Depois do suposto interesse do FC Porto na contratação de Yannick Djaló, surgem agora notícias da cobiça de clubes italianos no antigo jogador do Sporting.
Após a mudança falhada para o Nice, que deu origem a um processo polémico, a carreira de Yannick pode passar agora por Itália, onde Parma (Serie A) e Sampdoria (Serie B) se mostram interessados em garantir a contratação do internacional português.
A notícia é avançada pelo site italiano 'Tuttomercato', que afirma a vontade dos dois clubes em apresentar contrato ao ex-Sporting, que é, neste momento, um jogador livre.
O Parma chegou hoje a acordo com o Aris de Salónica para o empréstimo do português Danilo Pereira até final da temporada. O jovem médio de 20 anos formado no Benfica - e internacional pelas camadas jovens de Portugal - chegou esta época ao futebol italiano onde teve poucas oportunidades para mostrar as suas credenciais, facto que o leva agora a viajar até à Grécia onde irá procurar um lugar no actual 8º classificado da Liga local. No espaço de curtas semanas esta é a segunda cedência negociada entre estes dois emblemas, não sendo demais recordar que o espanhol Toni Calvo fez o caminho inverso ao de Danilo Pereira, por outras palavras, foi emprestado pelo Aris ao Parma também até ao final da presente época.
O mercado futebolístico internacional neste mês de Janeiro continua agitado com saídas e entradas em vários emblemas por esse Mundo fora. Enquanto se aguarda o desfecho de “novelas” mais populares e interessantes, como é o caso da que está a ser protagonizada por Ronaldinho Gaúcho, cujo futuro imediato diz-se passar por um regresso ao seu país, sem se saber, no entanto, se para defender as cores do Flamengo, Grêmio, ou Palmeiras, o Parma anunciou hoje a aquisição de Toni Calvo, médio espanhol que actuava nos gregos do Aris de Salónica.
Calvo, de 23 anos, chega ao actual 16º classificado da Série A por empréstimo, tendo os italianos opção de compra no final da temporada. Depois de Francesco Modesto (ex- Génova) e de Raffaelle Palladino (ex-Juventus) esta é a terceira aquisição do Parma neste mercado de inverno.
A fechar mais uma semana de muito futebol falamos daquele que foi um dos melhores médios de sempre dos anos 90. Apesar da sua baixa estatura a grandeza da sua qualidade futebolística sempre se conseguiu impor, deixando por isso várias recordações nos relvados por onde passou.
Sempre a subir
Gianfranco Zola nasceu a 5 de 1966 em Oliena, Itália tendo começado a jogar no clube da terra o Nuorese Oliena, no qual nunca chegou a actuar pela equipa principal, estávamos no ano de 1980 e por lá ficou durante três épocas até se transferir para o Nuorese da quarta divisão italiana. Foi aí que as suas características começaram a sobressair, marcando dez golos em 31 jogos, o que lhe valeu uma nova mudança de clube em 1986, o Torres, que também disputava a mesma divisão do Nuorese. Foi aqui que Zola conquistou o seu primeiro título como profissional, ao vencer a Serie C-2, tendo um papel determinante na equipa.
De Nápoles a Parma
As boas exibições no Torres, levaram em que 1989 os dirigentes do Nápoles levassem Zola para o clube que vivia sobre o reinado de Diego Maradona, do qual aliás o médio italiano diz ter aprendido tudo o que sabe sobre o futebol. Na primeira temporada, Zola fez apenas sete jogos tendo marcado dois golos, o suficiente para conquistar o scudetto. Só que dois anos depois, Maradona seria apanhado nas malhas do doping por consumo de cocaína, Zola assumiu então o controlo do meio campo, mas com a saída do astro argentino o clube caiu não só em relação a títulos, mas também a nível financeiro o que levou os dirigentes do Nápoles a terem de vender os seus jogadores mais influentes, entre os quais Zola. Decorria o ano de 1993, quando o jogador italiano se mudou para Parma onde viveria os seus primeiros pontos altos da carreira, logo naprimeira época ao serviço dos gialloblu, Zola conquistou a Supertaça Europeia, que naquela altura era jogada a duas mãos. Depois de perder no Estádio Enio Tardini por 0-1 frente ao AC Milan, o Parma foi a San Siro derrotar os rossoneri por 0-2, levando assim o troféu. Em 1995 novo triunfo europeu, desta vez a extinta Taça UEFA, e novamente frente a uma formação italiana, a Juventus. Vitória fora por 0-1 na primeira mão e uma igualdade a um golo, foram suficientes para Zola, que era dono e senhor do meio campo vencer mais uma competição. No entanto o ano de 96 seria o culminar da permanência do médio em Parma, as chegadas de Hernan Crespo e Stoichkov aliadas ao estilo táctico de Carlo Ancelloti, que em nada favorecia o futebol de Zola, levaram a que o médio tivesse de rumar para outras paragens.
