sexta-feira, 30 de maio de 2014

Vai dar que falar: Puscas

O nome Puscas poderá fazer lembrar um ícone do futebol mundial, no entanto não se trata da mesma pessoa. Este é um jovem talento romeno, avançado e comparado ao seu conterrâneo Mutu. Nascido no ano de 1996 começa a sua aventura "futebolistica" na Academy Liberty Oradea, academia do FC Bihor Oradea da segunda divisão romena. Em 2012 atinge a primeira equipa do clube e consegue 13 presenças e dois golos no campeonato, tendo em 2013 sido emprestado ao Inter de Milão, que exerceu opção de compra e faz parte agora da equipa Primavera do clube. É um jogador de muito potencial, forte fisicamente e com uma excelente capacidade técnica. É avançado moderno, destro, mas que se sente confortável a rematar com o pé esquerdo. Colabora nas acções defensivas, tem boa velocidade e remate de longa distância. Joga bastante bem de costas para a baliza, sendo bastante hábil a rodar e rematar ou progredir para a baliza. É bastante oportuno e aparenta ser um jovem humilde e trabalhador. O Inter fez bem em antecipar-se aos concorrentes e recrutar este jovem talento que tem tudo para atingir um grande nível no futebol europeu.

Nome: George Puscas
Data de Nascimento: 1996-03-08 (18 anos)
Local de Nascimento: Roménia
Altura: 184 cm
Peso: 78 kg
Posição: Avançado
Clube: Inter de Milão

Veja no vídeo abaixo alguns dos melhores momentos deste jogador:




Edição de Junho - Já nas bancas!




quinta-feira, 29 de maio de 2014

Policiamento no futebol ou… a falta dele


Bem ou mal, o policiamento é um tema que tem passado na sombra de outros, no que ao desporto em geral e ao futebol em particular diz respeito.

Em teoria, vivemos num país civilizado e em que as pessoas têm uma mentalidade ocidental. Já ninguém resolve nada à força e os crimes acontecem apenas aos outros, em recantos do nosso pequeno Portugal. Somos todos bem comportados, futuristas e racionais.

Retirar o policiamento do futebol, em jogos de menor relevo comparativamente aos grandes derbies e clássicos, é algo visto com alguma naturalidade. A harmonia reina. As notícias sobre violência em recintos desportivos que se lê de tempos a tempos nos jornais jamais justificariam um investimento em efetivos da PSP ou GNR em partidas de caráter distrital e logo nas camadas jovens.

Tudo isto pode ser visto com normalidade, mas nada disto corresponde à realidade.

As aparências iludem e as decisões são tomadas longe dos intérpretes desportivos. Os adeptos mais extremistas podem não estar nesses de risco reduzido, mas está a fação que, quem anda no futebol, trata por ‘paizinhos’. Os temíveis e incómodos ‘paizinhos’.

Esses, que pagam mensalidades para ver os seus ‘Ronaldos’, são a ameaça que assombra o futebol juvenil, sobretudo em campos em que a distância entre adeptos e os intérpretes - jogadores, árbitros e treinadores - é reduzida, sem que haja, por vezes, uma vedação, muro ou qualquer tipo de barreira que impeça o contacto físico de acontecer.

A luta começa durante a semana, nos treinos. Os ‘paizinhos’ vão assistir aos ensaios dos filhos, que curiosamente, são os melhores da sua equipa. Merecem ser convocados para sábado ou domingo. Se não são, é hora de confrontar os treinadores ou de iniciar teorias da conspiração, que em alguns casos até podem bater certo. Filhos de progenitores com profissão x, estatuto y, cargo z… há muito em jogo. Dava tema para um outro artigo.

Aos fins-de-semana, os nervos estão à flor da pele. Qualquer decisão contrária à equipa do ‘mini-Ronaldo’ é incompetência do árbitro, se perdem e o descendente joga pouco tempo é culpa do treinador e, na melhor das hipóteses, as coisas ficam por aí.

Na pior, treinadores com pistolas apontadas à cabeça pelos ‘paizinhos’ como recentemente num encontro de infantis no Montijo, e árbitros intimidados, ameaçados e até mesmo agredidos. Se a polícia está presente, a probabilidade de isto acontecer é menor. Se não está, aconteça o que acontecer, há o risco de os criminosos não serem sequer identificados, quanto mais levados à esquadra e devidamente julgados.

Quando tanto se fala na importância do futebol de formação e em verdade desportiva, pergunto-me se serei o único a considerar que a segurança tem um papel essencial.

terça-feira, 27 de maio de 2014

O que é feito de… Matías Cahais

Foi apontado como uma das grandes pérolas do futebol argentino, mas nunca se libertou do estatuto de 'eterna promessa'. Esteve na Argentina e na Europa o único clube europeu onde jogou foi no Groningen, que milita na Eredivisie. O seu nome é Matías Cahais.

