Mostrar mensagens com a etiqueta O que é feito de.... Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta O que é feito de.... Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 23 de março de 2015

O que é feito de… Ruud Gullit



Apesar da farta cabeleira, com as famosas dread-locks, que usava como imagem de marca, este enormíssimo craque holandês era um jogador fenomenal, que aliava técnica e inteligência em campo, bem como velocidade, que causava grandes estragos nos adversários. A sua envergadura física ou os seus potentes remates de longa distância. Jogou em grandes 'palcos do futebol europeu' e o seu nome é Ruud Gullit. 


Por João Nobre 

DO HAARLEM PARA O FEYENOORD 
Nascido no dia 1 de Setembro de 1962, na cidade holandesa de Amesterdão, capital da Holanda, Ruud Gullit começou desde muito cedo a sua grande aventura no mundo do futebol, quando disputava jogos de futebol na equipa de futebol do seu bairro de Yordam. Foi num desses jogos de rua que o jovem Ruud (adoptou o nome “Gullit” do pai, por ser mais imponente) deu nas vistas e fez com que o modesto clube Haarlemsche Football Club Haarlem o fosse buscar. Ao serviço do Haarlem, Ruud Gullit disputou, na totalidade, 91 jogos e apontou 32 golos, mas este modesto clube holandês acabou por descer à Segunda Divisão holandesa. Na temporada seguinte, na Segunda Divisão holandesa, Gullit foi eleito o melhor jogador desse campeonato. Ruud Gullit ficou três épocas consecutivas no modesto Haarlem (de 1979/1980 até 1981/1982) e após brilhar com a camisola do Haarlem, na longínqua temporada de 1982/1983, rumou até à cidade de Roterdão e rubricou um contrato com o Feyenoord, onde jogou ao lado do seu grande ídolo, Johan Cruyff. Ao serviço do Feyenoord, Ruud Gullit disputou 107 jogos e apontou 44 golos, tendo conquistado 1 KNVB-Beker e 1 Eredivisie. Ruud Gullit permaneceu três épocas na equipa principal do Feyenoord (1982/1983, 1983/1984, 1984/1985). 


DA 'BANHEIRA' PARA MILÃO
Depois de três temporadas no Feyenoord, o internacional holandês rumou até à cidade de Eindhoven, onde assinou um contrato com o PSV. No Phillips Stadium, Ruud Gullit partilhou o balneário com jogadores como, por exemplo, Eric Gerets ou Huub Stevens. Como atleta do PSV Eindhoven, Ruud Gullit realizou, no total, 75 partidas e apontou 53 golos, tendo festejado a conquista de 2 Eredivisie. Acabou por ficar apenas duas temporadas em Eindhoven (1985/1986, 1986/1987). Após brilhar com a camisola do PSV Eindhoven, Ruud Gullit rumou até à cidade de Milão, em Itália, para assinar pelo todo-poderoso AC Milan, onde privou com grandes nomes do futebol europeu como, por exemplo, Franco Baresi, Paolo Maldini, Marco van Basten, Frank Rijkaard ou Carlo Ancelotti. Chegou a San Siro, depois do AC Milan pagar 9 milhões de dólares (8.500.188 de euros). Não precisou de muito tempo para se adaptar e consagrar-se com uma figura do AC Milan, visto que conquistou o campeonato italiano de 1987/1988, quebrando 11 anos de jejum. 



Ainda nessa época, Ruud Gullit foi consagrado como o Melhor Jogador do Mundo, contra Paulo Futre e Emilio Butragueño, de forma insólita e com uma “ajuda portuguesa”. Na votação, Gullit estava empatado com Paulo Futre e um jornalista português em vez de dar o seu voto em Butragueño, votou em Gullit e deu o título de Melhor do Mundo ao “gigante holandês”. Quando recebeu a Bola de Ouro, Ruud Gullit dedicou a vitória individual ao líder sul-africano Nelson Mandela, que ainda se encontrava preso na África do Sul. Na temporada seguinte, em 1988/1989, juntou-se a Gullit e Van Basten o também holandês Rijkaard e o sucesso de Gullit em San Siro aumentou com a conquista de 2 Taças Intercontinentais, 1 UEFA Champions League, 3 Supertaças Europeias, 3 Supertaças de Itália e 2 Campeonatos italianos. Acabou por ficar sete épocas como jogador do conjunto rossoneri (de 1987/1988 até 1994/1995), onde disputou 173 jogos e onde marcou cerca de 56 golos. 

EMPRESTADO DUAS VEZES À SAMPDORIA 
Depois de seis épocas (de 1987/1988 até 1992/1993) no AC Milan, Ruud Gullit foi emprestado à Sampdória, na época 1993/1994. Logo na primeira passagem pela Sampdoria, Gullit venceu a única Taça de Itália que tem lugar no seu palmarés, o que lhe valeu um regresso ao AC Milan na época 1994/1995. Mas a meio da época 1994/1995, Ruud Gullit foi, novamente, emprestado á Sampdória, mas já não conseguiu ganhar nenhum título desportivo em solo italiano. Pelo clube genovês, Ruud Gullit jogou, na totalidade, 63 partidas e apontou 27 tentos. Ficou duas épocas na Sampdória (1993/1994, 1994/1995). 



'PENDURAR AS CHUTEIRAS' EM LONDRES
Depois da sua passagem pelo futebol italiano, Ruud Gullit decidiu tentar a sua sorte no também exigente futebol inglês, onde assinou contrato com o Chelsea. Apesar de se ter assustado, ao início, com a estrutura precária dos Blues e pelo baixo nível da equipa do Chelsea, onde estavam alguns jogadores como Mark Hughes, Ruud Gullit conseguiu “apaixonar-se” pelos adeptos do Chelsea. Na segunda temporada em Londres, em 1996/1997, Ruud Gullit também acumulou a função de treinador e acabou por ganhar 1 FA Cup. Na época 1997/1998, Gullit ainda conquistou 1 Taça das Taças e 1 Football League Cup e no fim dessa época, Ruud Gullit colocou um ponto final numa carreira recheada de grandes títulos desportivos. 


