quinta-feira, 5 de março de 2009

'Fenómeno' regressou aos relvados

O avançado brasileiro Ronaldo, melhor marcador da história dos Mundiais de futebol (15 golos), estreou-se ontem pelo Corinthians, um ano e 20 dias depois da grave lesão que quase acabou com a sua brilhante carreira.
No reduto do modesto Itumbiara, em jogo da primeira ronda da Taça do Brasil, o 'fenómeno' entrou aos 68 minutos, já com a sua equipa a ganhar por 2-0, e tocou várias vezes na bola, não conseguindo, porém, qualquer remate, face à marcação da defesa contrária.
O ex-jogador de Cruzeiro, PSV Eindhoven, FC Barcelona, Inter de Milão, Real Madrid e AC Milan mostrou, ainda assim, algumas das qualidades que fizeram a FIFA elegê-lo por três vezes como o melhor jogador do ano (1996, 1997 e 2002).
«Foi um bom regresso para o Ronaldo. Mexeu-se bem e até tentou alguns dos movimentos que lhe são característicos. Foi um importante primeiro passo para o regresso. Com o tempo, as coisas ficarão mais fáceis», afirmou o treinador do Corinthians, Mano Menezes.
Ronaldo não jogava desde 13 de Fevereiro de 2008, dia em que se lesionou no joelho esquerdo, num encontro entre o AC Milan, que então representava, e o Livorno, sendo que não participava num embate da Taça do Brasil desde 1994, quando ainda pertencia ao Cruzeiro.
Em Dezembro, e para tristeza dos adeptos do Flamengo, assinou contrato com o Corinthians, equipa pela qual agora se estreou, recebendo mesmo uma grande ovação por parte dos adeptos adversários, na altura em que entrou em campo ou em qualquer das suas arrancadas.
O próximo encontro do Corinthians está marcado para domingo, frente ao 'rival' Palmeiras, mas Mano Menezes ainda não decidiu se vai utilizar Ronaldo: «vamos falar com ele e ver como se sente».

quarta-feira, 4 de março de 2009

Mourinho agita 'calcio'

A conferência de imprensa era para fazer a antevisão do jogo de hoje com a Sampdória, para a Taça de Itália, mas esse acabou por ser o tema secundário. Depois de abordada a polémica arbitragem do Inter-Roma do último domingo, e perante a mera sugestão de que a sua equipa só é líder do campeonato graças a ajudas de arbitragem, José Mourinho 'explodiu' e não poupou ninguém. «Houve uma grande manipulação intelectual, um trabalho organizado para manipular a opinião pública. Não me agrada a prostituição intelectual, eu gosto de honestidade intelectual», disse Mourinho.
Sempre ao ataque, o treinador do Inter acrescentou: «Não se falou da Roma que tem grandes jogadores e não vai ganhar nada, do Milan que tem menos 12 pontos que nós e acabará a época sem títulos. E também não se falou da Juventus que já conquistou vários pontos com erros dos árbitros, enquanto nós apenas beneficiámos de ajuda dos árbitros frente ao Siena.» Mourinho particularizou ainda o ataque a Luciano Spalletti, treinador da Roma: «Sempre que ligo a televisão, está lá Spalletti, que é amigo de todos. Não sei se eles pagam para ser entrevistados, sei que a mim me pagam para dar entrevistas e eu recuso dá-las», disse, criticando ainda Claudio Ranieri, treinador da Juventus. «Se ele está ao lado de Spalletti, então eu estou do lado de todos os treinadores que perderam pontos com a Juventus por erros de arbitragem.»
Veja aqui o 'show' de Mourinho e aproveite para treinar o italiano...

Tudo para decidir na Choupana

Paços de Ferreira e Nacional empataram (2-2) na primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal, num resultado justo que deixa a passagem à final em aberto.
A equipa da casa entrou melhor e acabou por marcar (16'), fruto de uma boa jogada colectiva, com Leandro Tatu a facturar após assistência de Ferreira. O Nacional despertou com o golo e passou a exercer mais pressão no último reduto do Paços, acabando por empatar, por Mateus (28'), num lance rápido de contra-ataque.
Aos 33’, o inevitável Nené – que pode estar de malas feitas para os russos do Lokomotiv – fez o 2-1 de livre directo. No segundo tempo, Paulo Sérgio passou a jogar em 3x4x3 e as oportunidades sucederam-se. Dedé viria a dar justiça ao marcador (62’) num lance confuso dentro da área do Nacional.

terça-feira, 3 de março de 2009

Foi há 20 anos: Portugal Campeão em Riade!


