quarta-feira, 2 de abril de 2014

Craques 2ª Liga: Forbes, o goleador da Serra da Estrela

Chegou com rótulo de craque e goleador ao Sp.Covilhã e cedo se impôs no onze titular dos ‘Leões da Serra’, treinados por Francisco Chaló. De resto, com 13 golos no conjunto das competições, é o máximo goleador da equipa ‘serrana’ na época atual. O seu nome é Forbes.

Veio do modesto clube português Ribeirão e conseguiu impor-se na equipa treinada por Chaló. Guineense, nasceu no dia 20/06/1989, e é filho do antigo jogador de Tirsense, Penafiel, Sp.Braga, Boavista ou Sporting, Forbs.

INÍCIO PROMETEDOR EM BRAGA
Forbes ‘nasceu para o futebol’ nas camadas jovens do Sporting de Braga, onde foi colega de equipa de outros jogadores que viriam a ser conhecidos no futebol português como, por exemplo, o guarda-redes Diego, Aníbal Capela, Jair Baylón ou Pizzi (este último e Diego também passaram pelo Sp.Covilhã). Nas camadas jovens dos ‘arsenalistas’, na época 2007/2008, Forbes foi treinado pelo técnico António Caldas, que viria a treinar a equipa principal na mesma época.

RODAGEM NO 'SATÉLITE'
Depois de sair das camadas jovens do Sp.Braga, Forbes foi cedido, a título de empr
éstimo, ao modesto Ribeirão, onde partilhou o balneário com futebolistas pouco conhecidos como, por exemplo, Papa Sibide, Joca, Abdou Guirassy ou Bacari. Na sua passagem pelo Ribeirão, Forbes deu nas vistas e ainda foi treinado por três treinadores, sendo eles o Lemos, Flávio das Neves e Luís Miguel. Depois da cedência ao Ribeirão, o clube da AF de Braga iria contratá-lo a título definitivo. No seu empréstimo ao Ribeirão, Forbes jogou 13 jogos e faturou por 2 vezes, mas o seu potencial levou o clube-satélite do Sp.Braga a contratar o jovem avançado guineense. Em 2009/2010, Forbes foi treinado por dois treinadores, primeiro por Lemos e depois por Rui Gregório e ainda foi colega de equipa de alguns jogadores como, por exemplo, Hamilton Fumaça, Nivaldo, Wesley Silva ou Dedé. Nesta primeira época como jogador, a título definitivo, do Ribeirão, Forbes realizou 26 jogos e marcou 9 golos. Na época seguinte, em 2010/2011, Forbes permaneceu no plantel do Ribeirão, onde foi treinado, outra vez, por dois treinadores: primeiro foi treinado por António Rocha e depois voltou a ser treinado por Lemos e partilhou o balneário com futebolistas como, por exemplo, o boliviano Sebastián Molina, o norte-americano Sean Rush ou o colombiano Hector. Nesta segunda época, como jogador do Ribeirão, Forbes jogou 10 jogos e apontou, apenas, 2 golos, na II Divisão B portuguesa.

INGRESSO NO VARZIM
Na mesma época desportivo, em 2010/2011, Forbes abandonou o Ribeirão e rumou até à Póvoa de Varzim para representar o clube local – Varzim Sport Club. No Varzim, o avançado guineense foi treinado por dois treinadores, sendo eles Pedro Soares, primeiro, e Eduardo Esteves, depois. Na equipa nortenha, Forbes foi colega de balneário de futebolistas como, por exemplo, Avelino, Luís Neto, Tiago Terroso, Nélson Agra, Gonçalo Graça, Salvador Agra, Rafael Lopes e reencontrou o brasileiro Dedé, que tinha sido colega de equipa no Ribeirão. No entanto, apenas disputou 7 golos na Segunda Liga, não tendo marcado qualquer golo. após essa passagem pelo Varzim, Forbes regressou ao Ribeirão e voltou a ser treinado por dois treinadores: primeiro por António Carvalho e depois António Rocha. No seu regresso ao Estádio do Passal, Forbes foi colega de equipa de jogadores como, por exemplo, o guarda-redes Ederson, Arsénio, Lucas Privatto ou Diogo Caramelo, sendo que nesta sua segunda passagem pelo Ribeirão, Forbes realizou 10 jogos, mas não marcou nenhum golo.