GRANDE ESTRELA DA HOLANDA 
Ao serviço da Seleção da Holanda, Ruud Gullit registou 66 internacionalizações e apontou cerca de 17 golos. Pela “Laranja Mecânica”, Ruud Gullit marcou presença em grandes provas de seleções como, por exemplo, o Campeonato Europeu de 1988 (Alemanha), de 1990 (Itália) e de 1992 (Suécia). Pelo conjunto holandês, Gullit conquistou o Campeonato Europeu de 1988. 
Atualmente, com 52 anos de idade, Ruud Gullit encontra-se sem clube, depois de ter treinado os russos do Terek Grozny.     
A FICHA
Nome: Ruud Gullit 
Idade: 52 anos 
Data de Nascimento: 1/09/1962
Local de Nascimento: Amesterdão, Holanda 
Altura: 1,91m 
Peso: 88 kg 
Posição: Avançado/Médio

TRAJETÓRIA 
 1979/1982: Haarlem
1982/1985: Feyenoord 
1985/1987: PSV Eindhoven
1987/1995: AC Milan
1993/1995: Sampdoria
1995/1998: Chelsea


PALMARÉS
2 Taças Intercontinentais                  
1 Campeonato Europeu 
1 UEFA Champions League 
3 Supertaças Europeias
1 Taça das Taças
3 Eredivisie
1 KNVB-Beker
1 Segunda Divisão holandesa
1 FA Cup
1 Football League Cup
3 Campeonatos italianos
1 Taça de Itália 
3 Supertaças de Itália


EM AÇÃO

Recorde alguns dos melhores momentos do avançado holandês:






quarta-feira, 4 de março de 2015

O que é feito de… Edgar Davids

Foi um dos maiores médios-defensivos do futebol holandês, demonstrava uma enorme classe com e sem bola, e apesar dos seus 1,69 metros de altura, impunha respeito nos adversários pela sua constituição física, que aliava a uma fantástica visão de jogo. Conhecido igualmente pelas suas tranças e por usar uns óculos próprios para poder jogar futebol, fruto de um glaucoma na visão, este enormíssimo jogador jogou em alguns dos maiores estádios do futebol europeu como, por exemplo, a Arena de Amesterdão, San Siro ou Camp Nou. O seu nome é Edgar Davids.

Por João Nobre


INÍCIO EM AMESTERDÃO
Nascido a 13 de março de 1973, na cidade de Paramaribo, capital do Suriname, Edgar Steven Davids começou a sua aventura no mundo do futebol nas camadas jovens do Ajax de Amesterdão, com apenas 12 anos de idade. Passou pelos vários escalões de formação e estreou-se na equipa principal a 6 de Setembro de 1991, na vitória sobre o RKC Waalwijk por 5-1. De resto, rapidamente Davids se assumiu como peça fundamental no meio campo defensivo, recebendo mesmo a alcunha de ‘pitbull’, por parte do seu treinador, Louis Van Gaal, devido à forma como este disputava cada lance. O médio permaneceu cinco temporadas consecutivas na equipa de Amesterdão, onde disputou 148 partidas e onde marcou 32 golos, tendo conquistado 1 Taça Intercontinental, 1 Liga dos Campeões, 1 Taça UEFA (hoje Liga Europa), 1 Supertaça Europeia, 3 Campeonatos holandeses, 1 KNVB-Beker e 3 Johan Cruijff Schaal.   



DE SAN SIRO PARA TURIM
Na temporada 1996/1997, Edgar Davids transferiu-se do Ajax de Amesterdão para o ‘todo-poderoso’ AC Milan, onde privou com alguns nomes como, por exemplo, George Weah, Christophe Dugarry, Paolo Maldini ou Franco Baresi.
No entanto, o médio holandês não se conseguiu impor como seria de esperar, tendo participado apenas em 27 jogos. Ainda assim, o suficiente para conquistar uma Supertaça de Itália. Na segunda época, em 1997/1998, Edgar Davids ainda integrou a equipa do AC Milan, mas em Dezembro de 1997 a Juventus ofereceu uma proposta ao clube milanês e o médio holandês mudou-se para Turim. 

Na ‘Vecchia Signora’, Davids voltou a sorrir e cedo se afirmou numa equipa onde jogavam Didier Deschamps, Zinedine Zidane, e ainda reencontrou Van der Saar, seu antigo colega no Ajax. Pela Juventus disputou 235 jogos e apontou 11 golos, tendo ganho 3 Campeonatos italianos, 2 Supertaças de Itália e no plano europeu, 1 Taça Intertoto. E apesar de ter sido suspenso devido a um caso de doping, no ano de 2001, Edgar Davids permaneceu sete épocas em Turim (de 1997/1998 até 2003/2004) e acabou por ser um dos grandes nomes da equipa de Turim, apesar de nunca ter conseguido vencer a Liga dos Campeões com a Vecchia Signora, tendo perdido a final de 2003 contra o AC Milan, nas grandes penalidades (3-2), depois do empate sem golos no tempo regulamentar.



