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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Top 10: Transferências que quase se materializaram

10. Michael Laudrup (Brondby para o Liverpool)

Em 1983, Laudrup, então no Brondby, começava a despertar o interesse de vários colossos europeus e o Liverpool de Ian Rush, Kenny Dalglish e Graeme Souness parecia ter tudo acertado com o «playmaker» dinamarquês. Conta o jogador que havia já um acordo para um contrato de 3 anos, mas o clube inglês voltaria mais tarde a fazer outra oferta para um período de 4 anos, o suficiente para fazer quebrar as negociações com os Reds. O mítico Liverpool dos anos 80 ganhou títulos a nível nacional e europeu, mas com Laudrup nos seus quadros quem sabe até onde poderiam ter ido…

9. Luis Figo (Sporting para a Juventus/Parma)

O expoente máximo da “Geração de Ouro” era em 1995 já um dos melhores jogadores portugueses e acabaria eventualmente por assinar por 2 clubes - Juventus e Parma -, o que fez com que ficasse impedido de se transferir para Itália durante um período de 2 anos. Figo teve a carreira que teve, acumulando sucessos no Barcelona, Real Madrid e Inter mas dá que pensar que impacto poderia ter causado em Itália caso se tivesse mudado para lá mais cedo na carreira…

8. Steven Gerrard (Liverpool para o Chelsea)

A mais recente destas “quase-transferências”. Steven Gerrard, capitão do Liverpool, foi sempre um jogador muito apreciado pela Europa fora e José Mourinho não fugia à regra. Por 2 vezes, o jogador teve muito perto de se juntar ao Chelsea, após ver o seu Liverpool ficar arredado do título ano após ano, mas no final o coração falou mais alto e acabou por permanecer na cidade dos Beatles. É certo que o Liverpool viria a ganhar uma Liga dos Campeões, mas não merecia o inglês ter jogado num clube que lhe tivesse permitido ganhar mais títulos?

7. Didier Drogba (Le Mans para o Arsenal)

Drogba foi um jogador que apareceu tarde na alta-roda do futebol, tendo-se transferido do modesto Guingamp para o Marselha em 2003 e para o Chelsea no ano seguinte, então com 26 anos. É no entanto curioso que Arsène Wenger teve a oportunidade de assinar o avançado por apenas 100 mil libras (algo que não chegaria hoje para cobrir o seu salário semanal), quando este ainda era um jovem avançado a actuar pelo Le Mans. Possivelmente um dos motivos que fez Wenger não avançar com a transferência foi contar nas suas fileiras com Thierry Henry. Claro que imaginar uma dupla de ataque composta por Henry e Drogba…já chega para assustar!

6. Roy Keane (Nottingham para o Blackburn)

Quando se pensa no sucesso do Manchester United nos anos 90 e inícios da década passada, pensa-se na liderança não só de Sir Alex Ferguson, mas também do capitão Roy Keane. Quando ainda jogava no Nottinhgam Forrest, Keane teve muito perto de se juntar ao Blackburn Rovers de Kenny Dalglish e Alan Shearer (que se viria a sagrar campeão em 1994-95) após o clube ter activado a cláusula de 4 milhões de libras do jogador. Certo é que no dia anterior a ser formalizada a transferência, Sir Alex Ferguson telefonou a Keane a perguntar se este não preferia juntar-se aos Red Devils, o que viria a concretizar-se duas semanas mais tarde. Pela importância que o irlandês teve no domínio exercido pelo United nos anos seguintes, fica aqui a questão: conseguiria o Blackburn manter o seu estatuto de candidato ao título durante os anos seguintes?