Brassard, Folha, João Vieira Pinto, Abel, Jorge Couto, Hélio, Paulo Alves, Paulo Madeira, Fernando Couto e Tozé. Estes foram alguns dos heróis de Riade, que há 20 anos atrás protagonizaram um dos maiores feitos do futebol português: venceram o Campeonato do Mundo de Sub-20, disputado na Arábia Saudita.

Hoje no comando da Selecção AA das Quinas, Carlos Queiroz foi o técnico responsável pela conquista inédita do ceptro, e pela projecção de muitos jogadores que mais tarde constituíriam a famosa 'geração de ouro'.

Veja os melhores momentos do feito alcançado pelos pupilos de Queiroz:




Em Pé: Brassard (SL Benfica), Amaral (Acad. Viseu), Folha (FC Porto), João V.Pinto (Boavista FC), Abel (SL Benfica), Jorge Couto (Gil Vicente FC), Resende (SC Farense), Filipe (Torreense) e Bizarro (SL Benfica).

Ao Meio: José Catoja (Fisioterapeuta), João Silva (Enfermeiro), Pedro Mousinho (Secretário), Carlos Queiróz (Seleccionador de Juniores), Pais do Amaral (Vice-Presidente da FPF), António Pimenta (Director da FPF), Nelo Vingada (Treinador), Juca (Seleccionador de Seniores), Dr. Manuel Pinho (Médico), António Gonçalves (Técnico de Equipamentos).

Sentados: Xavier (GD Estoril-Praia), Hélio (Vitória FC), Paulo Alves (Gil Vicente FC), Paulo Madeira (SL Benfica), Valido (GD Estoril-Praia), Fernando Couto (FC Famalicão), Morgado (Gil Vicente FC), Paulo Sousa (SL Benfica) e Tó Zé (Leixões SC).

Fotos: FPF

Meias da Taça de Portugal começam hoje

Paços-de-Ferreira e Nacional da Madeira entram hoje em campo para disputar o primeiro jogo das meias-finais da Taça de Portugal 2008/2009, que retomam esta época um formato já usado no passado: os semi-finalistas disputarão a vaga no Jamor em duas 'mãos'. O Estádio da Mata Real é o palco onde 'Castores' e 'alvinegros' irão dar o pontapé de saída pelas 19 horas.

Na outra meia-final, adiada para 22 de Março, o Porto recebe o Estrela da Amadora. As partidas da segunda 'mão' estão marcadas para dia 22 de Abril.

Varela certo no FC Porto

Esteve para acontecer em janeiro, vai concretizar-se no verão: Silvestre Varela tem acordo com o FC Porto para vestir de azul e branco a partir da próxima época e até 2013. O avançado de 24 anos atualmente ao serviço do E. Amadora é, desta forma, o segundo reforço assegurado pela SAD azul e branca para 2009/10, juntando-se a Miguel Lopes.
Varela revelou-se no Sporting, iniciando a carreira sénior na equipa B, em 2003/04. Brilhou no Casa Pia na época seguinte e ganhou lugar no plantel dos leões, mas só fez 2 jogos. Seguiu-se época e meia em Setúbal por empréstimo (45 jogos, 4 golos) e nova cedência em 2007/08, desta feita ao Huelva. Rescindiu com o Sporting no arranque da temporada e seguiu para a Amadora. Termina contrato em junho e assina a custo zero.

Sporting: Grimi falha resto da temporada

Terminou a época para o lateral esquerdo do Sporting, Leandro Grimi, que será operado brevemente, na sequência da lesão contraída no joelho esquerdo no jogo frente ao FC Porto.
De acordo com uma nota do Sporting enviada à Comissão de Mrecados de Valores Mobiliários (CMVM), Grimi ficará de fora dos relvados por um período nunca inferior a quatro meses, o que impossibilita o jogador de estar apto para o resto da presente época.
O argentino sofreu uma entorse no joelho esquerdo, da qual resultou uma lesão menisco ligamentar que obriga a uma intervenção cirúrgica.
Fábio Rochemback não vai alinhar nos próximos desafios do Sporting com o Paços de Ferreira, Bayern de Munique e Rio Ave, estando em dúvida para a final da Taça da Liga com o Benfica.
O jogador sofreu um traumatismo sobre o ombro esquerdo, que envolveu a articulação acromio-clavicular, necessitando de três semanas para recuperar.