PRÓXIMAS PARAGENS: BARCELONA E MILÃO
Após a passagem pela Juventus, Edgar Davids rumou para Espanha, onde assinou contrato com o Barcelona em janeiro de 2004, por empréstimo dos italianos. De resto, Davids teve uma grande importância no ressurgimento da equipa blaugrana na segunda metade da época, tendo disputado 20 jogos pelo conjunto culé, ainda que tal se tenha revelado insuficiente para conseguir festejar algum título desportivo. Na mesma época, Edgar Davids acabou por abandonar Barcelona e rumou até Milão, mas desta feita para representar o Inter de Milão, onde jogou com grandes jogadores como o brasileiro Adriano ou o uruguaio Álvaro Recoba. Apesar de se ter tornado no único jogador, na altura, a representar os ‘três grandes’ do futebol italiano, Davids não conseguiu alcançar um grande nível de exibições, tendo feito apenas 19 jogos pela ‘turma’ nerazzurra, apesar da conquista da Taça de Itália.


PASSAGEM POR LONDRES E REGRESSO À HOLANDA
Depois da passagem pelo Inter de Milão, Edgar Davids viajou para Inglaterra, mais concretamente para Londres, para representar o Tottenham Hotspur. Apesar de ter ficado apenas uma época e meia no White Hart Lane, o médio holandês participou em 44 jogos pelos Spurs. Na sua estadia no Tottenham, Edgar Davids foi um dos grandes jogadores da equipa londrina e tornou-se um ídolo para os adeptos do clube britânico, mas a meio da época 2006/2007, Davids regressou à Holanda, onde assinou contrato com o clube onde “nasceu para o futebol” – o Ajax de Amesterdão. 

No principal clube de Amesterdão, Davids não jogou tão bem como na sua primeira passagem, mas ainda conseguiu mostrar algumas coisas positivas no relvado. No seu regresso à Arena de Amesterdão, Edgar Davids jogou, na totalidade, 34 jogos e marcou, apenas, 1 golo, tendo ainda conquistado 1 KNVN-Beker e 2 Johan Cruijff Schaal. Davids ficou no Ajax de Amesterdão até à época 2007/2008, pois no início dessa época partiu a perna num jogo particular e acabou por ficar cerca de três meses fora da competição, anunciando que deixaria o clube no final do contrato, que expirava nessa mesma temporada.



ÚLTIMO FÔLEGO EM INGLATERRA
Depois de ter saído do Ajax, Edgar Davids ficou duas épocas sem jogar (2008/2009 e 2009/2010),  mas ainda regressou aos relvados em 2010, para representar o Crystal Palace, que jogava na Segunda Divisão Inglesa. Ainda assim, a experiência de Edgar Davids no Crystal Palace acabaria por durar poucos meses já que o experiente médio-defensivo holandês abandonou o clube britânico após confusões com um colega da equipa em novembro de 2010 e depois de ter disputado apenas 7 partidas. 

Depois de ter saído do modesto Crystal Palace, Edgar Davids esteve a trabalhar como ‘olheiro’ no Ajax, mas em 2012/2013, Davids voltou aos relvados para representar o modesto Barnet, num papel de jogador-treinador, o que lhe permitiu atuar em 29 partidas nessa primeira época.
No entanto, não só o clube acabou por descer de divisão como a temporada 2013/14 foi marcada por vários problemas disciplinares. Davids foi ‘amarelado’ nos primeiros oito jogos em que participou, e expulso por três vezes, o que o fez falhar várias partidas. Assim, em dezembro de 2013 Davids considerou retirar-se do futebol, e deixou também o cargo de treinador em janeiro de 2014, colocando um ponto final na carreira.

UMA ‘LARANJA MUITO DOCE’
Se ao nível de clubes, Edgar Davids registou uma trajetória e números muito bons, ao nível da Seleção da Holanda registou 74 internacionalizações e apontou 6 golos. Pela ‘Laranja Mecânica’, Edgar Davids marcou presença em grandes competições como, por exemplo, o Campeonato Europeu de 1996 (Inglaterra), de 2000 (Bélgica/Holanda) e de 2004 (Portugal) e no Campeonato do Mundo de 1998 (França).


Atualmente, com 41 anos de idade, Edgar Steven Davids é jogador da Seleção da Holanda... no futebol de praia.

FICHA
Nome: Edgar Steven Davids 
Idade: 41 anos
Data de Nascimento: 13/03/1973
Local de Nascimento: Paramaribo, Suriname
Altura: 1,69m
Peso: 64 kg
Posição: Médio-Defensivo/Médio-Centro

TRAJETÓRIA
1991/1996: Ajax
1996/1998: AC Milan
1998/2004: Juventus
2003/2004: Barcelona
2004/2005: Inter de Milão
2005/2007: Tottenham
2007/2008: Ajax
2010/2011: Crystal Palace
2012/2014: Barnet

 PALMARÉS
1 Taça Intercontinental
1 UEFA Champions League
1 Taça UEFA
1 Supertaça Europeia
1 Taça Intertoto
3 Eredivisie
2 KNVB-Beker
5 Johan Cruijff Schaal
3 Campeonatos italianos
1 Taça de Itália
3 Supertaças de Itália

EM AÇÃO


 Recorde aqui alguns dos momentos que fizeram o ‘pitbull holandês’ destacar-se no panorama do futebol internacional.



quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

O que é feito de... Damien Duff


Foi um dos jogadores fundamentais de um Chelsea, na altura ainda mais demolidor, e que ainda foi treinado por José Mourinho. Passou ainda por Newcastle United e Blackburn Rovers, antes de ingressar na Austrália. Apesar de ter 1,77 metros, este grande craque britânico tinha um imenso faro pelo golo e a sua velocidade fazia ‘tremer’ as defesas contrárias. O seu nome é Damien Duff.

Por João Nobre

Damien Anthony Duff nasceu no dia 2 de março de 1979, na cidade irlandesa de Ballyboden, na República da Irlanda. O jovem Damien passou por algumas equipas de menor expressão no seu país e na longínqua temporada de 1995/1996 deu início à sua carreira profissional no histórico Blackburn Rovers.