5. Ronaldinho (PSG para o Manchester United)

Após vender David Beckham ao Real Madrid, Alex Ferguson esperava adquirir o prodígio brasileiro que, mesmo após um Mundial de 2002 onde tinha impressionado, continuava a jogar pelo PSG. No entanto, e após semanas de namoro, o Barcelona – também a precisar de uma estrela no seu plantel – contrataria Ronaldinho que viria a sagrar-se 2 vezes o melhor jogador do ano. Uma enorme perda para os Red Devils que, assim sendo, acabaram por adquirir um miúdo desconhecido chamado Cristiano Ronaldo…

4. Cristiano Ronaldo (Sporting para o Arsenal)

Na primeira época ao serviço do Sporting, Cristiano Ronaldo era já apontado como um dos maiores talentos do futebol mundial e seria apenas uma questão de tempo até que a rede de scouting do Arsenal descobrisse o jovem leão. O treinador do Arsenal chegou mesmo a mostrar o estádio a Ronaldo e a oferecer-lhe uma camisola com o nome nas costas, mas no final o Arsenal não conseguiu chegar a acordo com o Sporting. O resto é história…Ronaldo bateu recordes na Premier League e o Arsenal já não ganha um troféu há cerca de 6 anos…

3. Diego Maradona (Argentinos Juniors para o Sheffield United)

Provavelmente seria a mais improvável transferências de sempre. Em 1978, o treinador do Sheffield, Harry Haslam, ficou tão impressionado com o brilhante argentino que rapidamente acertou um acordo com o Argentinos Juniors para trazer ‘El Pibe’ para Inglaterra por apenas 600 mil libras. O que falhou? A direcção do clube informou que não dispunha dos fundos para completar a transferência. Assim sendo, o clube iria descer de divisão na temporada de 1978-1979 ao passo que o jogador continuou a subir rumo ao estrelato.

2. Alfredo Di Stéfano (Millionarios para o Barcelona)

Apontado por muitos como o jogador mais completo da história do futebol, Di Stéfano podia hoje facilmente ser uma lenda viva do clube blaugrauna. Em 1953, o jogador argentino jogava no Millionarios da liga colombiana e a sua veia goleadora fez com que o Barcelona procurasse adquirir os seus serviços. Iria seguir-se uma tremenda confusão com os clubes a não conseguirem acordar um preço para a transferência, o que ainda assim não impediu o Barcelona de assinar um vínculo com o jogador que não seria reconhecido pela Federação Espanhola. Aproveitando o impasse e divisão da direcção do Barcelona bem como a pressão imposta pela FIFA e Federação Espanhola, o presidente do Real, Santiago Barnabéu, depressa convenceu o jogador a tornar-se merengue. Os 307 golos em 403 jogos dizem o quão importante foi Di Stéfano para o Real...

1. Eusébio (Lourenço Marques para o Sporting)

Eusébio da Silva Ferreira, melhor jogador de sempre do futebol português e símbolo do Benfica. É tão natural associar o "Pantera Negra" ao clube encarnado que imaginar uma realidade alternativa onde ele tivesse jogado no rival de Lisboa parece um exercício quase absurdo. A verdade é que Eusébio jogava no Sporting de Lourenço Marques, filial dos leões, e chegou a estar muito perto de se juntar à casa-mãe. Tudo mudaria quando José Carlos Bauer, um ex-futebolista brasileiro, observou Eusébio jogar in loco e recomendou-o a um seu ex-treinador, Béla Guttman, que curiosamente era o treinador do Benfica na altura. Alguns detalhes são desconhecidos, mas o que é certo é que os encarnados foram rápidos a reagir para adquirir aquele que viria a ser uma figura incontornável do nosso futebol. Fica para a imaginação de cada um aquilo que teria acontecido caso Eusébio tivesse jogado no clube de Alvalade...


domingo, 20 de fevereiro de 2011

Top 10: Piores transferências

(Pequena nota relativa a esta lista: existem muitas transferências que poderiam ser consideradas verdadeiros fracassos. No entanto, aqui iremos focar-nos nas transferências - sejam elas aquisições ou vendas - que à partida nem deveriam ter sido realizadas. Por exemplo, é um dado adquirido que Shevchenko foi um fracasso no Chelsea, embora na altura em que o Chelsea comprou o ucraniano, este fosse considerado um dos melhores avançados a actuar na Europa e, portanto, a decisão de o comprar tenha feito algum sentido. O que se procurou aqui foi encontrar maus actos de gestão por parte de clubes..
. )