Braga: À Imagem de Jesus

Sporting Clube de Braga. Há muito que este clube iniciou um trajecto de crescimento sustentado. Na última década, graças a excelentes classificações internas e algumas carreiras europeias de relevo, transformou-se num dos emblemas mais importantes do futebol português. Numa realidade que ainda gira em torno de FC Porto, Benfica e Sporting, são bem-vindos clubes como o Braga, que ousam sonhar, empreender e realizar. Sente-se que, mais cedo ou mais tarde, este clube lutará pelo título nacional, o que só trará benefícios a um futebol demasiado concentrado nas amarras dos três colossos.

Para esta temporada foi contratado o treinador Jorge Jesus, vindo de uma magnífica campanha no Belenenses. Analisando o trajecto da equipa até agora, pode dizer-se que não podia ter sido mais certeira a aposta do presidente António Salvador para a liderança técnica da formação arsenalista. A classificação actual na Liga Sagres pode até ser considerada modesta face à qualidade do plantel. Nacional e Leixões detêm o mesmo número de pontos com menores recursos. O que faz deste Braga um caso merecedor de maior destaque é a ambição com que entra em qualquer estádio e a qualidade do futebol que apresenta. Há equipas que conseguem algum sucesso esporádico, baseando o seu modelo de jogo em premissas como defender atrás e explorar o contra-ataque, apostando na qualidade das suas melhores individualidades e tentando jogar no erro do adversário. Ao contrário, a formação bracarense interpreta um modelo de equipa grande. Assume normalmente o jogo diante de qualquer adversário, jogando olhos nos olhos, procurando ter a bola e dominar o mais possível. A forma como o Braga encarou os jogos com os três grandes, bem como o percurso notável que vem realizando na Taça UEFA, não se deve a uma fortuna casual. É antes fruto de uma aposta arrojada por um futebol positivo e com espírito ganhador.

Jorge Jesus, reconhecido como um excelente estratega e muito competente no plano motivacional, procurou dar corpo à ambição dos responsáveis bracarenses e montou um plantel que lhe desse garantias de poder praticar o futebol desejado. Rico em qualidade e quantidade, é talvez o conjunto de jogadores mais equilibrado da nossa liga, sendo que algumas individualidades são de fazer inveja à grande maioria das equipas portuguesas. Sem surpresa, o Braga tem sido aquela que melhor futebol tem praticado, já que, à categoria do seu elenco, se junta um líder técnico apologista do futebol de ataque, que cultiva o futebol apoiado e a beleza estética do jogo.

O sistema táctico adoptado desde o começo foi o 4-4-2 losango, o predilecto de Jesus. Na baliza, o facto de o Braga contar com Eduardo, actual titular da Selecção Nacional, dispensa mais considerações acerca da sua qualidade. Com uma estampa física assinalável, o guardião natural de Mirandela, revela segurança e bons reflexos dentro dos postes, tendo apenas que melhorar, na minha opinião, na hora de sair aos cruzamentos. Os laterais, João Pereira pela direita e Evaldo pela esquerda, constituem uma das principais forças desta equipa. Bons a nível de posicionamento e intensos na marcação (sobretudo o ex-benfiquista), revelam também grande apetência ofensiva, constituindo uma importante fonte de desequilíbrio na organização defensiva adversária. No centro da defesa, abundam igualmente elementos de grande valor, embora o sector venha sofrendo algumas contrariedades a nível de lesões, nomeadamente Paulo Jorge, Rodríguez e, mais recentemente, Moisés. André Leone e os adaptados Frechaut e Stélvio Cruz são outras opções para o lugar. Sem impedimentos, a dupla mais forte será, porventura, composta pelo brasileiro Moisés e pelo peruano Rodríguez. Feliz do treinador que conta com centrais deste calibre e, adicionalmente, com jogadores polivalentes capazes de fazer a posição com tranquilidade.