INÍCIO NO EWOOD PARK
Com apenas 18 anos, Duff fez a sua estreia pelo Blackburn Rovers, frente ao modesto Leicester City. Na temporada 1997/1998, quando o clube de Ewood Park desceu à Segunda Divisão inglesa, o médio permaneceu no clube, pese embora o Blackburn Rovers ter acabado a temporada no 11º lugar. Ainda assim, na temporada 1998/1999, Damien Duff ajudou a levar o clube de volta à Premier League. Pelo Blackburn Rovers, Damien Duff jogou, na totalidade, 223 jogos e apontou 35 golos, tendo conquistado 1 Football League Cup. O craque irlandês permaneceu oito épocas consecutivas no Ewood Park (de 1995 a 2003).



MUDANÇA PARA LONDRES

Na temporada 2003/2004, Damien Duff assinou contrato com o Chelsea, que havia sido comprado pelo russo Roman Abramovich e que havia pago pelo talentoso médio irlandês cerca de 17 milhões de libras (22.460.034 milhões de euros) pelo passe do jogador. Na primeira época como jogador dos Blues, Damien Duff ficou marcado pelas inúmeras lesões que sofreu e o seu treinador, na altura o italiano Claudio Ranieri, acabou por ser demitido do cargo. Para o lugar de Ranieri, Duff viu chegar o português José Mourinho, que traria o holandês Arjen Robben para o Chelsea e os juntaria na equipa formando uma dupla de sucesso. 


Em Stamford Bridge, Damien Duff jogou ao lado de outros grandes jogadores como, por exemplo, Didier Drogba, Frank Lampard, John Terry, Petr Cech, Eidur Gudjohnsen ou os portugueses Tiago, Ricardo Carvalho e Paulo Ferreira. Com a camisola dos ingleses do Chelsea, Damien Duff jogou 124 jogos e apontou 19 golos, tendo ganho 2 Campeonatos ingleses, 1 Football League Cup e 1 Community Shield. O grande médio da República da Irlanda ficou três temporadas seguidas em Stamford Bridge (2003/2004, 2004/2005, 2005/2006).


PRÓXIMA PARAGEM: ST.JAMES PARK

Em Julho de 2006, Damien Duff abandonou o Stamford Bridge e o Chelsea e decidiu rumar até ao St.James Park, onde assinou contrato com o Newcastle United, que havia pago 5 milhões de libras (6,5 milhões de euros) pelos seus préstimos. Pelo Newcastle, Damien Duff estreou-se na antiga Taça UEFA (hoje Liga Europa) frente ao Ventspils, da Letónia, enquanto o seu primeiro golo pelos Magpies aconteceu em setembro do mesmo ano, num jogo frente ao West Ham, em que o Newcastle venceu por 1-0. Mas em novembro, Damien Duff sofreu uma grave lesão que o manteve afastado dos relvados durante quatro meses, mas regressaria no jogo com o Portsmouth, em abril de 2007, que o Newcastle perdeu e onde Duff se voltaria a lesionar, mas desta vez no tornozelo. Por causa dessa lesão, Duff perdeu o ‘comboio’  do resto da época e esteve muito perto de ser dispensado do Newcastle, mas acabou por permanecer. 

Na temporada 2009/2010, Damien Duff viveu um episódio ainda mais azarado: durante uma parte da temporada, o Newcastle lutou para não descer de divisão e, na última e decisiva partida, frente ao Aston Villa, a equipa precisava de ganhar para se salvar da descida. Contudo um auto-golo marcado por Duff atirou o Newcastle United para a Segunda Divisão Inglesa. Pelo Newcastle United, Damien Duff alinhou em 88 partidas e marcou 6 golos, acabando por conquistar 1 Taça Intertoto.




CHEGADA AO FULHAM

A meio da temporada 2009/2010, Damien Duff saiu do Newcastle United, que se encontrava na Segunda Divisão Inglesa, e assinou contrato com o Fulham, onde foi treinado pelo experiente Roy Hodgson que já o havia orientado na sua passagem pelo Blackburn Rovers. Pelo Fulham, Damien Duff também se estreou na Liga Europa, mas desta vez num jogo frente aos russos do Amkar Perm, onde executou uma assistência para um dos golos na vitória do Fulham, enquanto na Premier League, pelo Fulham, Duff estreou-se contra o Chelsea, que venceu por 2-0, e o seu primeiro golo aconteceu na vitória por 2-1 sobre o Everton. Os momentos bons de Duff pelo Fulham não se ficaram por aqui: o jogador irlandês realizou uma exibição perfeita no jogo frente ao ‘todo-poderoso’ Manchester United, onde marcou o segundo golo da vitória por 3-0. Ainda assim, Damien Duff não viu o seu contrato renovado e após uma temporada cheia de lesões, o jogador da República da Irlanda deixou o Fulham na época 2013/2014 com um total de 173 jogos e 22 golos no currículo, tendo ganho 1 Football League Championship.


IMPRESCINDÍVEL NA SELEÇÃO

Pela Seleção da República da Irlanda, Damien Duff foi uma figura imprescindível para a equipa, tendo registado 100 internacionalizações e tendo apontado 8 golos. Pela sua seleção, Duff marcou presença Campeonato do Mundo de 2002, no Campeonato da Europa de 2012, no playoff para o Mundial de 2002, nas fases de qualificação para os Mundiais de 2002, 2006 e 2010 e nas fases de qualificação para os Europeus de 2000, 2004, 2008 e 2012.
Atualmente, com 35 anos, Damien Duff está ligado contratualmente aos australianos do Melbourne City, onde já jogou 12 jogos e onde apontou 1 golo.