IDA PARA OS AÇORES
Na mesma época, em 2011/2012, Forbes decidiu abandonar o Ribeirão e viajou para os Açores, onde representou o Operário. Na equipa açoriana, o avançado guineense foi treinado pelo treinador Francisco Agatão e partilhou o balneário com jogadores como, por exemplo, João Botelho, Kay, Malick Cissé, Ruizinho, Romário ou Lukinha. Pela equipa do Clube Operário Desportivo, Forbes jogou 12 jogos e marcou 3 golos pela equipa açoriana. No fim da época 2011/2012, regressou ao continente.

MAIS UM REGRESSO AO RIBEIRÃO
Na temporada 2012/2013, Forbes regressou ao Estádio do Passal, para representar novamente o Ribeirão, onde foi treinado por dois treinadores: primeiro por Daniel Ramos e depois, por António Carvalho, tendo partilhado balneário com futebolistas como, por exemplo, Raviola, Issouf, Wanderson, Ansumane ou Feliz. No seu regresso ao Ribeirão, Forbes jogou 26 jogos e apontou 11 golos na II Divisão B portuguesa, o que lhe valeu nova mudança de clube no verão.


CHEGADA À SERRA DA ESTRELA
Na época atual, em 2013/2014, Forbes assinou contrato com o Sporting da Covilhã e rapidamente se assumiu como o máximo goleador dos ‘Leões da Serra’, impondo-se com naturalidade no onze titular da equipa ‘serrana’ orientada por Francisco Chaló. O avançado guineense partilha o balneário com futebolistas como, por exemplo, os guarda-redes Taborda e Alireza Haghighi, o ugandês Alex Kakuba, o cabo-verdiano Janício, o iraniano Alireza Jamali ou o também guineense Bata. Esta época, Forbes já faturou por 13 vezes (2 golos na Taça da Liga e 11 golos na Segunda Liga) e já disputou 40 jogos pelos ‘Leões da Serra’ (3 jogos na Taça de Portugal, 7 jogos na Taça da Liga e 30 jogos na Segunda Liga), até ao momento. Garantir a manutenção para o Sporting da Covilhã está nos pés de um avançado guineense chamado Rachide Forbes Vandinho Barreto, mas conhecido, simplesmente, por Forbes.

A ficha







Nome: Rachide Forbes Vandinho Barreto
Data de nascimento: 20/06/1989
Local de nascimento: Mansôa - Guiné-Bissau
Altura:  1,84 m
Peso:    80 kg
Trajetória:
2008/10:Ribeirão
2010/11: Ribeirão
                Varzim
2011/12: Ribeirão
Operário
2012/13: Operário
Desde 2013: Sp. Covilhã            
        

Por João Nobre

VÍDEO: A 'bomba' de Diego que silenciou Camp Nou

É raro acontecer, mas na noite de ontem, e durante algum tempo, o Camp Nou viu-se silenciado e muito por culpa de um jogador que até já passou por Portugal, mais concretamente pelo FC Porto. Diego Ribas de seu nome, foi o autor do golo inaugural na partida a contar para a Liga dos Campeões, que opôs o Atlético de Madrid ao Barcelona, provocando o silêncio na casa do Barça. O médio brasileiro encheu o pé ao minuto 56 e desferiu uma 'bomba' indefensável para o guardião Pinto. É certo que os 'blaugrana' ainda viriam a empatar a partira, por intermédio de Neymar, mas a verdade é que não só pertenceu a Diego o momento da noite, como o seu golo acabou por dar vantagem aos 'colchoneros' na eliminatória.

Veja ou reveja o grande golo de Diego:

terça-feira, 1 de abril de 2014

ANÁLISE TÁTICA: Sp. Braga 0 vs 1 Benfica

Em jogo equilibrado e muitas vezes monótono, com nenhuma das equipas interessada em repartir transições ou permitir rasgos adversários que criassem problemas de maior, acabou por ser um pequeno pormenor, ainda em fase primária da partida, a fazer a diferença no desfecho do encontro.

Com a vitória, o Benfica ficou mais próximo do seu principal objectivo esta temporada, o título de Campeão Nacional, ao passo que o Braga acabou por atrasar-se na luta pelo 5º lugar de acesso à 3ª Pré-Eliminatória da Liga Europa.