No sector intermediário, o panorama continua magnífico. Vandinho é o pivot-defensivo incontestado, conferindo ao colectivo intensidade nos diferentes momentos do jogo. A simplicidade de processos e a qualidade de passe são dois atributos que estão sempre presentes no desempenho do 'trinco' brasileiro. É um dos melhores da equipa. Como médios interiores, os titulares por princípio, são Alan, na meia-direita, e César Peixoto, no lado oposto. Este duo é uma das chaves do futebol do Braga, pela facilidade com que jogam, ora mais por dentro, ora encostados à linha. Esta flexibilidade, consoante a equipa está a defender ou a atacar, tornam a equipa mais imprevisível e, por conseguinte, de mais difícil anulação. De realçar ainda, o diferente perfil de ambos: Alan mais veloz e explosivo, Peixoto mais inteligente e seguro. Que melhor combinação para poder gerir os ritmos ao longo dos 90 minutos conforme o adequado em cada momento? Na posição '10', aparece o uruguaio Luís Aguiar, um médio-ofensivo talentoso e tecnicista, que constrói, cria, inventa, e ainda tem tempo para chegar à área e ameaçar a baliza contrária. O recente golo que apontou em Liége é disso um bom exemplo. Jesualdo Ferreira não o quis, agradeceu Jorge Jesus. Mossoró, Jorginho e Matheus, que já brilharam noutros clubes e são valores firmados no nosso país, são as alternativas mais credíveis para entrar no losango em substituição dos habituais titulares.

Na frente de ataque, a dupla mais frequente é formada por Meyong e Rentería. O camaronês é mais experiente, fruto de algumas temporadas já vividas ao mais alto nível nacional, fazendo da sua capacidade goleadora e mobilidade criteriosa trunfos significativos. Já o colombiano que o FC Porto um dia foi buscar ao Internacional, é um avançado mais 'selvagem', muito rápido, meio desengonçado, mas com muita habilidade. É capaz de falhar as ocasiões mais inacreditáveis, mas também de assinar golos de antologia. Dois atacantes que, não sendo extraordinários isoladamente, funcionam muito bem em conjunto. Prontos a saltar do banco estão o tarimbado Paulo César e a jovem-promessa Orlando Sá, uma das últimas apostas de Carlos Queiroz para a Selecção Nacional.

Esta equipa joga à imagem de Jorge Jesus. Olha qualquer adversário de frente - o Milan que o diga - e pratica um futebol atraente, positivo e virado para o ataque. Sente-se sempre confortável com a bola em seu poder e, por isso, aposta na subida da sua linha defensiva e na concessão de pouco espaço entre sectores, como forma de roubar a bola ao adversário o mais rápido possível. Isto só é possível com uma boa organização colectiva, tanto mais que, dos quatro centrocampistas, três deles são, em si mesmos, de características mais ofensivas. Jorge Jesus criou na cidade dos Arcebispos uma equipa moderna, que actua como um harmónio, em bloco, onde todos defendem, todos atacam, todos pressionam o portador da bola com intensidade, todos revelam qualidade com a bola no pé, todos oferecem algo palpável e sabem qual o seu papel em campo. O resto é o trajecto bonito que temos presenciado.


A ESTRELA:

Luís Aguiar
Médio-ofensivo
17-11-1985, Mercedes (Uruguai)
1,83 m
Titular indiscutível desta equipa como 'playmaker', é um médio de grandes recursos técnicos e excelente visão de jogo. Alia magníficas capacidades, quer ao nível da decisão, quer ao nível da execução. É apologista da beleza das coisas simples e bem feitas, nunca adornando os lances em demasia. Esquecido no FC Porto, 'estagiou' no E.Amadora e na Académica, chegando a Braga para se exibir como a autêntica estrela da companhia.


OUTROS DESTAQUES:

Vandinho
Médio-defensivo
15-01-1978, Cuiabá (Brasil)
1,83 m
Um dos principais responsáveis pela boa campanha da equipa e pelo bom futebol praticado. É um pivot-defensivo que se adequa na perfeição ao futebol actual, ocupando o espaço de forma inteligente, pressionando com veemência o adversário que aparece na sua zona de acção e lançando os ataques com simplicidade, mercê do seu bom toque de bola. Na minha equipa, atendendo ao contexto que estou a considerar, era um médio-defensivo assim que jogava.

César Peixoto
Médio-interior-esquerdo
12-05-1980, Guimarães (Portugal)
1,82 m
É um dos toques de classe da equipa. Sempre elegante, actua com serenidade e inteligência na meia-esquerda. Dono de um pé esquerdo de eleição, é bom no passe, nos cruzamentos e nas bolas paradas, tornando-se muito importante para o seu treinador. Não é especialmente rápido, mas compensa com a sua faculdade para tomar quase sempre a opção correcta e, com isso, ajudar o conjunto a ganhar jogos.