A FICHA
Nome: Damien Anthony Duff 
Idade: 35 anos
Data de Nascimento: 2/03/1979
Local de Nascimento: Ballyboden, República da Irlanda 
Altura: 1,77m
Peso: 71 kg
Posição: Médio

TRAJETÓRIA
1995/2003: Blackburn Rovers
2003/2006: Chelsea
2006/2010: Newcastle United
2010/2014: Fulham
2014/2015: Melbourne City

PALMARÉS
1 Taça Intertoto (2006)
2 Premier League (2004/2005, 2005/2006)
2 Football League Cup (2001/2002, 2004/2005)
1 Football League Championship (2009/2010)
1 Community Shield (2005)          

  
EM AÇÃO

Recorde aqui alguns dos melhores momentos do médio irlandês.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

O que é feito de... Michael Owen


Foi um dos avançados mais mortíferos na Premier League e jogou em quatro dos maiores estádios da Europa: Anfield Road, Santiago Bernabéu, St. James Park e Old Trafford. Apesar de não ser muito alto para o jogo aéreo (1,73 metros), era letal em frente à baliza adversária, não dando qualquer hipótese de defesa aos guarda-redes contrários. O seu nome é Michael Owen.


INÍCIO NOS ‘REDS’
Michael James Owen nasceu no dia 14 de Dezembro de 1979, na cidade inglesa de Chester. Sendo filho de Terry Owen, antigo jogador do Everton, o jovem Michael tinha o “bichinho do futebol” no sangue. Quando Michael Owen tinha sete anos de idade, o seu pai persuadiu o treinador do modesto clube Mold Alexandra a deixá-lo jogar na equipa dos rapazes com dez anos. O jovem Michael era um pouco mais novo que a maioria dos seus colegas, mas mostrou logo a sua qualidade no relvado. Na temporada 1996/1997, Michael Owen ingressou no Liverpool, onde jogou, na totalidade, 297 jogos e marcou 158 golos pelos Reds, tendo conquistado 1 Taça UEFA, 1 Supertaça Europeia, 1 FA Cup, 2 Football League Cup e 1 Community Shield. Em Anfield Road, Michael Owen jogou ao lado de grandes nomes como, por exemplo, Jerzy Dudek, Sami Hyypiä, Abel Xavier, Steven Gerrard ou Nicolas Anelka. Em 2001, como jogador do Liverpool, o avançado inglês ganhou a Bola de Ouro, que consagra o Melhor Jogador do Mundo. Michael Owen ficou em Anfield Road durante oito temporadas consecutivas (de 1996/1997 até 2003/2004).      



INFELIZ EM MADRID
Na temporada 2004/2005, Michael Owen assinou contrato pelo “todo-poderoso” Real Madrid, mas a sua estadia no Santiago Bernabéu não foi fácil, pois teve que aguentar as críticas negativas dos media espanhóis devido à sua condição física. Como jogador do Real Madrid, Michael Owen jogou 45 jogos e apontou 16 golos em solo “madridista”. No balneário do Santiago Bernabéu, Michael Owen teve o privilégio de privar com grandes “monstros do futebol” como, por exemplo, Iker Casillas, Roberto Carlos, Luís Figo, Zidane, David Beckham,  Ronaldo, o Fenómeno, ou Raúl González.


ESTRELA MAIOR EM ST. JAMES PARK
No dia 31 de Maio de 2005, Michael Owen regressou a Inglaterra e assinou pelo Newcastle United. Na apresentação de Michael Owen como jogador dos Magpies estiveram presentes 20.000 adeptos nas bancadas do St.James Park. Como jogador do Newcastle United, Michael Owen jogou, na totalidade, 79 partidas e marcou cerca de 30 golos e conquistou 1 Taça Intertoto pelos Magpies. Na sua passagem pelo Newcastle United, Michael Owen marcou o seu primeiro golo contra o Blackburn Rovers, numa vitória por 3-0, no dia 18 de Setembro de 2005 e o seu primeiro hat-trick, pelo Newcastle, foi contra o West Ham, no dia 17 de Dezembro de 2005. Michael Owen foi colega de equipa de jogadores como, por exemplo, Shay Given, Andy Carroll, Nicky Butt ou Shola Ameobi. O goleador britânico ficou em St.James Park durante quatro temporadas consecutivas (2005/2006, 2006/2007, 2007/2008, 2008/2009).



 MISSÃO: FAZER ESQUECER CR7
Depois de brilhar com a camisola do Newcastle United, Michael Owen, no dia 3 de Julho de 2009, foi contratado pelo Manchester United, a pedido de Sir Alex Ferguson, para substituir Cristiano Ronaldo (que havia saído para o Real Madrid) e para recuperar a veia goleadora de Michael Owen de outros tempos. No dia 20 de Setembro de 2009, Michael Owen marcou um dos golos da vitória por 4-3 sobre o Manchester City, levando ao delírio os adeptos dos Red Devils. Mas em 2012, devido a uma série de lesões graves, Michael Owen acabou por abandonar o clube de Old Trafford. Pelo Manchester United, o avançado inglês jogou 52 jogos e apontou 17 golos, tendo conquistado 1 Football League Cup, 2 Community Shield e 1 Campeonato inglês. Michael Owen ficou em Old Trafford durante três épocas consecutivas (2009/2010, 2010/2011 e 2011/2012).


ACABAR NO STOKE CITY
Na temporada 2012/2013, Michael Owen decidiu assinar contrato com o Stoke City, depois de ter saído do Manchester United e de ter ponderado outras propostas de outros clubes como o Everton, por exemplo. No Stoke City, Michael Owen privou com jogadores como, por exemplo, Asmir Begovic, Robert Huth, Maurice Edu ou Peter Crouch. Ao serviço do Stoke City, Michael Owen realizou 9 jogos e apontou, apenas, 1 golo. No dia 19 de Março de 2013, Michael Owen anunciou o fim da sua brilhante carreira. Atualmente, com 35 anos, Michael Owen é comentador desportivo em Inglaterra.