Herói em Inglaterra
A meio da temporada de 1996, Gianfranco Zola mudava-se para Londres, mais propriamente para Stamford Bridge, onde consolidaria o seu nome no mundo do futebol com a camisola do Chelsea. Apesar de chegar com o campeonato a decorrer, Zola depressa ganhou espaço na equipa, fruto da sua grande habilidade com a bola, tornar-se-ia uma das peças fulcrais para a conquista da Taça de Inglaterra em 1997, derrotando na final o Middlesbrough por 2-0 e com ele um jejum de 26 anos sem títulos dos blues. A segunda época seria ainda melhor para Zola, titularíssimo no meio campo do Chelsea, o médio italiano levou o clube "às costas" e mais três troféus, a Taça da Liga, a Taça das Taças, onde até começou no banco, mas vinte segundos após ter entrado a meio da segunda parte, Zola fez único golo com que os blues derrotariam o Estugarda. A finalizar a temporada mais uma final vencida desta feita a Supertaça Europeia, também por 1-0 contra o Real Madrid. A idade começou então a pesar nas pernas de Gianfranco Zola, mas o médio ainda conseguiu dar o seu contributo para que o Chelsea vencesse mais uma Taça de Inglaterra, mas o ponto alto foi mesmo a qualificação histórica para a Liga dos Campeões, onde o clube nunca tinha participado. Entre 2000 e 2002, Zola perdeu cada vez mais espaço na equipa, sendo quase sempre suplente dos atacantes da altura Gudjohnsen e Jimmy Hasselbaink, voltando em grande no último ano com a camisola do Chelsea, marcando 16 golos e mais uma presença na liga milionária. A camisola 25 do Magic Box, como ficou apelidado pelos adeptos londrinos foi então retirada para sempre da equipa, para que nenhum jogador a pudesse envergar.
Veja os melhores golos de Gianfranco Zola
Regresso a Itália para o fim de carreira
Em 2003 Gianfranco Zola regressou a Itália para fazer as suas duas últimas épocas como jogador de futebol, o clube escolhido foi o Cagliari, que aquando da chegada do médio estava na segunda divisão. Zola conseguiu levar o clube de novo há Serie A, para na época seguinte colocar um ponto final na sua carreira uma semana antes de fazer 39 anos.
Curta passagem pela selecção
Gianfranco Zola não teve uma carreira de sucesso no que toca há selecção nacional italiana. A sua estreia aconteceu a 13 de Novembro de 1991, num jogo de qualificação para o Euro92, frente à Noruega, que terminou empatado a uma bola. Curta foi também a sua passagem pelo Mundial de 94, onde foi expulso contra a Nigéria após ter entrado onze minutos antes, não voltando a fazer qualquer jogo apesar da Itália ter chegado à final. Os seus primeiros golos surgiram a 25 de Março de 1995, na vitória por 4-1 frente à Estónia, em jogo de qualificação para o Euro96, onde voltaria a estar e de novo em mau plano, já que falhou o penalti contra a Alemanha, que deixou a Itália eliminada logo na fases de grupos. A sua última das 35 internacionalizações aconteceu em Outubro de 1997, numa partida disputada em Roma diante da Inglaterra, renunciando a sua ida à selecção depois de não ser convocado para o Mundial de 98 em França.
Actualmente e Palmarés
Hoje em dia temos a oportunidade de ver Gianfranco Zola como treinador do West Ham United. Ao longo dos 21 anos de carreira fez 629 jogos e marcou 193 golos, conquistou dez títulos a nível de clubes, onde se destacam o campeonato ao serviço do Nápoles, as duas Taças Supertaças Europeias pelo Parma e Chelsea, bem como a Taça UEFA ganha com o emblema gialloblu e a Taça das Taças com a camisola dos londrinos. Individualmente foi eleito o melhor jogador da Liga Inglesa, sendo o único jogador a vencer este prémio tendo chegado a meio da temporada, em 1997 e foi eleito o melhor jogador do ano por duas vezes, 1997 e 2003.