25ª Jornada Liga ZON Sagres 2013/14

SC BRAGA        0            X           1        SL BENFICA (Lima 12’)


 

Substituições:
Minuto 55’ -> 64.Dabó por 22.Miljkovic (Resultado: 0-1 | Alteração: Directa | Motivo: Conferir Maior Consistência à Lateral Direita Defensiva – 64.Dabó Amarelado)

Minuto 65’ ->  77.Piqueti por 16.Moreno (Resultado: 0-1 | Alteração: 14.Micael Descai Sobre Ala-Esquerda e 16.Moreno Assume Frente de Ataque ao Lado de 9.Rusescu – Aproximar Sistema Base ao 1x4x4x2 | Motivo: Conferir Maior Presença de Área e Mais Golo)

Minuto 68’ -> 35.Enzo Pérez por 6.Amorim (Resultado: 0-1 | Alteração: Directa | Motivo: Sub-Rendimento de 35.Enzo Pérez)

Minuto 77’ -> 8.Luiz Carlos por 79.Erivaldo (Resultado: 0-1 | Alteração: 79.Erivaldo Assume Ala-Direita Ofensiva com 90.Pardo a Assumir Predominantemente Ala-Esquerda Ofensiva – 14.Micael Ocupa Posicionamento Anteriormente Assumido por 8.Luiz Carlos | Motivo: Conferir Maior Explosão e Profundidade Lateral Ofensiva – Busca de Resultado Positivo)

Minuto 85’ -> 50.Markovic por 18.Salvio (Resultado: 0-1 | Alteração: Directa | Motivo: Refrescar Ala-Direita Ofensiva – Maior Explosão em Transição Rápida - Aproveitamento de Balanceamento Ofensivo Adversário)

Minuto 90’+2 -> 19.Rodrigo por 30.André Gomes (Resultado: 0-1 | Alteração: Aproximação a Sistema Base 1x4x5x1 | Motivo: Queimar Tempo/Defender Resultado - Preenchimento de Meio-Campo e Maior Apoio Defensivo)
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Em jogo a contar para a 25ª Jornada da Liga ZON Sagres 2013/14, Sporting Clube de Braga (6º/32 Pontos) e Sport Lisboa e Benfica (1º/61 Pontos) encontraram-se em pleno Estádio AXA para discutirem o encontro.
Se os bracarenses, a contas com várias baixas por lesão, entraram em campo com a expectativa de conquistarem preciosos pontos na luta pelos lugares de acesso à Liga Europa, já o Benfica chegava a esta partida com o objectivo de manter a vantagem pontual de sete pontos para o Sporting CP na luta pelo título de Campeão Nacional.
Num jogo que se pautou pelo equilíbrio durante a maior parte dos noventa minutos, fiquemos abaixo com o registo de alguns dos momentos que fizeram a história do encontro:

1ª Parte: Monotonia de Pormenor
Numa primeira parte sem grandes ocasiões de perigo efectivo junto das balizas e na qual a maior preocupação de ambas as equipas residiu no condicionamento de jogo adversário, acabou por ser o Benfica o mais feliz ao chegar ao golo à passagem dos doze minutos – vantagem e resultado que os lisboetas aproveitaram para gerir durante o resto do encontro.

Com a razia de lesões que se abateu sobre Braga a afectar sobretudo o sector recuado dos «Guerreiros do Minho», Jorge Paixão viu-se obrigado a recorrer à Equipa B dos bracarenses para colmatar as ausências e conseguir constituir a sua defesa.
Apostando para a Lateral-Direita em Tomás Dabó e para a Lateral-Esquerda em Núrio, dois jovens de potencial e com larga margem de progressão, o Braga acabou por ver na inexperiência que ambos ainda denotam na abordagem ao jogo, a sua principal fragilidade.
Ainda que o Benfica não tenha conseguido explorar até à exaustão as debilidades do adversário, foi mesmo a partir de um erro cometido em primeiro instância por Tomás Dabó, perdendo ingenuamente a bola em momento ofensivo, a ditar o início da jogada que resultou posteriormente no único golo do encontro e que valeu os três pontos para a equipa de Jorge Jesus:

Repare-se na imagem acima como mesmo com 7 elementos dentro da sua Grande-Área (GR+6), a turma bracarense, fruto do facto de estar a actuar com jogadores pouco rotinados na sua linha mais recuada, acabou por revelar ingenuidade e pouca coordenação, não evitando que o Benfica apenas com Rodrigo e Lima levasse a melhor neste lance e consequentemente se colocasse em vantagem no marcador.
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Explorando a Inexperiência:
Num encontro demasiado amarrado com ambas as equipas a alternarem momentos de intensidade com outros de desespero criativo para conseguirem evitar o condicionamento adversário, foi sobretudo nas Laterais Defensivas do Braga que o Benfica encontrou o seu factor de exploração.
Repare-se na imagem abaixo a experiência de Siqueira em contraste com a falta da mesma por parte de Dabó:

Numa altura em que o Braga poderia sair para uma transição ofensiva rápida, Dabó opta por fazer drible para dentro, acção imediatamente interceptada por Siqueira que assim transformou um momento de potencial perigo para o Braga, num momento de grande perigosidade para o Benfica, apenas evitado pela prontidão de resposta no ajustamento posicional dos restantes elementos bracarenses fora da imagem.
Ciente das dificuldades no processo de construção apoiada e estrturada da sua equipa, a turma de Jorge Jesus entrou na segunda parte disposta a tirar dividendos da inexperiência dos dois laterais bracarenses.
Ora colocando bola longa para explorar inconsistência defensiva de Dabó, que de resto, já havia visto a cartolina amarela e acabaria mesmo substituído por Jorge Paixão à passagem dos 55 minutos de jogo, precavendo desde logo males maiores:

Ora colocando bola longa e dentro de um registo directo para o flanco oposto no raio de acção de Núrio, sobre a lateral-esquerda defensiva do Braga, com Markovic, muito desinspirado neste encontro, a tentar explorar as costas do jogador bracarense:


Rusescu: Mais do que Golos
Nos quadros do Braga em regime de empréstimo por parte do Sevilha desde a última janela de mercado, Rusescu tem deixado boas sensações ao longo da maioria dos encontros em que tem sido chamado a intervir.
Muito inteligente na forma como aborda o jogo, torna-se um Avançado-Centro que não sobrevive de golos, conferindo, antes, vida ao futebol da sua equipa nos diferentes momentos:

Importante em toda a manobra, não apenas quando a sua equipa esteve em posse mas, também, em momento de recuperação, Rusescu participou activamente e revelou determinação em acções de pressão no condicionamento de primeira fase de construção adversária.
Útil, igualmente, na forma como no chamado «jogo-de-costas para a baliza», segurou posses e temporizou os momentos ofensivos da sua equipa, permitindo a aproximação dos seus companheiros – na imagem abaixo, segura, aguarda a subida do seu defesa-lateral esquerdo e larga a bola no espaço, indo depois em corrida determinada para as zonas de referência com o intuito de tentar a finalização:

Não oferecendo de mão-beijada ou dando por irreversível qualquer situação por menos favorável que possa parecer, Rusescu revelou atitude combativa e sentido de antecipação para surpreender os adversários já em zonas próximas ao golo – embora, nem sempre, a inteligência do seu jogo em momentos anteriores, tenha sido acompanhada da frieza necessária para aplicar toda a sua qualidade de execução no momento final:

Repare-se na imagem acima de onde sai Rusescu, conquistando a frente do lance a Garay e Oblak.

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O que é feito de… Sinama-Pongolle

Sinama-Pongolle chegou a Alvalade com o peso de ser a contratação mais cara da história do Sporting Clube de Portugal, mas não conseguiu vingar no clube ‘verde e branco’, então presidido por José Eduardo Bettencourt e que foi treinado pelo técnico português Carlos Carvalhal (que substituiu Paulo Bento). É caso para dizer que Sinama-Pongolle chegou, viu e não venceu.

O ponta-de-lança gaulês começou a carreira no mundo do futebol no clube francês Le Havre, onde ficou duas épocas, até os ingleses do Liverpool avançarem para a sua contratação. Na ‘Cidade dos Beatles’, Sinama-Pongolle partilhou o balneário com jogadores como, por exemplo, Sami Hyypiä. Na equipa do Liverpool, Pongolle permaneceu três épocas e jogou, no total, 74 jogos e marcou 10 golos pelos ‘Reds’. Com os números que alcançou em Anfield Road, Pongolle chamou a atenção, na mesma época de 2005/2006, dos ingleses do Blackburn Rovers, e na época a seguir, regressou a Anfield para defender o Liverpool.

Depois do seu regresso aos ‘Reds’, Sinama-Pongolle despertou a cobiça do Recreativo de Huelva, clube onde permaneceu duas épocas, e onde marcou no total 22 golos em 68 jogos, tendo jogado ao lado dos portugueses Beto, Carlos Martins e Silvestre Varela. Após dar nas vistas, Pongolle assinou contrato com o Atlético de Madrid, onde foi colega de Diego Forlán e “Kun” Agüero e onde jogou, em duas épocas, um total de 54 jogos e tendo marcado, na totalidade, 8 golos pelos colchoneros.