GOLEADOR DA SELEÇÃO DOS “TRÊS LEÕES”
Ao serviço da Seleção de Inglaterra, Michael Owen registou 89 internacionalizações e apontou 40 golos, tendo marcado presença no Campeonato do Mundo de 1998, 2002 e de 2006, no Campeonato Europeu de 2000, 2004 e de 2008, bem como nas fases de qualificação para os Mundiais de 2002 e de 2006 e para os Europeus de 2000, 2004 e de 2008.




A FICHA
Nome: Michael James Owen 
Idade: 35 anos
Data de Nascimento: 14/12/1979
Local de Nascimento: Chester, Inglaterra 
Altura: 1,73m
Peso: 66 kg
Posição: Ponta-de-Lança

TRAJETÓRIA
1996/2004: Liverpool
2004/2005: Real Madrid
2005/2009: Newcastle United
2009/2012: Manchester United
2012/2013: Stoke City

PALMARÉS
1 Taça UEFA (2000/2001)
1 Supertaça Europeia (2001)
1 Taça Intertoto (2006)
1 Campeonato inglês (2010/2011)
1 FA Cup (2000/2001)
3 Football League Cup (2000/2001, 2002/2003, 2009/2010)
3 Community Shield (2001, 2010, 2011)

EM AÇÃO

Recorde aqui alguns dos melhores momentos do avançado internacional inglês.






Por João Nobre

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

O que é feito de… Jimmy Hasselbaink


Passou por vários países como, por exemplo, Portugal, Espanha ou Inglaterra e foi um dos melhores jogadores holandeses que brilharam nos últimos tempos. O seu nome é Jimmy Floyd Hasselbaink e era um ponta-de-lança com faro pelo golo, fisicamente possante e que deixou muitas saudades. 

Jimmy Floyd Hasselbaink nasceu a 27 de março de 1972, na cidade de Paramaribo, situada no Suriname. O ponta-de-lança holandês começou no modesto Telstar, mas ao fim de apenas uma temporada assinou pelo AZ Alkmaar, onde jogou, na totalidade, 46 jogos e marcou 5 golos. Ficou no AZ Alkmaar durante três temporadas consecutivas (1990/1991, 1991/1992, 1992/1993). Nos dois anos seguintes Hasselbaink ficou sem equipa, pelo que se dedicou a representar equipas não profissionais, nomeadamente o Neerlandia/SLTOVV. 
    

CHEGADA A PORTUGAL 
Na temporada 1995/1996, Jimmy Floyd Hasselbaink rumou até Portugal para assinar contrato com o modesto clube alentejano Campomaiorense. No clube de Campo Maior, Hasselbaink partilhou o balneário com jogadores como, por exemplo, o sueco Michael Brundin, o sérvio Goran Stevanovic, o búlgaro Stanimir Stoilov, ou os portugueses Paulo torres, Beto ou Nuno Afonso. Ao serviço do Campomaiorense, o ponta-de-lança holandês jogou 31 partidas e marcou cerca de 12 golos, pelo clube alentejano, mas tal não foi suficiente para manter o clube no escalão principal. Ainda assim, a sua força, velocidade e capacidade de finalização levaram-no até ao Porto, mais precisamente para o Boavista onde, ao lado de nomes como, por exemplo, o guarda-redes Ricardo, Bobó, Rui Bento, Martelinho, Nuno Gomes ou Tulipa, deu continuidade à sua subida na carreira, apontando 24 golos em 36 jogos, tendo ainda conquistado 1 Taça de Portugal. No final dessa época, o seu parceiro de ataque Nuno Gomes rumou ao Benfica que, teoricamente, estaria interessado em levar também o holandês, mas os valores mais altos postos em cima da mesa por parte do Leeds United levaram Jimmy até Inglaterra onde construiu uma história de sonho.

    
INGLATERRA – PARTE I
Na época 1997/1998, Jimmy viajou então para Inglaterra para representar o Leeds United, a troco de mais de três milhões de euros, e passou então a ser conhecido apenas por Hasselbaink. Em Leeds jogou com jogadores como, por exemplo, Harry Kewell, Alan Smith, Bruno Ribeiro ou Tomas Brolin e na sua passagem por Elland Road, Hasselbaink realizou, no total, 87 jogos e apontou 42 golos. O avançado da Holanda ficou no Leeds United durante duas épocas (1997/1998, 1998/1999), conseguindo na segunda alcançar o título de melhor marcador da Premier, juntamente com Michael Owen e Dwight Yorke, todos com 18 golos apontados. Apesar disso, o poderoso avançado recusou a proposta de renovação e o clube colocou-o no mercado, surgindo o Atlético de Madrid no seu encalce, contratando-o por quase 15 milhões de euros.



PASSAGEM POR MADRID
Apesar de se ter adaptado muito bem ao estilo espanhol, numa equipa que contava com Hugo Leal, Gamarra, Aguilera, Jordi Lardín ou Santiago Solari, a verdade e´que os ‘colchoneros’ viviam um período de grande instabilidade, tendo conhecido nessa época quatro treinadores diferentes. Assim, os seus 24 golos em 34 jogos e 32 tentos no total, de nada valeram para que a equipa da capital conseguisse evitar a descida de divisão. A consequência lógica foi a debandada das suas principais estrelas e Hasselbaink não fugiu à regra, regressando a Inglaterra, onde desta vez assinou pelo Chelsea.