Estreia no Boca aos 17
Matías Cahais começou a sua carreira futebolística no arqui-rival do River Plate – o Boca Juniors. Na sua estadia no 'La Bombonera', Matías Cahais foi colega de equipa de jogadores como, por exemplo, Abbondanzieri, Morel Rodríguez, Gabriel Paletta, Martín Palermo ou Pablo Mouche, e apesar de se ter estreado com apenas 17 anos, ao longo de três épocas (2005/2005, 2006/2007 e 2007/2008) jogou, na totalidade, somente 12 jogos pela equipa 'xeneize'. Ainda assim, como jogador do Boca Juniors, Matías Cahais venceu um Campeonato Apertura, um Clausura e uma Copa Libertadores.  





Experiência europeia
A meio da época 2007/2008, Matías Cahais abandonou o Boca Juniors e rumou até aos holandeses do Groningen, num empréstimo de 18 meses, onde teve a sua primeira e única experiência fora da Argentina. Durante a sua estadia no Euroborg, Cahais partilhou balneário com nomes como Luciano da Silva, Tim Matavz, Femi Ajilore ou Marcus Berg. Na época e meia em que jogou no Groningen, Matías Cahais jogou 11 jogos e apontou um golo.  




Regresso a 'casa'
Depois de abandonar o Groningen, Matías Cahais regressou à Argentina e assinou contrato com o modesto clube argentino Gimnasia de Jujuy. No Estádio 23 de Agosto, Matías Cahais actuou ao lado do paraguaio Federico Acuña e do chileno Sebastián Rocco, tendo participado em 15 jogos (1 golo marcado). No entanto, o clube acabaria por descer de divisão e Cahais regressou ao Boca.
Contudo, os 'xeneizes' logo trataram de o emprestar novamente, desta feita ao Racing de Avellaneda, que acabou por comprar o seu passe a 100%. Desde então leva já mais de 170 jogos com a camisola do Racing, onde atua no eixo da defesa, tendo apontado até ao momento 4 golos pela equipa argentina.


Pelas camadas jovens da Seleção da Argentina, Matías Cahais venceu um Mundial de Sub-20, no Canadá, em 2007, e venceu 2 Recopas Sudamericanas, em 2006 e 2008.
Atualmente, com 26 anos, mantém-se ligado contratualmente ao Racing de Avellaneda.              



A ficha
Nome: Matías Cahais
Idade: 26 anos
Data de Nascimento: 24/12/1987
Local de Nascimento: Argentina
Altura: 1,85m
Peso: 80 kg
Posição: Defesa-Central

TRAJETÓRIA
2005/2008: Boca Juniors
2007/2008: FC Groningen
2008/2009: FC Groningen
                   Gimnasia de Jujuy
Desde 2009: Racing de Avellaneda

PALMARÉS
1 Mundial de Sub-20 (2007)
1 Copa Libertadores (2007)
2 Recopas Sudamericanas (2006, 2008)
1 Campeonato Clausura argentino (2005/2006)

1 Campeonato Apertura argentino (2005/2006) 

EM AÇÃO:
Veja aqui alguns dos melhores momentos do central ao serviço do Racing.
   

Por João Nobre  

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Mundial 2014: Os números dos jogadores portugueses

A Federação Portuguesa de Futebol divulgou que já estão definidos os números que os jogadores da Seleção Nacional irão utilizar no Campeonato do Mundo que se irá iniciar no próximo mês de junho no Brasil.

Confira a lista:

1 - Eduardo
2 - Bruno Alves
3 - Pepe
4 - Miguel Veloso
5 - Fábio Coentrão
6 - William Carvalho
7 - Cristiano Ronaldo
8 - João Moutinho
9 - Hugo Almeida
10 - Vieirinha
11 - Éder
12 - Rui Patrício
13 - Ricardo Costa
14 - Neto
15 - Rafa
16 - Raul Meireles
17 - Nani
18 - Varela
19 - André Almeida
20 - Rúben Amorim
21 - João Pereira
22 - Beto
23 - Hélder Postiga

sexta-feira, 23 de maio de 2014

EXTRA -GUIA MUNDIAL 2014

É já amanhã que irá para as bancas o Guia do Mundial 2014 com a assinatura da FUTEBOLISTA!!!

Uma edição indispensável para ficar a par de tudo o que se vai passar no Brasil. Conhecer ao pormenor as equipas, as principais estrelas, como jogam as seleções, recordar as Lendas dos Mundiais anteriores, as estatísticas da competição, os principais ausentes, os jovens que prometem dar que falar e muito mais.

São 150 páginas de saber futebolístico, e por apenas 2,50 euros!





Não é uma questão de ser, é uma questão de estar

fpf.pt
Paulo Bento divulgou ontem a sua lista definitiva de 23 jogadores que estarão no Mundial, depois de ter anunciado na semana passada uma pré-convocatória de 30 atletas. Curiosamente, a maior contestação que houve até foi em relação a futebolistas que dificilmente entrarão no onze titular.