10. Diego (Werder Bremen > Juventus)
Ainda antes de se transferir para o Futebol Clube do Porto, Diego era apontado como um dos mais promissores jogadores brasileiros. A sua passagem pelo Estádio do Dragão foi tudo menos espectacular, mas ao serviço do Werder Bremen Diego redimiu-se e voltou a apresentar-se como um dos médios criativos a ter em conta.
Muitos esperavam que Diego se afirmasse de vez com as cores da vecchia signora e justificasse os 24,5 milhões de euros pagos pela transferência, mas a verdade é que o brasileiro foi uma enorme desilusão e teve de voltar, sem glória, ao futebol alemão.

9. Dmytro Chygrynsky (Shakhtar Donetsk > Barcelona)
Guardiola um dia justificou o forte interesse no relativamente desconhecido central ucraniano Chygrynsky ao afirmar que pretendia na sua equipa um central que soubesse jogar com os pés. Vai daí e em Agosto de 2009 foi buscar o central do Shakhtar por 25 milhões de euros. Uma época mais tarde e Chygrynsky seria devolvido à equipa de Donetsk. Certo é que o Barça não se importou com os 10 milhões de prejuízo…

8. Robbie Keane (Coventry > Inter)
Uma das muitas extravagâncias do presidente do Inter, Massimo Moratti. Marcello Lippi, treinador dos nerazzurri em 2000, acreditava que Robbie Keane era um dos melhores jovens jogadores da altura e convenceu o presidente a despender 20 milhões de euros pelo então avançado do modesto Coventry City. No entanto, Lippi seria despedido não muito tempo depois e o seu sucessor, Marco Tardelli, não tinha Keane em tão boa conta. O irlandês seria emprestado ao Leeds durante o mercado de Inverno e nunca mais voltaria a Itália…

7. El Hadji Diouf (Lens > Liverpool)
Gerrárd Houllier esperava ter encontrado uma pérola para o Liverpool quando desembolsou cerca de 15 milhões de euros pelo avançado senegalês por alturas do Mundial 2002. A verdade é que Diouf nunca provou ser um jogador para uma equipa do calibre do Liverpool e sairia para o Bolton Wanderers 2 anos mais tarde e com um registo de apenas 3 golos na liga inglesa ao serviço dos Reds.

6. Pierre van Hooijdonk (Benfica > Feyenoord)
Só um clube tão especial quanto o Benfica é que iria investir 6,8 milhões num avançado de 30 anos para o vender por menos de um quarto desse valor após uma época em que supostamente deveria ter valorizado. Na pior época de sempre dos encarnados (acabaram em 6º lugar!), Van Hooijdonk foi um dos poucos pontos positivos da equipa, revelando ser um jogador acima da média e tendo terminado a temporada com 19 golos. O péssimo acto de gestão do clube da Luz ajudou no entanto o jogador, que viria a conquistar a taça UEFA pelo Feyenoord na época seguinte.

5. Denílson (São Paulo > Bétis)
O clube de Sevilha surpreendeu meio mundo ao bater o recorde mundial de transferências ao pagar 32 milhões pela estrela do São Paulo após esta brilhar na Copa América 1997. A verdade é que Denilson, com excepção de alguns flashes do seu inegável talento, não produziu um décimo daquilo que era esperado dele e sairia em 2005 para o Bordéus. Sem dúvida, uma das maiores desilusões do mundo de futebol...

4. Fabio Cannavaro – Fabián Carini (Inter – Juventus)
Após mais de 250 jogos ao serviço do Parma, Cannavaro mudou-se para o Inter em 2002 a troco de 23 milhões de euros. No entanto, na sua segunda época ao serviço dos nerazzurri, o internacional italiano não foi tão produtivo devido a lesões o que levou os responsáveis do clube a equacionar a venda do jogador. E no Verão de 2004, Cannavaro mudar-se-ia para a Juventus numa troca com o uruguaio Carini, um guarda-redes que nunca foi mais do que uma eterna promessa. O resto já é conhecido: Cannavaro iria conquistar o Scudetto em 2005 e 2006, tendo sido considerado também o melhor jogador FIFA nesse último ano. Já Carini praticamente não jogou pelo Inter...