Para o final da semana guardamos um jogador, que apesar de ter deixado cedo os relvados tem muito para contar, para além de ter conduzido a Suécia aos seus patamares mais altos nos anos 90.
Uma carreira precoce
Per Tomas Brolin, nasceu a 29 de Novembro de 1969 em Hudiksvall. Em 1984 com uns meros 14 anos teve o seu primeiro jogo oficial como profissional, ao serviço do Näsvikens IK, onde realizou 36 encontros e permaneceu duas temporadas. Brolin inscreveu-se depois na academia Fotbollsgymnasiet na cidade de Sundsvall em 1986, instituto esse que lhe permitiu fazer a sua formação académica e como futebolista. Não foi por isso de estranhar que um ano volvido tivesse assinado contrato com o GIF Sundsvall, tendo como adversário na estreia o IF Elfsborg. Em 1990, o avançado assinaria pelo IFK Norrokping, por onde teve uma passagem de meses, já que pouco depois abandonaria a Suécia.
Parma e a fatídica lesão
Com 20 anos Tomas Brolin aterrava em Itália para jogar pelo Parma, que tinha acabado de ser promovido à Serie A, e que contava com o também jovem Alessandro Melli, que em conjunto com Brolin fariam uma dupla de sucesso, marcando entre ambos 20 golos, 13 de Melli e 7 de Brolin, o que levaria o Parma ao quinto lugar no fim do campeonato e o apuramento histórico da primeira presença nas competições europeias. Se a estreia no Calcio tinha sido promissora, a segunda temporada não podia correr melhor. Brolin foi titular nos 34 jogos, marcou quatro golos e o Parma terminou no sexto lugar, mas acabaria por vencer a Taça de Itália ao derrotar na final a Juventus por 2-1, no total das duas mãos, em mais um triunfo inédito da equipa. Em 1992 a formação gialloblu, fez chegar ao seu plantel dois jogadores de renome, o argentino Sérgio Berti e o colombiano Faustino Asprilla. Estes elementos juntaram-se a Brolin, Grün e ao guarda-redes Taffarel, ora naquela altura apenas três jogadores que não fossem de nacionalidade italiana poderiam actuar no onze inicial. Brolin que até aí havia sido titular indiscutível na frente de ataque com Melli, viu o técnico Névio Scala colocá-lo no banco a maior parte da época em detrimento de Asprilla. O Parma conquistaria a Taça das Taças, derrotando na final em Wembley, o Royal Antuérpia por 3-1, e a Supertaça Europeia, isto levou a um maior reforço da equipa para a temporada seguinte. Estávamos em 1993 e chegavam ao clube Massimo Crippa e Gianfranco Zola, que colocou ainda mais em risco o espaço do jogador sueco na equipa. Brolin passou então a jogar no meio campo, deixando a ofensiva para Zola e Asprilla. A nível europeu o Parma voltaria a chegar à final da Taça das Taças, derrotando entre outros o Ajax e o Benfica, mas na final de Copenhaga e apesar de uma bola de Brolin ter acertado em cheio no poste já nos minutos finais, seria o Arsenal a vencer por 1-0. A 16 de Novembro de 1994, num jogo de qualificação para o Euro 96, Tomas Brolin partiu o pé naquela que seria a sua única e grave lesão na carreira. Numa altura em que o Parma estava a dois pontos da Juventus, que viria a sagrar-se campeã. Brolin regressaria apenas a 23 de Maio, já com os gialloblu a oito pontos de distância, para além da lesão, o avançado sueco viria a ser expulso pela primeira vez na sua carreira, na última partida do campeonato frente ao Nápoles, com somente vinte e três minutos decorridos. 1995 trouxe mais um reforço de peso para Parma, Hristo Stoichkov chegava e cada vez mais Brolin ficava sem margem de manobra, apesar de ainda ter efectuado alguns jogos Brolin percebeu, que já não havia lugar para ele e após cinco anos em Itália decidiu partir para jogar jogar com maior regularidade.
