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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Walter a caminho do Cruzeiro

Walter está muito perto de regressar ao Brasil, para envergar a camisola do Cruzeiro. O avançado do Porto, que não tem sido opção para Vítor Pereira, já manifestou a vontade de abandonar o Dragão para jogar com mais regularidade. O Cruzeiro de Belo Horizonte apresentou uma proposta de empréstimo até Dezembro de 2012, que deverá ser aceite pelos 'azuis-e-brancos'. Sebá, jovem avançado de 19 anos, poderá seguir o percurso inverso. 

domingo, 5 de dezembro de 2010

Fluminense de Deco campeão do Brasileirão

O Fluminense sagrou-se campeão do Brasil, depois de bater o Guarani por 1-0, na última jornada do Brasileirão. Emerson foi o autor do golo que garantiu um troféu que já fugia há 26 anos. Deco, que não actuou na partida de hoje, soma mais um título ao seu vasto palmarés.
Na segunda posição ficou o Cruzeiro, que bateu o Palmeiras de Scolari por 2-1. O Corinthians quedou-se pelo terceiro posto, ao empatar a uma bola com o Goiás. Vitória da Bahia, Grémio Prudente, Góias e Guarani foram relegados à Série B.

Confira o golo que valeu o título ao 'Tricolor':


quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Fluminense líder isolado

O Fluminense, equipa onde milita o luso-brasileiro Deco, assumiu a liderança isolada do Brasileirão. O Flu venceu o Avaí por 1-0 e beneficiou do empate a uma bola entre Corinthians e Botafogo. O argentino Dário Conca foi o herói da partida, ao apontar o tento vitorioso ao minuto 82. Deco foi titular mas foi substituído por Marquinho no decorrer da segunda parte. O Fluminense lidera agora com três pontos de vantagem sobre o Corinthians e quatro sobre o Cruzeiro.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Ainda se lembra... de Bebeto?

Tal como havia sido anunciado na última semana, inicia-se hoje a rubrica "Ainda se lembra", na qual recordamos as figuras que marcaram a história mundial do futebol. E para a estreia nada melhor que um jogador, que por si só também deu a conhecer ao mundo futebolístico, uma nova forma de festejar um golo.


O Início da Carreira



José Roberto Gama de Oliveira, nascido a 16 de Fevereiro de 1964, em Salvador da Bahía, deu-se a conhecer ao futebol como Bebeto, no Vitória local corria o ano de 1982. Daí até se transferir para o Flamengo, clube do coração passou apenas um ano, onde chegou com a missão de substituir um tal de Zico, que acabava de se transferir para a Udinese de Itália. O primeiro ano não podia ter corrido pior, tricampeão brasileiro em 1983, o Mengão lançou Bebeto ainda jovem e encerrou a temporada futebolística sem qualquer título conquistado, e como se isso não fosse suficientemente mau, o campeão acabou por ser o rival Fluminense. Para Bebeto o pior estaria reservado para fora dos relvados, já que a queda de um avião viria a provocar a morte do seu irmão, mas também a do guarda-redes do Flamengo Figueiredo. Em 1986 conquistou o seu primeiro título ao vencer o campeonato carioca frente ao Vasco da Gama, mas foi no ano seguinte que Bebeto finalmente singrou no clube, ao apontar vários golos, entre os quais o único com que o Flamengo derrotou o Internacional de Porto Alegre na final do Brasileirão. O triunfo foi histórico já que pela primeira vez uma equipa tornava-se tetracampeã brasileira, por esta altura Zico tinha regressado de Itália e integrava uma formação, que contava ainda com as jovens promessas, Leonardo, Zinho, Renato Gaúcho, entre outros.




A mudança para o Vasco e a saída para a Europa


A notícia deixou os adeptos do Flamengo à beira de um ataque de nervos, quando em 1989, Bebeto anunciou a sua saída para o Vasco da Gama, mas a troca não se traduziu em títulos e só em 1992 é que os vascaínos voltaram a celebrar, com a conquista do campeonato carioca, mas ironia das ironias no Brasileirão acabariam por ser eliminados pelo....Flamengo, que acabaria por vencer a prova. Bebeto teve de se contentar com o prémio de melhor marcador do campeonato. Este feito fez despertar a cobiça de vários clubes europeus, entre os quais o Deportivo da Corunha, para onde se transferiu juntamente com Mauro Silva. É caso para dizer que Bebeto chegou, viu e marcou, ao todo foram 29 os golos, que lhe deram novo troféu de melhor marcador.



A temporada seguinte foi uma das mais marcantes para o jogador brasileiro, mas também para o Depor, no campeonato mais dramático de sempre a formação galega e o Barcelona terminaram com os mesmos pontos, mas foram os blaugrana a festejar pela diferença de golos. Certamente todos se recordam da grande penalidade falhada por Djukic no último minuto do jogo frente ao Valência, que teria dado o campeonato ao Corunha. Em 1995, Bebeto celebrava a primeira conquista em terras espanholas ao vencer a Taça do Rei, frente ao mesmo Valência por 2-1. Em 1996 e já com 32 anos o número 7 brasileiro voltava à terra natal, levando no currículo o feito de melhor marcador da história do clube da Galiza.