3. Claude Makélélé (Real > Chelsea)
Quando Makélélé, patinho feio dos Galácticos, decidiu pedir um aumento, os dirigentes do Real Madrid deram-lhe uma nega. O internacional francês pediu então para ser transferido ao que Florentino Pérez prontamente acedeu, afirmando posteriormente que o clube não iria sentir a sua falta e que o jogador não possuía técnica ou velocidade suficientes para passar pelos adversários. Zidane resumiu da melhor maneira os problemas do Real Madrid após a sua saída: “Para quê colocar outra camada de ouro no Bentley, quando o motor está a falhar?”
Perdeu o Real, ganhou o Chelsea e de que maneira dado que Makélélé seria preponderante no Chelsea de Mourinho.

2. Clarence Seedorf – Francesco Coco ( Inter – AC Milão )
Outra troca de jogadores que envolve o Inter de Milão, outra troca de jogadores em que a equipa de Moratti sai a perder. Com apenas 23 anos, Seedorf tinha ganho 2 Ligas dos Campeõe pelo Ajax e Real Madrid e a sua qualidade fez com que o Inter desembolsasse 23 milhões de euros pelos seus serviços. Francesco Coco, hoje já retirado, era na altura um defesa esquerdo promissor do Milão que chegou a estar emprestado ao Barcelona. Por algum motivo, Moratti decidiu que fazia sentido trocar Seedorf por Coco. Não é difícil descobrir quem é que ficou a ganhar pois não?

1. Cambiasso (Real Madrid > Inter)
Um dos maiores erros do Real Madrid. Cambiasso nunca foi um dos ‘Galácticos’ ou alguém que vendesse muitas camisolas, mas tal como Makélélé era a bateria que fazia um relógio de ouro funcionar. No entanto, o médio que curiosamente foi adquirido pelos merengues em 1996 quando tinha apenas 16 anos, nunca foi devidamente apreciado e viu o seu contrato com os merengues expirar em 2004. Se por Makélélé, o Real Madrid ainda pode alegar uma oferta de 25 milhões de euros, a verdade é que deixar escapar a custo zero alguém que viria a ser reconhecido como um dos melhores na sua posição - tendo inclusive ganho com Mourinho a Liga dos Campeões em 2009/2010 – foi erro crasso de estão por parte do Real Madrid.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Top 10: Sósias no mundo do futebol

Ok, algo um pouco diferente desta vez...

10. Martin Skrtel (Liverpool) e Michael Scofield (personagem da série “Prison Break” interpretada pelo actor norte-americano Wenworth Miller)


9. John O’Shea (Manchester United) e o nosso Ricardo Araújo Pereira (um quarto dos “Gato Fedorento”)



8. Fernando Torres (Chelsea) e Brüno (personagem interpretada pelo comediante inglês Sacha Baron Cohen)


7. Thierry Henry (New York Red Bulls) e Marlon Wayans (actor norte-americano)


6. Lucas Leiva (Liverpool) e Mark Knopfler (guitarrista, cantor e compositor britânico)


5. Antonios Nikopolidis (Olympiacos) e George Clooney (actor norte-americano e estrela da marca Nespresso)

4. Luiz Felipe Scolari (Palmeiras) e Gene Hackman (actor norte-americano)


3. Cesc Fabregas (Arsenal) e Zachary Quinto (actor norte-americano)

2. Michael Ballack (Bayer Leverkusen) e Matt Damon (actor norte-americano)

1.Maniche (Sporting) e Jim Carrey (actor e comediante canadiano)



domingo, 6 de fevereiro de 2011

Top 10: Jogadores que actuaram sempre no mesmo clube

Costuma-se dizer que actualmente já não existe amor à camisola. Com o dinheiro que se gasta em transferências e salários, um jogador que permaneça no mesmo clube durante a carreira toda - como foram os casos de Lev Yashin, Matthew Le Tissier ou Paolo Maldini - é hoje uma espécie em vias de extinção.