Fala-se de um Quaresma que esteve no Euro-2012 sem ninguém se lembrar disso. E até de Adrien que ainda não somou uma única internacionalização.

O que me aflige é a questão dos 11 + 3, a fórmula utilizada em cada jogo. Estando todos a 100%, tem havido consenso de que a equipa-base que atuou no último Campeonato da Europa e durante a qualificação para o Mundial é a melhor – salvo algumas nuances – para o selecionador utilizar desde início.

O problema é que há vários jogadores que não deverão estar no Brasil a 100% e boa parte desses casos problemáticos até se concentra em duas/três posições.

Se olharmos para os extremos, vemos que Nani tem pouco ritmo de jogo e até foi rejeitado por Antonio Conte na Juventus pela sua situação clínica. Cristiano Ronaldo tem estado afastado dos últimos encontros do Real Madrid e certamente não disputará o Campeonato do Mundo na plenitude das suas capacidades. Vieirinha esteve ausente durante muitos meses. O próprio Rafa, que pode atuar nas alas, esteve lesionado durante algum tempo na parte final da época. Sobra Varela. É pouco.

Na posição ‘9’, Hélder Postiga parece ainda estar em dúvida. Éder, suplente de Rusescu em Braga desde o mercado de inverno, também tem tido os seus problemas físicos. Sobra Hugo Almeida.

Não havendo tempo a perder, Paulo Bento optou por se fixar na sua convocatória final, levando apenas esse lote para estágio, começando a aprimorar o modelo de jogo que pretende para Portugal. Mas coloca-se a dúvida. Estes 23, hipoteticamente, até SÃO os melhores jogadores portugueses disponíveis da atualidade, mas será que ESTÃO todos, neste momento, entre os 23 em melhores condições, na globalidade de fatores técnico-táticos, físicos e psicológicos?

O selecionador parece acreditar no estado clínico dos atletas acima referidos, que coincidem exatamente com os nomes que participaram na qualificação. Mas com tantos problemas nas posições de ataque, não se justificaria um estágio com um lote ligeiramente mais alargado?

Porque não levar mais um extremo e um ponta-de-lança para estágio e aí proceder a uma análise comparativa in loco? Será preferível, numa fase adiantada, proceder a alterações na convocatória e haver jogadores a entrarem “a frio”? Será preferível sentir os problemas físicos dos futebolistas em causa apenas no Mundial e ser obrigado a fazer substituições numa fase prematura de cada partida?

Um dos nossos adversários, a Alemanha, está neste momento a trabalhar com 27, até porque unidades influentes como Khedira, Schweinsteiger, Hummels, Gündogan ou Schmelzer têm tido contratempos nesta temporada. Outras seleções irão esperar até 2 de junho para encurtar a lista.

Veremos, no Brasil, quem terá a razão. Quem prefere concentrar-se nos 23 mesmo sabendo dos problemas físicos de alguns e das consequências que isso poderá ter? Ou os que não irão trabalhar tanto um certo lote específico, mas que poderão, até ao último instante, proceder a uma análise comparativa e decidir quem está em melhores condições de representar o seu país?

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Vai dar que falar: Solanke



Solanke chegou ao Chelsea com apenas 9 anos, e conseguiu ser bem sucedido nos vários escalões de formação e competições em que foi participando. Na equipa do Chelsea jogou este ano na Youth League e na equipa de Sub-21, o que demonstra a confiança depositada neste talento. Chamado aos Sub-17 de Inglaterra para o recém terminado Campeonato da Europa, em que saíram vencedores, Solanke foi uma das peças fundamentais, tendo inclusive sido um dos melhores marcadores com 4 golos.  Pode actuar em várias posições do ataque, como avançado, extremo esquerdo ou até mesmo mais recuado, mas o seu perfil parece encaixar mais na posição "9". Possui uma boa capacidade atlética, fisicamente é bastante forte, predicados que conjugados com a sua capacidade técnica e de passe, fazem dele um jogador difícil de parar. Normalmente pede bola no pé, não procurando muito o espaço para receber, e procura a partir daí tomar uma decisão. É esquerdino, mas com boa capacidade de usar ambos os pés e possui boa capacidade de cruzamento e remate. Em termos defensivos parece ter uma boa mentalidade e agressividade, mas por vezes não coopera como deveria. É um dos jogadores a seguir com bastante atenção nesta geração de Inglaterra e se trabalhar poderá atingir um excelente potencial na sua carreira.



Nome: Dominic Solanke
Data de Nascimento: 1997-09-14 (16 anos)
Local de Nascimento: Inglaterra
Altura: 183 cm
Peso: 78 kg
Posição: Avançado
Clube: Chelsea

Golos de Solanke contra a Bélgica:






terça-feira, 20 de maio de 2014

segunda-feira, 19 de maio de 2014

A luta que Beto reacendeu

uefa.com
A final da Liga Europa foi o expositor mediático para que, em Portugal e no mundo, se pudesse constatar a grande época que Beto está a realizar.