O prenúncio do fim


Após sete anos de futebol europeu, Bebeto regressava ao seu país, para aquilo que seria um autêntico ping-pong entre clubes. Em 1996 o Flamengo voltou a recebe-lo, mas os adeptos não esqueceram a traição de 89 e a interacção entre jogador e a torcida não voltou a ser a mesma. O Mengão acabou por não superar as expectativas e Bebeto acabou por ser o alvo de todas as críticas. 1997 trouxe o seu regresso a Espanha, desta vez ao Sevilha, mas a experiência foi de tal forma negativa, que no mesmo ano voltou para o clube que o viu nascer para os pontapés na bola, o Vitória, ganhou o campeonato baiano, mas isso não o impediu de sair para o Cruzeiro, ainda com esperanças de poder actuar pela selecção brasileira. 1998 trouxe a mudança para o Kashima Antlers do Japão, que era treinado pelo ex-colega de equipa Zico onde ganhou o campeonato. Em 2002 assinou um contrato milionário com o Al-Ittihad, da Arábia Saudita, só que as más condições físicas dos já 38 anos levaram-no a ser dispensado e nessa altura decidiu pendurar as chuteiras.



Percurso na Selecção


Bebeto chegou à Canarinha em 1985, e já levava no palmarés um título de campeão mundial de sub-20, conquistado dois anos antes. Ficou fora do México 86, mas viu o seu esforço ser recompensado com a chamada à selecção olímpica de 1988, e foi aí que a dupla Bebeto-Romário começou a fazer furor, no entanto os dois não foram suficientemente fortes, para triunfar perdendo na final contra a antiga União Soviética. Teve então uma ausência de seis anos do escrete, já que uma lesão o afastou do Itália 90, sendo chamado apenas para os E.U.A 94, na altura estava em alta no Deportivo da Corunha. O seu primeiro golo em fases finais de um mundial, aconteceu nos oitavos de final frente à formação anfitriã. No entanto a partida de destaque seria a eliminatória seguinte frente à Holanda. Naquele que foi considerado o melhor jogo do Torneio, Bebeto, isolado por Aldaír fintou o guarda-redes holandês fazendo o 2-0, mas o especial esteve na comemoração, um embalar nos braços de um bebé lançou uma maneira inovadora de comemorar os golo, recorrente nos dias de hoje. A explicação de Bebeto foi simples, festejou daquela forma devido ao nascimento durante o Mundial do seu filho Matheus. Nos Jogos Olimpícos de Atlanta, Bebeto marcou seis golos, três dos quais apontados contra Portugal, no jogo de atribuição da medalha de bronze conquistada pelos brasileiros. O França 98 trouxe uma nova dupla com Ronaldo, tendo feito ainda três golos, a final perdida contra a selecção gaulesa, colocou um ponto final na sua ligação ao Brasil, com 34 anos de idade.



Veja o resumo do jogo e o festejo que celebrizou Bebeto







Actualmente



Em 2010, Bebeto iniciou-se na carreira de treinador aos comandos do América do Rio de Janeiro, tendo sido no entanto demitido logo no mês de Fevereiro, encontrando-se sem clube. Ao longo de toda a carreira, fez um total de 352 jogos tendo passado por onze clubes e marcado por 179 ocasiões, foi chamado 88 vezes à selecção brasileira onde apontou 52 golos. Para além disso conta no seu palmarés com onze títulos nacionais e outros sete ao serviço do Brasil. A nível individual foi eleito o melhor jogador Sul-americano em 1989, e Bola de Prata em 1992, além de ter sido por sete vezes o goleador máximo dos campeonatos por onde passou, destacando-se os 29 golos na sua passagem pelo Deportivo da Corunha.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Kléber brilha na goleada do Cruzeiro

Esteve no Porto há poucos dias para assinar com os 'dragões', mas as negociações fracassaram e o 'Gladiador' regressou a tempo de conduzir o Cruzeiro a uma goleada na Taça Libertadores da América, frente aos bolivianos do Real Potosí, por 7-0. Kléber apontou um golo, fez duas assistências e foi ovacionado pelos adeptos da 'Raposa'. Depois de ter empatado na 1ª mão a uma bola, o Cruzeiro passeou no Mineirão e avançou para a fase de grupos da Libertadores. Amanhã será apresentado o novo reforço do mineiros, o ex-benfiquista Roger.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Farías incluído na transferência de Kléber

Ernesto Farías vai fazer o trajecto inverso ao de Kléber, novo reforço dos 'dragões'. O Porto comunicou à CMVM que acordou com o Cruzeiro a transferência do avançado brasileiro por 5.5 milhões mais 75% do passe de Farías, cedido ao emblema mineiro. Apesar das boas prestações do ponta-de-lança argentino (autor de 5 golos na liga), o Porto optou por incluir o goleador no negócio, pois o seu contrato expiraria no próximo ano.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Estudiantes vence Taça dos Libertadores