Fica aqui o top 10 de jogadores activos que representaram apenas um clube ao longo da sua carreira profissional.

10. Marcos (Palmeiras, 508 jogos)

O guarda-redes do Palmeiras pode não ser muito conhecido no velho continente, mas é uma lenda no actual clube de Scolari e foi o guarda-redes titular da selecção brasileira no Mundial de 2002.

9. Carles Puyol (Barcelona, 511 jogos)

Produto da academia blaugrana e actual capitão da equipa, Puyol ganhou tudo o que havia para ganhar ao longo da sua carreira e, aos 32 anos, é ainda peça fundamental do Barcelona.

8. Iker Casillas (Real Madrid, 552 jogos)

Com apenas 29 anos, Iker Casillas é o jogador mais jovem da lista e tendo em conta que ocupa a posição de guarda-redes poderá ainda realizar bastantes jogos pelos merengues. Titular desde os 18 anos, o capitão do Real Madrid é um dos melhores guarda-redes do mundo.

7. Steven Gerrard (Liverpool, 554 jogos)

É difícil pensar no Liverpool e não imaginar Gerrard. Pelos Reds, passaram sempre grandes jogadores como foram os casos de Fowler ou Owen, mas Gerrard permaneceu sempre na equipa, mesmo nunca tendo conquistado um único título de campeão inglês.

6. Xavi (Barcelona, 556 jogos)

O 3º melhor jogador do Mundo em 2010 cresceu para o futebol em La Masia, academia do Barcelona. Geralmente na sombra de virtuosos como Rivaldo, Ronaldinho e Lionel Messi, Xavi vê hoje reconhecido o seu enorme talento. Em boa hora, diga-se...

5. Francesco Totti (AS Roma, 595 jogos)

Totti é um jogador, no mínimo, curioso. Dotado de um talento apenas equiparável ao seu temperamento volátil, é de louvar a sua lealdade para o clube que apoiou desde sempre. Mesmo que isso tenha custado aos muitos clubes interessados nos seus serviços...

4. Jamie Carragher (Liverpool, 652 jogos)

Primeiro jogador da lista com mais de 600 jogos oficiais pelo clube. Carragher, que curiosamente cresceu como acérrimo apoiante do Everton, estreou-se pelo clube em 1996 e a sua versatilidade fez dele um jogador sempre útil para a equipa. Aos 33 anos, é ainda titular do clube.

3. Paul Scholes (Manchester United, 662 jogos)

Provavelmente um dos jogadores mais subvalorizados da Europa, Paul Scholes marcou uma era em Old Trafford e fez parte da equipa, juntamente com Ryan Giggs, os irmãos Neville e David Beckham, que conquistou a Liga dos Campeões, Liga Inglesa e Taça da Liga em 1998-99.

2. Ryan Giggs (Manchester United, 861 jogos)

Dono e senhor da ala esquerda do United desde 1991, Ryan Giggs foi desde então um dos extremos mais temidos pelos adversários devido à sua velocidade e drible. Tão importante foi Giggs no sucesso dos Red Devils, que no passado dia 31 de Janeiro, e após uma sondagem conduzida pela revista do clube, o galês foi considerado o melhor jogador de sempre a actuar pelo Manchester United. O que também é incrível? Aos 37 jogos, não só joga na equipa como ainda continua a fintar...

1. Rogério Ceni (São Paulo, 944 jogos)

Esta lista fecha como abriu: com um guarda-redes brasileiro. Ceni ingressou no São Paulo em 1990 - então com 17 anos, e é hoje mais do que uma lenda no clube paulista, tendo no seu palmarés 3 campeonatos Brasileiros, 1 campeonato do Mundo de Clubes e 2 Taças dos Libertadores. Como se o número de jogos realizados não fosse suficiente para merecer destaque, Ceni é também um especialista nas bolas paradas tendo marcado já 97 ao serviço do clube!

Duas menções honrosas têm de ser atribuídas a Alessandro del Piero e Raúl González.