INGLATERRA – PARTE II
Em Stamford Bridge, Jimmy Floyd Hasselbaink foi encontrar uma equipa que estava a começar a apostar em grandes estrelas estrangeiras e acabou por partilhar balneário com grandes jogadores como, por exemplo, Tore André Flo, Gianfranco Zola, William Gallas, Emmanuel Petit, Eidur Gudjohnsen, Frank Lampard, Hernán Crespo ou Joe Cole. Como jogador dos Blues, Hasselbaink jogou 177 jogos e marcou 88 golos, tendo festejado a conquista de 1 Community Shield. O goleador holandês permaneceu quatro temporadas em Londres (2000/2001, 2001/2002, 2002/2003, 2003/2004), sendo que depois de brilhar em Stamford Bridge, Hasselbaink assinou a custo zero pelo Middlesbrough, onde privou com jogadores como Mark Schwarzer, Michael Reiziger, Gareth Southgate ou Gaizka Mendieta. Ao serviço do Middlesbrough, Hasselbaink realizou 86 jogos e marcou 44 golos, tendo contribuído decisivamente para ajudar o ‘Boro’ a chegar à final da Taça UEFA, que acabaria por perder por 4-0 para o Sevilha, no segundo ano. No final dessa época Gareth Southgate ascendeu ao cargo de treinador e libertou o avançado nascido no Suriname. Inicialmente a ideia passava por ingressar no Celtic, mas uma vez mais acabaria por permanecer na Premier League, desta feita com as cores do Charlton Athletic, onde jogou 29 jogos e onde marcou, apenas, 4 golos.



TERMINAR NO PAÍS DE GALES
Ao fim de uma época, Hasselbaink voltou a mudar de clube, e apesar de tudo apontar para que continuasse em Inglaterra, desta feita no Leicester, acabou por seguir viagem para o País de Gales, ainda no Reino Unido, e assinou contrato com o Cardiff City. O responsável por isso foi o presidente do clube, Peter Ridsdale, que tinha trabalhado com o avançado no Leeds e que queria que ele fizesse dupla com Robbie Fowler. Contudo, apesar de ter participado em 44 jogos pelo clube, apenas marcou 9 golos, sendo que, devido à idade, raramente conseguia terminar uma partida, pelo que acabou por ‘pendurar as chuteiras’ no clube galês, na temporada 2007/2008, aos 36 anos.    

POUCO PRODUTIVO PELA ‘LARANJA MECÂNICA’
Apesar de ter nascido no Suriname, Jimmy Floyd Hasselbaink acabou por representar a seleção da Holanda, à semelhança de outros jogadores oriundos do mesmo país, como Clarence Seedorf. No entanto, não conseguiu ganhar a mesma projeção já que, fruto da forte concorrência, registou apenas 23 internacionalizações (9 golos), ainda que tenha marcado presença no Campeonato do Mundo de 1998 (França), na fase de qualificação para o Campeonato da Europa de 2004 e na fase de qualificação para o Mundial de 2002.


Atualmente, com 42 anos, Jimmy Floyd Hasselbaink enveredou pela carreira de treinador, apesar de se encontrar atualmente sem clube, depois de ter treinado, na época passada, os belgas do Royal Antwerp e de ter iniciado a sua carreira como adjunto no Nottingham Forest.

A FICHA
Nome: Jerrel Floyd Hasselbaink
Data de Nascimento: 27/03/1972
Local de Nascimento: Paramaribo, Suriname
Altura: 1,78m
Peso: 75 kg
Posição: Ponta-de-Lança

TRAJETÓRIA
1989/1990: Telstar
1990/1993: AZ Alkmaar 
1993/1995: Neerlandia/SLTOVV
1995/1996: Campomaiorense
1996/1997: Boavista
1997/1999: Leeds United
1999/2000: Atlético de Madrid
2000/2004: Chelsea
2004/2006: Middlesbrough
2006/2007: Charlton Athletic
2007/2008: Cardiff City

PALMARÉS
1 Taça de Portugal (1996/1997)
1 FA Community Shield (2000)


EM AÇÃO
Recorde aqui alguns dos melhores momentos do avançado holandês:


quinta-feira, 16 de outubro de 2014

O que é feito de… Tarik Sektioui

Jogava como extremo-direito ou esquerdo, era um jogador bastante veloz, tinha uma técnica impressionante e possuía uma enorme capacidade de drible. Jogou duas vezes em Portugal e quase toda a sua carreira foi feita Holanda. É marroquino e o seu nome é Tarik Sektioui. 

INÍCIO NO MAGHREB FEZ  
Tarik Sektioui nasceu no dia 13/05/1977, na cidade marroquina de Fez e iniciou a carreira futebolística ao serviço de um clube modesto de Marrocos – o Maghreb Fez. Depois de dar nas vistas no Maghreb Fez, Tarik Sektioui rumou até França para assinar contrato com o Auxerre. No Estádio Abbé-Deschamps, Tarik Sektioui partilhou o balneário com jogadores como, por exemplo, o togolês Kuami Agboh ou o francês Sabri Lamouchi, mas ao longo das duas temporadas e meia em que representou o Auxerre, entre 1997 e 1999, Tarik Sektioui jogou apenas 2 jogos e não marcou qualquer golo. 

PRIMEIRA PASSAGEM POR PORTUGAL
A meio da temporada de 1998/1999, Tarik Sektioui rumou até à ilha da Madeira para rubricar um contrato com o Marítimo. No Estádio dos Barreiros, o extremo marroquino foi colega de equipa de jogadores de futebol como, por exemplo, Nélson, Ariel González, Alex Bunbury ou Briguel, tendo sido treinado, primeiro, por Nelo Vingada e, depois, por Augusto Inácio. Contudo, o extremo marroquino também não foi feliz na equipa ‘verde rubra’ tendo jogado novamente apenas 2 jogos. 


