Mostrar mensagens com a etiqueta Dérbi. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Dérbi. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Benfica vence dérbi lisboeta

No dérbi mais esperado dos últimos tempos, o Benfica levou a melhor sobre um Sporting que, apesar de ter jogado contra dez jogadores durante meia hora, não conseguiu violar as redes de Artur. O golo que decidiu o jogo foi marcado por Javi García.

Com cerca de 63 000 espectadores a encher o estádio da Luz, as duas equipas cedo mostraram que pretendiam vencer o jogo e jogar ao ataque. O primeiro lance de perigo pertenceu ao Sporting, num cabeceamento de van Wolsfinkel. Os 'encarnados' responderam e, após marcação de canto de Aimar, apareceu Gaitán a fazer tremer o poste direito da baliza defendida por Rui Patrício. Os 'leões' voltaram a carregar e Schaars , assistido por van Wolfswinkel, atirou a rasar o poste da baliza das águias. Depois, o jogo atravessou uma fase menos bem jogada, com ambas as equipas a anular muito bem as armas rivais, até que, aos 42', chegou o momento do encontro: canto batido por Pablo Aimar e Javi Garcia apareceu ao primeiro poste para inaugurar o marcador.

No reatamento, o Sporting tentou entrar mais forte e nos primeiros minutos esteve perto do empate. Num livre lateral, Elias atirou directo e a bola passou muito perto da baliza de Artur. E
esse foi o primeiro lance entre os dois brasileiros, que tiveram um despique muito intenso. Mas o Benfica reagiu e teve nos pés de Óscar Cardozo o 2-0: o paraguaio 'sentou' Polga e Onyewu, atirou forte, mas Rui Patrício fez uma grande defesa e manteve o Sporting no encontro. 10 minutos mais tarde, 'Tacuara' voltou a ser protagonista, mas por más razões: já tinha visto um cartão amarelo e, ainda assim, contestou uma decisão de João Capela, que não hesitou em mostrar-lhe o segundo cartão e o consequente vermelho. Aí, Jorge Jesus fez marcha atrás e protegeu a baliza como pôde.

A partir daí, o Sporting carregou, mas teve em Artur e na falta de pontaria de Elias as principais razões da derrota: o internacional brasileiro teve três oportunidades de golo, mas não conseguiu concretizar nenhuma. Na primeira, cabeceou para a defesa da noite de Artur. Pouco depois, atirou de pé esquerdo e viu a bola tirar tinta ao poste. Já no fim, após excelente passe de van Wolfswinkel, rematou para defesa (mais uma) de Artur. Mas engane-se quem pense que só deu Sporting neste período: Gaitán atirou à barra, depois de tentar um canto directo e, numa jogada de contra-ataque, Rui Patrício negou o golo a Rodrigo, que surgiu isolado à sua frente.

O Sporting mostrou que, apesar da derrota, está muito melhor que na temporada passada e que merece ser tido em atenção para as contas do título. Por outro lado, o Benfica mantém-se no primeiro lugar e, depois da derrota do Barcelona frente ao Getafe, assumiu-se no único clube europeu invicto em todas as competições.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Weldon e Saleiro prontos para o dérbi

Boas notícias para Jorge Jesus e Carlos Carvalhal: Weldon e Carlos Saleiro estão prontos para serem utilizados no dérbi desta terça-feira e, ao que tudo indica, serão titulares. Tanto o jogador encarnado, como o 'leão' farão a sua estreia no principal clássico do futebol português esta noite.

Weldon regressa à equipa depois de ter falhado o jogo com o Liverpool por lesão, depois de ter bisado na Figueira da Foz, frente à Naval. O avançado brasileiro tem portas abertas para o onze titular e, em princípio, formará dupla atacante com Óscar Cardozo.

Carlos Saleiro, por sua vez, está fora da equipa há duas semanas, desde o jogo nos Barreiros com o Marítimo, onde contraiu uma lesão na coxa direita. O regresso de CS9 à titularidade relega Hélder Postiga para o banco.

O grande clássico está marcado para as 20:45 desta terça-feira. Certamente a não perder!

domingo, 28 de setembro de 2008

Um bater de asas que faz sonhar com voos altos, mas que pede paciência!