Del Piero, porque embora tendo jogado 2 épocas no Pádova, mudou-se para Turim em 1993-1994 e desde então que é um jogador-chave da Juve. O facto de também ter permanecido no clube após a descida à série B comprova a sua lealdade ao clube.

Quanto a Raúl, basta dizer que é o melhor marcador de sempre do Real Madrid, com 323 golos em 714 jogos....


domingo, 30 de janeiro de 2011

Top 10: Assistências médias

Continuamos a rúbrica iniciada a semana passada, desta vez com a lista dos 10 clubes com maior assistência na época 2009-2010. (Nota importante para os cálculos: foram apenas usados os jogos para a liga, não contando jogos de taças nacionais ou internacionais)

10. Marselha 50.045
9. Hamburgo 55.242
8. Inter 56.195
7. Arsenal 59.927
6. Schalke 04 61.316
5. Bayern Munique 69.000
4. Real Madrid 74.853
3. Manchester United 74.864
2. Borussia Dortmund 77.246
1. Barcelona 77.983

Barcelona, Real Madrid, Manchester United e até o Marselha, pelo número de adeptos que possui em França e pelo mítico Vélodrome, não serão grandes supresas neste ranking; já o Borussia e o Hamburgo saltam mais à vista por dois motivos: 1) não têm ganho títulos a nível interno; 2) não são habituais "clientes" da Liga dos Campeões.

A lista fica um pouco mais interessante quando é possível observar a relação entre assistência média em relação à capacidade do estádios:


É curioso verificar que a Alemanha é o país com mais representantes nesta lista e que nos 4 casos os estádios têm uma lotação do estádio superior a 95%, registo impressionante mas normal na Bundesliga.

No campo das receitas derivadas da bilheteira, a liga alemã detém uma vantagem sobre as outras dado que possui estádios modernos e com uma lotação adequada à dimensão da equipa, sendo que os adeptos gostam de estar quase sempre presentes.

Inglaterra fica a perder pois apenas Manchester United e Arsenal possuem estádios com uma capacidade superior a 60 mil pessoas. Como resultado, equipas como Chelsea, Liverpool e Tottenham saem prejudicadas por jogarem num estádio relativamente pequeno.

O Inter é o único representante italiano, mas a sua taxa de lotação do estádio foi de apenas 70%, algo que caracteriza não só a ex-equipa de José Mourinho mas também toda a Série A. Basta ver o exemplo da Roma que, embora com uma assistência média de 41 mil espectadores, apenas preenche 57% do Stadio Olimpico. Para esse fenómeno, também contribui o facto de muitos dos estádios da liga italiana possuirem pista de atletismo e não terem sido construídos como arenas exclusivas para a prática de futebol.

Em jeito de curiosidade, o Benfica foi o representante português com melhor assistência, fruto da excelente campanha que realizou o ano passado, tendo registado uma média de 46.565 espectadores.


domingo, 23 de janeiro de 2011

Top 10: Irmãos no mundo do futebol

(Pequena nota relativa a rúbrica que inicia hoje: algumas listas, como esta, são de opinião e desse modo estarão assinaladas com a devida label, ao passo que outras como a lista de jogadores mais bem pagos serão um dado adquirido. Qualquer um dos dois tipos poderá ser contemplado futuramente.)

No passado já foi possível observar como o futebol às vezes fica em família. Quem não se recorda dos irmãos Laudrup ou dos gémeos de Boer? E hoje, quem são os melhores irmãos a praticar futebol por esse mundo fora?

Fica aqui o meu top 10...

10. Giovani e Jonathan dos Santos (Tottenham e Barcelona)

Giovani, o irmão mais velho, brilhou ao serviço da selecção mexicana de sub-17 e sub-20 e cedo lhe apontaram um futuro brilhante ao serviço do Barcelona, mas desde que se transferiu para o Tottenham no Verão de 2008 que a sua carreira tem vindo a cair. Jonathan é um jogador que tem vindo a ser lentamente trabalhado nos culés e que continua a aguardar por mais oportunidades na equipa principal.