A meio da época 2009/2010, Sinama-Pongolle foi então vendido ao Sporting CP por 6,5 milhões de euros, tornando-se a transferência mais cara da história dos ‘leões’ até àquele momento. Mas na primeira época em Portugal, o avançado francês não foi feliz: marcou apenas 2 golos…um dos quais na própria baliza; como se tal não bastasse, um problema familiar relacionado com a sua filha impediu que Pongolle se concentrasse em jogar futebol. No início da época 2010/2011, o avançado francês fez a pré-época com os ‘leões’, mas a equipa ‘verde e branca’ emprestou-o ao Saragoça e, na época 2011/2012, foi novamente cedido, desta feita aos franceses do Saint-Étienne. Aí conseguiu recuperar algum protagonismo, participando em 25 jogos e apontando 4 golos, o que lhe valeu o interesse do FC Rostov. A equipa russa acabaria então por contratar este internacional francês em definitivo na época 2012/2013 (a custo zero), sendo que, atualmente, com 29 anos, Florent Sinama-Pongolle continua a representar o FC Rostov.


A nível de seleção refira-se que Pongolle, depois de muito ter prometido nos escalões de Sub-17 e, sobretudo, nos Sub-21, acabaria por conhecer a oportunidade de se estrear pela seleção principal dos ‘bleus’ em outubro de 2008, num amigável frente à Tunísia (vitória por 3-1). Contudo, essa foi a primeira e única aparição do avançado.



A ficha
Nome: Florent Stephane Sinama-Pongolle
Data de nascimento: 20/10/1984
Local de nascimento: Saint-Pierre - Ilha da Reunião (França)
Altura: 1,76 m
Peso: 69 kg
Trajetória:
2001/03: Le Havre (46 jogos-9 golos)
2003/05: Liverpool (62-9)
2005/06: Liverpool
                Blackburn (10-1)
2006/08: Huelva (68-22)
2008/09: Atl. Madrid (41-6)
2009/10: Atl. Madrid
                Sporting (7-1)
2010/11: Sporting
                Saragoça (24-4)
2011/12: St. Etiénne (25-4)
Desde 2012: FC Rostov (13-1)
Palmarés:
1 Mundial Sub-17 (2001)
1 Liga dos Campeões (2004/05)
1 Liga Europa (2009/10)
1 Supertaça Europeia (2005)
1 FA Cup (2005/06)
1 Supertaça de Inglaterra (2006)

Recorde alguns dos seus melhores momentos:
Por João Nobre

segunda-feira, 31 de março de 2014

Fernando, o herói silencioso


Não marca grandes golos, não faz grandes defesas, não faz fintas de levantar o estádio, mas discretamente, Fernando é, desde alguns anos para cá, um dos alicerces do FC Porto.

Tem um pulmão incrível e corre quilómetros a um ritmo estonteante durante os 90 minutos para estar no sítio certo. Se a equipa adversária ataca pela direita, lá vai ele para a direita encurtar espaço ao portador da bola, prevenir um desposicionamento, criar superioridade numérica ou cortar uma linha de passe. Se a equipa adversária ataca pela esquerda, idem.

Não tem a mesma qualidade técnica que William Carvalho, o dom de organizar a partir de uma posição tão recuada como Matic, ou a agressividade e capacidade no jogo aéreo que Javi García, mas no que concerne às características acima referidas, supera a concorrência.

Chamam-lhe o polvo, porque quando parece que um lance está perdido, a sua agilidade permite-lhe esticar a perna para fazer um corte, como se de um molúsculo se tratasse, a fazer uso do tentáculo.

A sua capacidade física e cultura tática conseguem segurar um meio-campo sozinho como poucos o fazem, por isso, não foi de estranhar que tenham relacionado uma possível saída de Fernando à inversão do triângulo do meio-campo portista esta época. A sua sucessão não implica um substituto, mas sim dois, e para jogar em simultâneo.

Até do ponto de vista técnico, tem crescido nas últimas temporadas, sobretudo com Vítor Pereira, e isso fê-lo estar mais próximo do último terço do terreno.