DA SUÍÇA PARA A HOLANDA 
Depois de uma passagem curta pela ilha da Madeira, Tarik Sektioui rumou, na época 1999/2000, até à Suíça, onde assinou contrato com o Neuchâtel Xamax, onde jogou, apenas, 2 partidas e onde não faturou por nenhuma vez. A meio da época 1999/2000, Tarik Sektioui viajou até à Holanda para representar o Willem II, onde privou com jogadores como, por exemplo, Joris Mathijsen, Denny Landzaat ou o compatriota Youssef Mariana. Tarik Sektioui jogou, pelo Willem II, um total de 78 jogos e apontou 17 golos na Eredivisie, tendo permanecido no clube durante cinco temporadas consecutivas (1999/2000 a 2003/2004). Após a passagem pelo Willem II, Tarik Sektioui decidiu mudar de ares, mas manteve-se na Holanda, e rumou até à cidade de Alkmaar, onde assinou contrato com o clube local – o Alkmaar Zaanstreek-combinatie. No AZ Alkmaar, Tarik Sektioui jogou ao lado de Henk Timmer, Jan Kromkamp, Ron Vlaar ou Robin Nelisse, tendo sido treinado por dois grandes treinadores como Co Adriaanse e Louis van Gaal. Ao serviço do AZ Alkmaar, Tarik Sektioui jogou 63 jogos e apontou 13 golos. O jogador marroquino permaneceu em Alkmaar durante duas temporadas (2004/2005, 2005/2006), sendo que na primeira época defrontou o Sporting CP nas meias-finais da Taça UEFA. 


PORTUGAL - PARTE II
Na temporada seguinte, em 2006/2007, Tarik Sektioui regressou a Portugal, mas para assinar pelo FC Porto, onde privou com grandes nomes do futebol português como, por exemplo, Vítor Baía, Pepe, Ricardo Costa, Lucho González, Lisandro López ou Ricardo Quaresma, tendo sido treinado, primeiro, por Co Adriaanse e, depois, por Jesualdo Ferreira. Na primeira época no Estádio do Dragão, Tarik Sektioui jogou 5 jogos e apontou, apenas, 1 golo. A meio da temporada 2006/2007, Tarik Sektioui saiu para a Holanda, onde assinou pelo modesto RKC Waalwijk. No Waalwijk, Sektioui jogou, na totalidade, 9 jogos e não apontou qualquer golo no campeonato holandês. 

MAIS SUCESSO NO PORTO 
Depois de uma passagem pouco feliz pelo RKC Waalwijk, Tarik Sektioui regressou ao FC Porto, onde privou com outros grandes jogadores dos ‘azuis e brancos’ como Hélton, Bruno Alves, Pedro Emanuel, Raul Meireles, Hélder Postiga, Hulk, Aly Cissokho ou Rolando. Nas três épocas em que defendeu as cores do FC Porto (2006/2007, 2007/2008, 2008/2009), Tarik Sektioui jogou, na totalidade, 57 jogos e marcou 12 golos, tendo conquistado 3 Campeonatos portugueses, 1 Taça de Portugal e 1 Supertaça de Portugal. 


PASSAGEM PELOS EMIRADOS E TERMINAR EM ‘CASA’ 
Depois do sucesso obtido ao serviço do FC Porto, Tarik Sektioui, na época 2009/2010, despediu-se do Estádio do Dragão e rumou até aos Emirados Árabes Unidos para defender as cores do Ajman Club, onde privou com o togolês Mohamed Touré – que passou por clubes como Parma, Sochaux ou Servette. Ao serviço do Ajman, Tarik Sektioui jogou 2 partidas e apontou, apenas, 2 golos no deserto. Na temporada 2010/2011, Tarik Sektioui regressou a Marrocos para jogar no Maghreb Fez, clube onde começou a jogar futebol e onde acabou por ‘pendurar as botas’ e encerrar a sua carreira no futebol.  


POUCO REGULAR PELA SELEÇÃO 
Pela Seleção de Marrocos, Tarik Sektioui registou 15 internacionalizações e apontou 3 golos. Apesar da fraca regularidade na seleção marroquina, Sektioui conquistou uma Taça das Confederações da zona africana, em 2011, e participou no Campeonato do Mundo de Sub-20, em 1997, na Taça das Nações Africanas, em 2008, e na qualificação para o Campeonato do Mundo de 2010, que se realizou na África do Sul. 
Atualmente, com 37 anos, Tarik Sektioui tem estado afastado das lides do futebol. 



A FICHA
Nome: Tarik Sektioui 
Idade: 37 anos 
Data de Nascimento: 13/05/1977 
Local de Nascimento: Fez, Marrocos 
Altura: 1,81m 
Peso: 73 kg 
Posição: Extremo-Direito/Extremo-Esquerdo 
Internacionalizações: 15 jogos – 3 golos 

TRAJETÓRIA 
1996/1997: Maghreb Fez 
1997/1998: Auxerre 
1998/1999: Auxerre 
1999/2000: Marítimo 
1999/2000: Neuchâtel Xamax 
1999/2000: Willem II
2000/2001: Willem II 
2001/2002: Willem II 
2002/2003: Willem II 
2003/2004: Willem II 
2004/2005: AZ Alkmaar 
2005/2006: AZ Alkmaar 
2006/2007: FC Porto 
2006/2007: RKC Waalwijk 
2007/2008: FC Porto 
2008/2009: FC Porto 
2009/2010: Ajman 
2010/2011: Maghreb Fez 

PALMARÉS 
1 Taça das Confederações CAF (2011)
3 Campeonatos portugueses (2006/2007, 2007/2008, 2008/2009) 
1 Taça de Portugal (2008/2009) 
1 Supertaça de Portugal (2006)  


EM AÇÃO
Recorde aqui alguns dos melhores momentos do extremo marroquino:


Por João Nobre