9. Jerry, Johnson e Wilson Palacios (Sem clube, Olimpia e Tottenham)

Wilson é sem dúvida o mais conhecido dos irmãos Palacios, mas Jerry e Johnson merecem também uma referência pela participação histórica no Mundial 2010 ao serviço das Honduras, algo que nunca antes havido sido conseguido por um trio de irmãos. Curiosamente, existe ainda um quarto irmão internacional, Milton, que joga no Olimpia.

8. Xabi e Mikel Alonso (Real Madrid e Tenerife)

Ambos foram formados na Real Sociedad, mas Xabi viu a sua carreira despontar com a transferência para o Liverpool, onde a sua visão e inteligência complementaram Gerrard na perfeição. Actualmente, é peça imprescindível no onze do José Mourinho, ao passo que o seu irmão Mikel Alonso actua na 2ª liga espanhola.

7. Jérôme e Kevin-Prince Boateng (Manchester City e AC Milan)

Dois irmãos, dois internacionais, duas selecções distintas. Jérôme transferiu-se para o Manchester City e é internacional alemão enquanto Kevin-Prince optou pelo Gana após ver as suas hipóteses de actuar na Mannschaft reduzidas. Ainda assim, e após um período menos positivo em Inglaterra, Kevin-Prince tem relançado a sua carreira no AC Milan para onde se transferiu no Verão.

6. Hamit e Halil Altintop (Bayern Munique e Eintracht Frankfurt)

Duo internacional turco que fez a carreira na Alemanha, tendo inclusive jogado junto no Schalke 04. Hamit revelou-se um jogador importante ao serviço do Bayern, tendo recentemente ganho o Troféu Puskas para melhor golo de 2010.

5. Anton e Rio Ferdinand (Sunderland e Manchester United)

Rio dispensa apresentações; formado no West Ham, transferiu-se para o Leeds United e posteriormente para Manchester, onde é actualmente uma figura muito importante na defesa e no balneário da equipa. O seu irmão mais novo, Anton, começou também nos Hammers, mas não evoluiu da mesma maneira, embora jogue no Sunderland, actual 6º classificado da Premier League.

4. Fábio e Rafael da Silva (Manchester United)

Os gémeos da Silva, lateral direito e esquerdo, mudaram-se do Fluminense para Old Trafford em 2008, tendo sido apontados como os “novos” irmãos Neville. Rafael tem tido mais impacto que o irmão, sendo actualmente, o dono do lado direito da defesa, mas ambos poderão ter um grande futuro ao serviço dos Red Devils.

3. Diego e Gabriel Milito (Inter e Barcelona)

Não fossem às graves lesões que afectaram Gabi e o aparecimento tardio de Diego e esta dupla estaria ainda numa melhor posição. Ainda assim, ambos contam com 1 medalha de vencedor da Liga dos Campeões e ambos actuaram pela selecção das pampas.

2. Gary e Phil Neville (Manchester United e Everton)

Pelo número de anos ao mais alto nível, os incontornáveis irmãos Neville teriam que estar nesta lista e nesta posição. Gary foi o lateral direito de eleição da equipa de Sir Alex Ferguson durante muitas épocas, sendo hoje uma voz da experiência no plantel. Já Phil nunca teve a mesma importância na equipa e, por esse motivo, acabou por se transferir para o Everton em 2005, sendo hoje capitão dos Toffees.

1. Kolo e Yaya Touré (Manchester City)

Incrível a história dos irmãos Touré que começaram no minúsculo ASEC Mimosas da Costa do Marfim e jogam hoje juntos no Manchester City. Kolo foi uma aposta de Wenger e revelou-se um central de enorme qualidade durante as 7 épocas que esteve ao serviço do Arsenal. Yaya teve um percurso diferente, tendo actuado pelo Olympiacos e Mónaco antes de rumar a Camp Nou. Em Barcelona, mostrou todo o seu talento mas acabou por ser vendido ao Manchester City no Verão passado. Hoje é o 4º jogador mais bem pago do mundo.