Silenciosamente, tem sido uma peça imprescindível nos azuis e brancos, mas foi talvez esse silêncio que o afastou do escrete. Agora, tem nacionalidade portuguesa e, isso já chegou aos ouvidos de Paulo Bento.

VÍDEO: Golaço do 'eterno' Riquelme!

O médio argentino pode já não ter o fulgor físico de outros tempos (algo que nunca foi o seu forte), mas a qualidade técnica é algo que nunca abandona os sobre-dotados. E, verdade seja dita, Juan Riquelme é seguramente um dos jogadores mais abençoados nos últimos tempos, no que a esse capítulo diz respeito. Aos 35 anos, o 'maestro' do Boca Juniors continua a destilar classe em campo, e o magnífico golo que apontou frente ao River Plate no fim-de-semana é a prova disso mesmo. 

Para ver e rever:

sábado, 29 de março de 2014

Sorteio? Não, obrigado!


Na sequência de algum descontentamento relativamente às nomeações dos árbitros para determinados jogos, criou-se a ideia de que um sorteio, em detrimento da nomeação, poderia ser a solução.

Diz-se que esta medida poderia trazer mais isenção e transparência ao futebol português. Fico incrédulo.

Partamos da potencial ideia de um sorteio puro, algo que parece posto de parte pela comunidade. Afinal, não se imagina um clássico sem um árbitro internacional, ou um árbitro oriundo de uma categoria inferior apitar uma equipa grande num dos seus primeiros jogos na Liga.

Não havendo um sorteio puro, há um sorteio com condicionantes. E aí, quais seriam os critérios? Árbitros internacionais sempre para os três grandes? Limite de jogos por clube numa época? Intervalo de jornadas sem repetir equipas?

E se assim fosse, quando teriam os não internacionais a oportunidade de apitar em grandes ambientes e adquirir esse tipo de experiência? Sendo sorteio e havendo tais condicionantes, qual seria o cenário para as últimas jornadas, em que por acaso, há um FC Porto – Benfica nesta temporada?

O que fazer para evitar os possíveis erros acima referidos? Introduzir ainda mais condicionantes? Isso seria, no fundo, dar razão às nomeações, que obedecem a critérios, no que concerne ao historial dos juízes com clubes, o pulsar do campeonato e a oportunidade de aqui e ali lançar alguém a realizar um bom trabalho.

Marco Ferreira foi o árbitro do último Benfica – Sporting e realizou um bom trabalho. Já tinha superado com nota positiva o derby de Alvalade em 2012/2013. Não é o nome mais sonante da arbitragem portuguesa, o que poderia lançar algumas dúvidas, mas mostrou enorme competência. Uma boa escolha de Vítor Pereira e companhia, que olharam para o historial dos derbies e dos seus árbitros antes da toma de decisão.

Outra situação que tem merecido contestação é o low-profile concedido a Pedro Proença. Deveria o melhor árbitro do mundo de 2012 e o representante português no Mundial do Brasil ter tido maior protagonismo na primeira volta do campeonato? Há quem diga que sim, e eu entendo, mas também entendo a postura do conselho de arbitragem.

Proença, previsivelmente, irá apitar o FC Porto – Benfica da jornada 30. Quando maio chegar, terá como plano de fundo a sua presença no Mundial, os jogos importantes que apitou na Liga dos Campeões e a frescura de quem não passou por momentos polémicos no presente campeonato. É sem dúvida, com uma imagem forte, que o juiz lisboeta chegará ao Estádio do Dragão.

Ainda assim, convém relembrar os mais esquecidos que PP apitou o Estoril – Sporting, numa jornada em que os leões até perderam a liderança da Liga ZON Sagres.

As nomeações, como se conclui, são escolhas criteriosas, feitas por entidades e pessoas competentes.

Aludindo a uma realidade paralela, pergunto, se passa pela cabeça do público que os convocados para o Mundial, em vez de serem escolhidos por Paulo Bento, fossem sorteados? Mesmo tendo em conta que o sorteio não fosse puro e houvesse condicionantes como o número de jogos realizados ou a equipa que representam, faria sentido?