Alan
Médio-interior-direito
19-09-1979, Rio de Janeiro (Brasil)
1,80 m
Extremo de raíz, foi adaptado por Jesus a interior, por imposição do losango utilizado no miolo. Ainda assim, é o jogador que maior largura empresta a este Braga, pois sempre que ataca, tem tendência a encostar à linha e explorar a faixa lateral direita. É um malabarista, com muita velocidade e habilidade, constituindo-se como um desequilibrador nato. No FC Porto não foi feliz e tenho dúvidas se servirá para uma equipa mais exigente, mas parece feito à medida deste Braga.

segunda-feira, 2 de março de 2009

'Dragões' são a melhor equipa lusa no ranking IFFHS

O FC Porto é agora o melhor clube português no ranking da Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS), ocupando a 24º posição (era 20º no mês passado). O Sporting desceu do 17º para o 43º lugar na lista, enquanto que o Benfica se 'afunda' cada vez mais na tabela, quedando-se no 294º posto. O Braga subiu da 84º para a 52º posição, mercê da excelente campanha na Taça UEFA. O Manchester United continua a liderar, seguido pelo Liverpool e pelo Boca Juniors.

Os caminhos do título

Sem mais nenhum confronto de pesos pesados em perspectiva no campeonato e com os três 'grandes' a manterem-se como candidatos ao título, qual é o calendário menos complicado no terço que resta da prova? Olhando para os derradeiros dez encontros, à partida, o Sporting parece ter um caminho menos acidentado. O problema é que os 'leões' também partem com a maior desvantagem do trio e perdem ainda com os dois adversários no confronto directo, em caso de empate. Já FC Porto e Benfica têm reservados obstáculos mais difíceis de transpor.
É certo que os 'dragões' vão sair na 'pole position' para as últimas dez jornadas, com dois pontos de vantagem sobre os 'encarnados' e quatro dos 'leões' (que serão cinco em caso de empate), mas terão pela frente o percurso aparentemente mais difícil dos três 'grandes'. Leixões, Vitória de Guimarães e Marítimo fora de portas, para além do Nacional e Sporting de Braga, no Dragão, são encontros de risco, com os minhotos a encerrarem a época. E há ainda que contar com a forte possibilidade de os portistas terem pela frente mais um par de jogos para a Liga dos Campeões. Não muito menos complicada está a estrada do Benfica. Fora da Luz, tem jogos de risco com o Nacional e Sp. Braga, recebendo o V. Guimarães e o Marítimo.
Nesta lógica, menos complicada (pouco) parece ser a vida do Sporting. As deslocações mais dramáticas serão aos terrenos do Leixões, V. Guimarães e Marítimo (a equipa de Paulo Bento tem apenas quatro jogos fora, enquanto FC Porto e Benfica têm cinco), com o Nacional a ser o visitante mais indesejado em Alvalade, na derradeira partida do campeonato. Mas, mesmo que cumpram com as suas obrigações, os 'leões' têm que esperar sempre que as desventuras alheias sejam maiores que as suas próprias.

FC Porto
21.ªjornada: Leixões (Fora)
22.ª: Naval (Casa)
23.ª: V. Guimarães (F)
24.ª: E. Amadora (C)
25.ª: Académica (F)
26.ª: V. Setúbal (C)
27.ª: Marítimo (F)
28.ª: Nacional (C)
29.ª: Trofense (F)
30.ª: Sp. Braga (C)

Benfica
21.ª jornada: Naval (Fora)
22.ª: V. Guimarães (Casa)
23.ª: E. Amadora (F)
24.ª: Académica (C)
25.ª: V. Setúbal (F)
26.ª: Marítimo (C)
27.ª: Nacional (F)
28.ª: Trofense (C)
29.ª: Sp. Braga (F)
30.ª: Belenenses (C)
Sporting
21.ª jornada: P. Ferreira (Casa)
22.ª: Rio Ave (C)
23.ª: Leixões (Fora)
24.ª: Naval (C)
25.ª: V. Guimarães (F)
26.ª: E. Amadora (C)
27.ª: Académica (F)
28.ª: V. Setúbal (C)
29.ª: Marítimo (F)
30.ª: Nacional (C)