O Estudiantes de la Plata sagrou-se esta madrugada campeão da Taça dos Libertadores 2009. Ramires, novo reforço do Benfica, não conseguiu assim despedir-se em beleza do Cruzeiro. Depois do empate a zero bolas na primeira mão, os argentinos venceram por 2-1 no segundo jogo, realizado no Mineirão, perante 65 mil espectadores. Henrique ainda fez sonhar a 'torcida' da 'Raposa', mas Fernández e Boselli apontaram os golos que deram a quarta Taça dos Libertadores à turma de La Plata.

sábado, 23 de maio de 2009

Um exemplo a seguir

A venda de Ramires ao Benfica nem levantou grandes 'ondas' junto dos adeptos do Cruzeiro, que já estavam mais ou menos preparados para ver partir um dos seus craques, mas mesmo assim, o presidente do clube brasileiro, Zezé Perella, decidiu escrever uma carta dirigida à 'torcida' cruzeirense, onde explica os detalhes do negócio e alguns pormenores da sua gestão (muito boa, por sinal) à frente do emblema mineiro.
Uma missiva que vale a pena ler na íntegra e que, além de demostrar bem o porquê de o Cruzeiro ser dos clubes mais vitoriosos da América do Sul, é também um bom exemplo, a vários níveis, para alguns dirigentes do futebol português.

Carta de Zezé Perella aos adeptos do Cruzeiro:

«Caro adepto,

tomar a decisão de vender o médio Ramires não foi uma tarefa nada fácil. Durante um ano, o Cruzeiro recebeu dezenas de sondagens de clubes da Europa e do Japão para negociar o jogador. Na reabertura do mercado europeu da temporada de 2008/2009, o Lokomotiv, da Rússia, chegou a fazer uma proposta igualmente de 7,5 milhões de euros, mas Ramires entendeu que ainda não era o momento de pensar numa transferência. A vontade do atleta foi respeitada e fizemos um planeamento para ter o nosso craque em toda a Libertadores deste ano.

Há algumas semanas, outros clubes voltaram a procurar o Cruzeiro com o mesmo interesse, mas apenas o Benfica, de Portugal, veio a Belo Horizonte com uma proposta oficial. Na última terça-feira, iniciámos as conversas e chegamos à definição dos números. Faltava apenas o acerto do jogador com o clube português, o que aconteceu na quarta-feira à noite. Ramires e seus representantes também concluíram as conversas com o Benfica e entenderam que era a melhor opção para o jogador no momento.
Durante cinco dias, aguardei também a proposta que o CSKA, da Rússia, ficou de enviar para o Brasil, mas isso não se concretizou. Ao aceitar agora vender os direitos de Ramires por 7,5 milhões de euros, aproximadamente 22 milhões de reais (o Cruzeiro fez um acordo com o Joinville e ficou com 80% da transferência – cerca de 17 milhões de reais), levei ainda em consideração a serenidade que um presidente precisa ter à frente do clube. Manter os nossos compromissos em dia, salários sem atrasos e contas equilibradas tem sido nos últimos anos o segredo do Cruzeiro para a conquista de tantos títulos.
Mas em 2009, todos os clubes de futebol acabaram afectados pela crise económica mundial. Os adeptos têm acompanhado bem de perto a nossa dificuldade em conseguir um patrocinador 'master', o que nos levou a uma queda sensível nas receitas. Neste ano, 600 mil reais deixaram de entrar nos cofres do clube em cada mês.
Por outro lado, não medimos esforços em reforçar a equipa visando a disputa de várias competições. Comprámos o passe do avançado Wellington Paulista e do médio Fabrício, um ídolo dos adeptos. Para termos o 'gladiador' Kléber a vestir as nossas cores, abrimos mão de receber quase 12 milhões de reais na transferência do avançado Guilherme para o Dínamo de Kiev e renovámos o contrato do guarda-redes Fábio, outro antigo desejo dos adeptos. Altos investimentos foram feitos, mas precisamos pagar essa factura. Como todos, também gostaria de continuar a ver o 'guerreiro' Ramires eternamente no Cruzeiro, mas como qualquer gestor, tenho de pensar primeiro em administrar o clube com responsabilidade.
Nesta altura, optar por esperar mais alguns dias, semanas, meses e até temporadas para negociar um jogador com os valores milionários que obtivemos na transferência de Ramires para o Benfica, poderia representar um erro. Cabe ao presidente tomar as decisões e entendi que, perante o cenário mundial, o Cruzeiro estava a agir correctamente.
Nos últimos anos, o futebol tornou-se um desporto caro, repleto de estrelas e investimentos milionários. Para sobreviver com equipas em condições de lutar por títulos e manter os craques, só temos duas saídas: gerar receitas e mostrar competência na busca e formação de promessas. Diversos exemplos já demos nesse sentido e muitas vezes chegámos a ser incompreendidos. Em 2007, decidimos apostar num jovem, de apenas 19 anos, desconhecido, que jogava numa equipa da terceira divisão, acreditando que ele era uma grande promessa. Ao anunciar a sua contratação, sofremos uma enxurrada de críticas. O nome dele? Ramires Santos do Nascimento.
Um abraço
Zezé Perrella»