Olá e adeus Inglaterra
A chegada a Leeds aconteceu a 17 de Novembro de 1995, e a estreia de Brolin surgiu logo no dia seguinte, entrando como substituto na derrota da equipa por 2-1 frente ao Newcastle. Cedo se percebeu que o futuro de Brolin no clube não seria risonho, em duas épocas actuou somente por 20 ocasiões, tendo marcado quatro golos. A equipa não correspondeu às expectativas, e a 1 de Maio de 96, Brolin anunciou o seu regresso à Suécia para uma cirurgia no tornozelo. No regresso da nova época o técnico Howard Wilkinson disse-lhe para procurar outro clube, mas nenhuma proposta apareceu, até que em Agosto o Leeds decidiu em definitivo colocar Brolin no mercado, depois de ambas as partes entrarem em conflito. Seguiram-se dois empréstimos, o primeiro ao Zurique onde jogou apenas três jogos. Em Setembro o novo técnico do Leeds, George Graham queria de novo Brolin na equipa, mas este recusou-se a voltar levando o clube a fazer-lhe um ultimato.
Entre Parma e Leeds
A lesão contraída no tornozelo, impossibilitou a Tomas Brolin a mudança para a Sampdória e os médicos do Leeds, com receio de uma retirada precoce dos relvados observaram o atleta de forma a recuperá-lo para jogar de novo em Inglaterra. Estávamos em Dezembro de 1996, quando o próprio Brolin pagou 500 mil euros para ser emprestado ao Parma até final da época, onde efectuou onze partidas. A primeira seria apenas a 23 de Fevereiro de 97, depois de muitos treinos para recuperar a forma física, mas nunca se afirmou como titular, deixando claro aos dirigentes italianos que no fim da temporada não iriam assinar contrato com ele. O último jogo foi a 1 de Junho, no triunfo por 2-1 sobre o Verona, que deixou os gialloblu no segundo lugar do campeonato. Como tal Brolin regressou a Leeds, mas os conflitos mantinham-se ao ponto de o clube o multar em 90 mil euros, por o sueco faltar um jogo para estar presente no funeral do pai. As hipóteses de ser emprestado ao Saragoça de Espanha e ao Hearts da Escócia, saíram furadas e o fim da relação com o Leeds dar-se-ia a 28 de Outubro de 1997. Mais tarde Brolin seria eleito pela revista Times e fãs ingleses, como o segundo pior jogador numa lista de 50, que actuaram no campeonato inglês.
Encerrar a carreira nas origens
Apesar de debelada a lesão no tornozelo, Tomas Brolin nunca mais conseguiu recuperar a forma física, isso não foi motivo suficiente para que o Crystal Palace ainda o colocasse à experiência na equipa durante duas semanas. No entanto jogaria somente treze jogos, um dos quais frente ao Leeds, onde seria substituído cinco minutos depois do apito inicial, após um choque com o português Bruno Ribeiro. O Crystal Palace desceu de divisão e em Maio de 1998, Brolin regressava ao seu país natal, para se despedir dos relvados com apenas 29 anos, actuando o último quarto de hora como guarda-redes num jogo do Hudiksvall frente ao Kiruna FF.
Sucesso na Suécia
Tomas Brolin e Martin Dahlin comandaram a Suécia na sua melhor decada de sempre. Depois das meias-finais do Euro 92, onde seriam derrotados pela Alemanha por 3-2, os jovens de amarelo, em conjunto com Henrik Larsson, Kennet Andersson, Jonas Thern, Stefan Scharwz e o guardião Ravelli, fariam um Mundial de 94 fantástico. Com 23 anos Brolin estava em plena forma, um empate no jogo inaugural com os Camarões, não dava grande ânimo aos suecos, mas a vitória frente à Rússia e o empate com o Brasil, colocava-os na fase seguinte. O triunfo por 3-2 nos quartos de final frente aos romenos, levava a Suécia a novo encontro com os brasileiros nas meias finais, onde perderiam por 2-1. No entanto a formação nórdica acabaria num brilhante terceiro lugar ao golear a Bulgária por 4-0. A grave lesão contraída em 94, impossibilitou Brolin de dar o seu contributo à equipa durante o apuramento para o Euro 96, que acabaria por não ser alcançado.
Veja o vídeo do melhor de Tomas Brolin no Euro 92
Palmarés
Tomas Brolin fez um total de 280 jogos e marcou 54 golos, pelos nove clubes por onde passou, enquanto pela Suécia o avançado marcou por 26 vezes, que seriam depois convertidas em 27, já que Brolin reclamaria para si um golo atribuído ao colega de equipa Roland Nilson, tendo sido chamado por 47 ocasiões.