E se cada onze de Benfica, FC Porto e Sporting pudesse ser sorteado em cada jornada? Os treinadores é que estão lá para escolher os melhores para cada jogo em particular, não é? Os conselhos de arbitragem também.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Vai da que falar: Ricardo Kishna




Ricardo ou Kishna, como soar melhor ao leitor, foi apelidado como o Di Maria holandês. Tal comparação é já um selo de qualidade estampado neste jogador. Nasceu para o futebol no Ado Den Haag , equipa da sua cidade natal tendo ingressado nas prestigiadas escolas do Ajax mais tarde e cumprindo todo o seu processo de formação. Em 2011 assina o seu primeiro contrato profissional que entretanto foi renovado até 2016. Em termos de posicionamento tem sido utilizado regularmente nas alas, apresenta requinte com a bola nos pés, é esquerdino e tem uma capacidade tremenda de recepção. A sua habilidade com a bola são de nível superior conseguindo desenvencilhar-se dos seus adversários com relativa facilidade, é forte fisicamente e tem uma excelente visão de jogo e capacidade de execução. Possui um grande caracter, boa intensidade de jogo e mesmo sendo tão jovem assume a responsabilidade independentemente da posição em que atua pois domina toda a frente de ataque. É regular nas seleções da Holanda desde os sub-15 e aos poucos vai sendo aposta na equipa principal do Ajax. Manchester City, Liverpool e Juventus são alguns exemplos de "tubarões" que observaram e vão sondando este grande jogador.




Nome: Ricardo Kishna
Data de Nascimento: 1995-01-04 (19 anos)
Local de Nascimento: Den Haag, Holanda
Altura: 183 cm
Peso: 76 kg
Posição: Extremo 
Clube: Ajax

Veja alguns momentos deste jogador no vídeo que se segue:





EDIÇÃO DE ABRIL - JÁ NAS BANCAS!!!



quinta-feira, 27 de março de 2014

João Mário, um maestro mais generoso

Foi no Europeu de Sub-19, em 2012, que me apaixonei pelo futebol de João Mário. Cabeça levantada, expressão corporal de craque, capacidade técnica, qualidade de passe e classe, muita classe.

Nessa competição, Portugal não passou da fase de grupos, mas deixou boas indicações. O irmão de Wilson Eduardo era o maestro de uma orquestra de bons intérpretes mas nem sempre sintonizada, onde também pontificavam nomes como Tiago Ilori, André Gomes e Bruma.

Acabado de ser campeão de juniores pelo Sporting, seguiu-se um ano e meio na equipa B dos leões. As características que anteriormente referi mantinham-se, claro, mas a transição formação/profissionalismo não foi um degrau fácil de subir. O médio leonino sentiu dificuldades em se adaptar à intensidade e combatividade de uma II Liga onde todos podem vencer todos e cada lance é disputado como se fosse o último.

Inscrever as suas qualidades no novo ritmo competitivo foi difícil, e como se não bastasse, sobressaiu a sua principal fragilidade, a falta de generosidade no capítulo defensivo. Pressionava pouco, não fazia o dito trabalho invisível, e como apenas talento não basta para alcançar o sucesso, nem nos bês dos verde e brancos se conseguiu impor de pedra e cal.

Falava-se de um empréstimo para a Grécia, onde um antigo treinador seu, Ricardo Sá Pinto, o pretendia. Mas foi outro homem que o conhecia, nem que fosse pelo sportinguismo, que o manteve em Portugal e fê-lo subir um patamar.

José Couceiro pediu-o como reforço de inverno para o seu Vitória de Setúbal, e João Mário não demorou muito tempo a assumir-se como o maestro da equipa, de tal forma que foi eleito recentemente o melhor jovem jogador da Liga ZON Sagres em janeiro e fevereiro.

O futebol mais à flor da relva que se joga no primeiro escalão português favoreceu as suas capacidades, às quais aliou mais rotatividade e a tal generosidade defensiva que lhe faltava. Hoje preocupa-se mais em defender, em fechar os espaços, em saber jogar sem bola, mas manteve a vocação ofensiva.

Quer o Vitória ataque de uma forma mais apoiada e organizada, ou em transições, o jogo tem de passar obrigatoriamente pelos seus pés, confiando na sua qualidade a passar e a transportar a bola, assim como na rapidez de pensamento e tomada de decisão. Se é necessário contemporizar e segurar o esférico, ou fazer de ilusionista para ultrapassar um adversário, também sabe fazê-lo.

Se conseguir aplicar em Alvalade o que tem feito no Bonfim, pode rapidamente tornar-se no patrão do meio-campo do Sporting e ser um candidato a lugar na campanha de Portugal a caminho do Campeonato da Europa de 2016.

E Wilson Eduardo, esse, poderá ser conhecido como o irmão de João Mário.