectativas rapidamente se goraram, porque a alviceleste havia calhado no chamado "grupo da morte", composto por Suécia, Nigéria e Inglaterra. Batistuta deu a vitória no primeiro jogo por 1-0 frente aos africanos, mas um empate com a formação nórdica e a derrota com os ingleses na última ronda, deixaram a Argentina no terceiro lugar do grupo F, com quatro pontos, saindo da prova logo na primeira fase o que já não sucedia desde 1962.


Veja os melhores golos de Gabriel Batistuta




Palmarés

Ao longo da carreira Gabriel Batistuta conquistou diversos títulos individuais fruto dos muitos golos marcados, onde se destacam os de melhor marcador da Serie A e o artilheiro máximo de toda a história da Fiorentina e da selecção argentina. A nível de clubes teve como pontos altos os campeonatos ao serviço do River Plate e da Roma. Na liga italiana marcou 184 golos em 318 jogos, num total de carreira correspondente a 414 encontros e 246 remates certeiros, enquanto na selecção argentina festejou por 56 vezes em 78 internacionalizações.


Actualmente

Terminada a carreira, Batistuta regressou à Argentina onde tirou o curso de treinador de futebol, mas tal como no princípio, desligou-se dos relvados preferindo o golfe. No Mundial de 2006, foi comentador para uma estação televisiva e hoje em dia dirige a sua própria empresa de construção civil.




segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Ainda se lembra...de Marc Overmars

Para começar mais uma semana agitada no futebol mundial, nada melhor que relembrar um jogador, que fez da sua velocidade uma das maiores armas para superar os seus adversários.


Uma rápida ascensão

Marc Overmars, nasceu a 29 de Março de 1973, em Emst na Holanda e foi no Epe, clube de distrito, que iniciou o seu percurso no meio futebolístico. A sua chegada aos escalões maiores da liga holandesa aconteceu em 1990, ingressando nos Go Ahead Eagles, lá esteve apenas uma época, mudando-se para o Willem II, onde ficaria também uma temporada. Apesar de ter marcado um só golo nos 31 jogos que disputou, tal facto não deixou que o Ajax deixa-se de contratá-lo e foi aí que Overmars despontou para uma carreira de sucesso. Ao longo dos cinco anos que esteve em Amesterdão, a sua velocidade e golos que foi marcando fizeram dele um dos melhores jogadores do mundo a actuar na posição de extremo direito, além de conseguir aliar uma equivalente capacidade técnica em ambos os pés, mesmo naquela posição. O Ajax comandado na altura por Louis Van Gaal era uma autêntica potência tanto a nível nacional como europeu e Marc Overmars rapidamente conquistou vários títulos, o mais saboroso chegaria em 1995 ao vencer a Liga dos Campeões, derrotando na final o AC Milan por 1-0, com um golo de Patrick Kluivert a cinco minutos do fim.


De Inglaterra até Espanha

O grande pesadelo da carreira de Marc Overmars chegaria em 1996, uma grave lesão no joelho direito colocou o extremo fora dos relvados e do Europeu desse ano. Porém tal como o Ajax havia visto nele boas características aquando da sua passagem pelo Willem II, a longa paragem não fez adormecer essa mesma habilidade e em 1997 o Arsenal pagou ao clube holandês, 5,5 milhões de euros pelo passe de Overmars. Em Londres esteve três épocas, o suficiente para conquistar mais troféus. A velocidade mantinha-se e os golos também, destacando-se o que deu a Taça de Inglaterra, na final frente ao Manchester United e em Old Trafford, na vitória rumo ao campeonato de 98. A entrada no novo milénio trouxe uma nova experiência a Overmars, o Barcelona fez chegar aos cofres londrinos 40.600 milhões de euros, essa transferência seria a primeira na história do futebol a ser oficializada pelo próprio jogador no seu sítio oficial. Em Camp Nou, o extremo jogaria até 2004 e mesmo com toda a sua técnica a grave lesão contraída em 96, já não faziam dele o mesmo velocista de outros tempos, de tal forma que acabaria por não vencer qualquer título pelo clube catalão.


Os golos, as jogadas, a velocidade de Overmars em vídeo






O ponto final na carreira

Terminada a sua ligação ao Barcelona, o joelho direito fez com que Marc Overmars decidisse colocar de parte as chuteiras, e voltar aos Go Ahead Eagles, desta feita na função de director técnico. Porém em 2008 o extremo chocou os dirigentes do clube, ao revelar que pretendia voltar aos relvados. A decisão surgiu após um jogo de homenagem a Jaap Stam, em que Overmars participou. O seu desempenho foi de tal maneira surpreendente que foram os membros da equipa técnica dos Eagles a insistirem para que regressasse. Depois de alguns treinos, Marc aceitaria voltar a jogar com algumas condições, já que o seu joelho ainda lhe dava muito que fazer. Assim o médio criativo alinhou uma época, fez 24 jogos e apenas treinava algumas vezes durante a semana. Em 2009 e terminada a temporada, Overmars colocaria de vez um ponto final na sua carreira, exercendo até aos dias de hoje as funções de director técnico da equipa.


De laranja ao peito

Marc Overmars estreou-se pela Holanda a 24 de Fevereiro de 1993, numa partida contra a Turquia. No mundial de 98 o extremo era presença assídua no onze titular, mas o fatídico joelho voltaria a provocar-lhe dissabores no jogo contra Jugoslávia (actual Sérvia), Overmars acabaria por se lesionar, tendo o encontro seguinte frente à Argentina em risco. A Holanda derrotou os argentinos por 2-1, o extremo seria substituto utilizado, mas agravou ainda mais a lesão de tal forma que nas meias finais não saiu do banco para defrontar o Brasil, que venceria os holandeses nas grandes penalidades por. A despedida da selecção chegou em 2004, na derrota contra Portugal, na meia final do Europeu. Ao todo foram 86 as internacionalizações de Marc Overmars, tendo finalizado com sucesso por dezassete ocasiões.


Palmarés

Ao longo da carreira Marc Overmars obteve doze títulos, com destaque para os conquistados ao serviço do Ajax, onde venceu três campeonatos, uma Liga dos Campeões, uma Supertaça europeia e outra Intercontinental. Realizou um total de 401 jogos e marcou 78 golos.