Alexandre Coeff, central e capitão da França
COLÔMBIA - COREIA DO SUL
O jogo inaugural do Torneio de Toulon foi bastante equilibrado com a Colômbia a chegar ao golo num momento em que a Coreia do Sul estava por cima.
A primeira parte teve poucas oportunidades para ambos os lados com a Coreia do Sul a tentar desequilibrar pelo seu flanco direito através das investidas de Sangwoo, número 11 da selecção sul-coreana.
A base da selecção colombiana é a mesma que venceu o Sul-Americano Sub-20 que aqui seguimos com atenção em Janeiro, com excepção feita para a saída de Quintero, Brayan e Nieto. Jhon Córdoba e Bonilla, guarda-redes, são as figura de destaque desta selecção até porque fizeram parte da selecção campeão do Sul-Americano onde eram titulares. A juntar a estes dois temos outros jogadores que agora ganham um papel de maior relevo como é o caso de Mena, extremo-direito, e Palacios, defesa-direito. Foi sobretudo pelo lado direito que a Colômbia apostou mas sem sucesso porque faltava a Mena saber definir bem a jogada no último terço do terreno com o extremo a ser bastante egoísta em algumas situações.
Brayan Angulo é a nova estrela desta selecção, colega de equipa do outro Brayan que também foi figura de destaque no Sul-Americano pela sua irreverência e técnica. O nome em comum também se traduz em características em comuns.
Angulo jogo descaído na esquerda mas procurava movimentos interiores para apoiar Mojica e Jhon no ataque e foi quem mais mexeu no jogo mas sem sucesso.
A segunda parte não foi muito diferente da primeira, ou seja, muito equilibrada. A Coreia do Sul fez entrar Seungjun, extremo-esquerdo, que entrou bem e desequilibrou a defensiva contrária dando muitas complicações a Palacios.
A Colômbia respondeu ao maior pendor ofensivo da Coreia do Sul com a entrada de Miguel Borja na tentativa de se fixar mais no ataque e dar mais liberdade a Jhon e assim foi. Como podem ver no vídeo do golo, Jhon consegue fugir pela direita e acaba por desorientar as marcações dos sul-coreanos que até ao momento em termos defensivos estavam a fazer uma excelente exibição. Miguel Borja apontou o único golo da partida, dando assim os 3 pontos para os colombianos.
Colômbia 1 - 0 Coreia do Sul
FRANÇA - ESTADOS UNIDOS
O melhor estava guardado para o fim da tarde com o português Artur Soares Dias a apitar o França - EUA onde houve 5 golos. A França foi claramente superior em toda a partida, jogando em casa e contando com o apoio dos seus adeptos. Uma equipa forte defensivamente, com um meio-campo compacto e uma linha avançada rápida e evoluída tecnicamente.
Também a França beneficiou da lateralização do seu jogo e do envolvimento ofensivo dos seus laterais, Sidibe na direita e Traore na esquerda que apoiavam Mendy e Madiba respectivamente. O meio-campo era constituído por Eysseric como médio de cobertura, Imbula como médio de transição e o jogador mais desta selecção a para de Sidibe e ainda, Kebano que jogava como médio-ofensivo apoiando no ataque Mayi.
Sadibe mostrou uma capacidade física e uma técnica muito acima da média para um lateral direito, isto aliado ao facto de saber subir sem desorganizar a equipa faz com que se deva ter em conta este lateral-direito.
Na primeira parte a França criou algumas oportunidades mas nunca conseguiu desbloquear a muralha norte-americana a não ser através de um lance de bola parada com Coeff a marcar um excelente golo e no último minuto do primeiro tempo Imbula fez o 2-0 com grande ajuda do guarda-redes Cropper.
Os Estados Unidos entraram determinados na segunda parte mas sempre muito pouco coesos, o médio-centro William Trapp foi quem mais se mostrou e trouxe alguma irreverência ao jogo. Benji Joya, capitão da selecção reduziu a diferença para 2-1 através de uma excelente execução de um livre frontal. Este jogador é orientado por Pedro Caixinha no Santos Laguna do México.
Um minuto depois de ter entrado Bahoken fez o 3-1 e sentenciou a partida depois de uma jogada do lado esquerdo protagonizada por Ghezzal, o mesmo ainda fez o 4-1 no último minuto de jogo.
França 4 - 1 EUA
Amanhã teremos dois jogos do Grupo B com México - Nigéria às 16:30 e Bélgica - Brasil às 18:30.


David Karl Ginola nasceu a 25 de Janeiro de 1967 em Gassin, França e foi precisamente em terras francesas que começou a dar os pontapés na bola. Em 1985, com 18 anos faz a sua estreia como sénior no Sporting Toulon, onde alinhou três épocas actuando em 82 jogos e marcando quatro golos. Seguiu-se depois o Racing Club Paris e o Brest, até que em 92 chega a um grande do campeonato, o Paris Saint-Germain. Aí foi campeão por uma vez, conquistou duas Taças de França e uma Taça da Liga. Estava então na altura de mudar de ares e voar para Inglaterra.












Após a saída dos relvados George Weah virou-se para a politica, onde em 2005 concorreu a presidente da Libéria tendo sido derrotado nas urnas pela candidata Ellen Johnson-Sirleaf, mas oriundo de uma familia pobre, o ex-jogador criou depois a Fundação George Weah para ajudar as vítimas da guerra civil, sem abdicar do sonho de um dia se tornar finalmente líder máximo do seu país.


O mundial da África do Sul chegou ao fim. A Espanha foi consagrada a nova Campeã do Mundo, igualando assim França e Alemanha, como as únicas selecções a vencerem consecutivamente o título europeu e mundial. A selecção espanhola foi o ataque menos finalizador de toda a história com oito golos, foi também a única que venceu o campeonato do mundo, tendo perdido o jogo inaugural. Pode gabar-se de ser a primeira formação europeia a ganhar um mundial, fora do seu continente. Os espanhóis são a quinta selecção da Europa a triunfar na maior competição do futebol, juntando-se Itália, França, Alemanha e Inglaterra. Uma selecção espanhola "barcelonizada", ao todo na equipa titular eram sete os jogadores do Barcelona, mas houve mais para além da Espanha neste mundial. Diego Forlan, do Uruguai, foi eleito o melhor jogador da prova, enquanto Thomas Mueller da Alemanha ganhou a Bola de Ouro, como o melhor marcador ao apontar cinco golos, para além disso o avançado germânico juntou ainda o título de melhor jogador jovem da competição, Iker Casillas foi consagrado o guarda-redes do torneio. Ao todo foram marcados 148 golos, a Alemanha foi o melhor ataque com 16 remates certeiros, a Espanha rematou por 121 vezes às balizas adversárias e a Holanda a equipa mais faltosa, com 126 faltas assinaladas. E que dizer da selecção da Nova Zelândia, que foi a única a sair de cena sem ter perdido um encontro. Por fim, este mundial será claramente lembrado por Paul "O Polvo", profeta do aquário de Oberhausen, não falhou um prognóstico e arrisca-se a partir de hoje a ser considerado um animal sagrado por terras de nuestros hermanos. Em 2014 o Brasil contará uma nova história, até lá.



