El comandante regressa após duas épocas e meia no Marselha e a julgar pelo entusiasmo dos adeptos configura-se como uma espécie de Rui Costa do FC Porto. As expectativas sobre si são elevadas, sobretudo depois de uma estreia que deixou os portistas ansiosos pelos próximos capítulos, mas o argentino já prometeu: “Vou fazer tudo para não desiludir ninguém”. Aos 31 anos assinou para terminar na invicta uma carreira que merecia outros voos para além de Portugal e França.
El mago vai acrescentar mais uma às quatro épocas que completa este ano de águia ao peito. Apenas “10 minutos” bastaram fechar o acordo esperado há meses pelos benfiquistas. O camisola 10 é o verdadeiro maestro da equipa de Jorge Jesus emprestando ao jogo dos encarnados “nota artística” como mais nenhum jogador o faz. Este será provavelmente o último contrato assinado entre Aimar e o Benfica pois é conhecida a sua vontade de voltar à Argentina e ao “seu” River Plate.Pela importância nas respectivas equipas mas também pelo que representam para o desporto nacional, estes dois senhores merecem o reconhecimento de qualquer adepto independentemente de clubismos.





O Benfica regressou esta noite aos triunfos no campeonato nacional. Depois dos 5-0 da última jornada frente ao FC Porto, os encarnados golearam a Naval por 4-0, porém o resultado é enganador face aquilo que a formação da Figueira da Foz apresentou no Estádio da Luz. Logo aos seis minutos Fábio Júnior obrigou Roberto a uma defesa fantástica e na resposta o Benfica chegou ao golo, cruzamento à segunda de Saviola e Kardec a encostar na pequena área. Só que a equipa navalista não se intimidou e foi de novo para cima dos comandados de Jesus e só o poste por duas ocasiões evitou que o empate, enquanto Salin negou a Aimar o golo por em dois momentos. No início da segunda parte o Benfica fez o 2-0, primeiro remate de Aimar, que o guardião da Naval voltou a defender, só que na recarga de fora da área Gaitan num excelente pontapé não deu hipóteses. A partir daqui a equipa visitante caiu e os encarnados poderam tranquilamente construir um resultado mais volumoso, a terceira explosão de alegria aconteceu em cima da hora de jogo, quando ao cruzamento na direita de Sálvio, surgiu ao segundo poste outra vez Gaitan para atirar a bola para o fundo das redes. Depois Aimar acertou no ferro e pouco depois Gaitan tentou o chapéu a Salin mas o guardião opôs-se bem. A cinco minutos do fim Jorge Jesus trocou o médio argentino por Nuno Gomes e na primeira vez que tocou na bola o avançado encarnado aproveitou um brinde do guarda-redes da Naval, para chutar para a baliza deserta. Vitória justa mas exagerada do Benfica face às ocasiões criadas pelos navalistas, os encarnados estão de novo no segundo lugar do campeonato.