Nesta jornada realizou-se o clássico Dérbi da 2ª circular, no estádio da Luz.
Este encontro opunha o Sporting, que tem dominado até agora, em conjunto com o Nacional, o campeonato (tendo mesmo alcançado o pleno nas primeiras três jornadas), e o Benfica em renovação de Quique, que embora tenha pontuado sempre até ao momento, contava apenas com uma vitória nesta competição, frente ao Paços de Ferreira. As previsões apontavam, portanto, para uma vitória da equipa leonina.
Contudo, o resultado contrariou as expectativas e o Benfica, para além de revelar uma melhoria qualitativa bastante significativa (quer colectiva, quer individualmente), mostrou a sua eficácia e eficiência, e disse “presente” ao campeonato nacional!
No clássico Benfica vs Porto da 2ª jornada, o Benfica que entrou em campo mostrou-se pouco paciente, menos eficaz, menos seguro…mas capaz de lutar contra as adversidades.
Neste jogo, a história já foi diferente. A paciência revelou-se uma característica da equipa encarnada que conseguiu assim praticar um futebol mais organizado, manter a posse de bola, criar mais espaço, mais perigo e dominar parte do encontro. Este Benfica funcionou de forma mais “mecanizada”, com o entendimento entre os jogadores a permitir combinações que abriram portas para acções ofensivas baseadas na troca de bola rápida, nas triangulações e tabelinhas. Houve uma 2ª linha mais presente, um remate de longe mais preciso (por parte de Reyes, Cardozo e Carlos Martins) e uma ocupação racional do interior da grande área. Ainda no ataque observou-se a formação de uma linha ofensiva, que variava entre 3 e 4 jogadores, que contribuiu para um aumento das oportunidades de golo e, consequente, probabilidade de marcar.
No meio campo, Katsouranis veio dinamizar o sector, tornando-o mais activo no trabalho ofensivo e mantendo a ligação entre a defesa e o ataque. Trouxe mais velocidade e mobilidade à zona centro, permitindo criar e aproveitar mais espaços vagos. Constituiu um dos elementos surpresa da estratégia de Quique para este encontro. Yebda demonstrou também melhorias significativas no que toca à capacidade de corte e domínio de bola. Aliás, neste sector todos os médios se mostraram capazes de manter a posse de bola, fazê-la circular, recuperá-la, apoiar a defesa e o ataque…
A nível defensivo, destaque óbvio para a dupla de centrais e para o lateral-esquerdo. Adivinhava-se a integração de Katsou no centro defensivo e de Léo na ala esquerda, mas, em vez disso, Quique apostou na juventude de Sidnei e Miguel Victor para o eixo mais recuado e na garra de Jorge Ribeiro para ocupar a posição do brasileiro (contra o Paços, o lateral português marcou e fez uma exibição de grande qualidade, factos que o colocavam na luta pela titularidade). Estas opções acabaram por se revelar boas apostas, visto que os jovens centrais para além de apoiarem ofensivamente a sua equipa, foram capazes de “fechar” a zona central, bloqueando as iniciativas dos “leões”, e Jorge Ribeiro contribuiu claramente para reduzir os espaços e facilidades ultimamente concedidos na ala esquerda Benfiquista pois é um jogador mais “fixo” que Léo. Estas opções estão também incluídas na “ lista de surpresas” que o Mister da Luz preparou para baralhar o rival lisboeta.
Resta concluir que, à 4ª jornada do Campeonato Nacional, a equipa que na pré-época era dada como claramente “atrasada” em relação aos adversários directos, foi capaz de vencer um dos líderes do campeonato demonstrando uma evolução estrondosa em relação ao clássico da 2ª jornada. Este Benfica em crescimento, que começa agora a bater as asas, conseguiu impor-se frente a uma equipa que vive uma situação muito mais estável e que atinge agora o final da sua fase de renovação. Uma equipa que manteve o treinador pela quarta época consecutiva e cujo plantel se manteve mais ou menos constante, sendo que os reforços adquiridos já conheciam de certa forma a equipa”leonina”. O trabalho que Quique tem desenvolvido é fundamental para a criação de estabilidade na equipa e para a reabilitação do ciclo de vitórias do clube. É um trabalho que tem dado frutos, mas que ainda se encontra no inicio. É um trabalho que pede aos adeptos calma, paciência e racionalidade. Vão certamente haver altos e baixos, e o êxito no campeonato não está garantido, até porque, tal como Flores afirmou, “ não se ganham, nem perdem, campeonatos em Setembro”! Mas se tudo continuar a evoluir desta maneira para o ano o Benfica estará pronto para “voltar a ser Benfica” e marcar novamente o futebol nacional e internacional! Este é o primeiro objectivo: um investimento a longo prazo na criação de um plantel forte e capaz, do qual o sucesso depende, sobretudo, da paciência de quem está ligado às “águias”!