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quarta-feira, 6 de março de 2013

Van Gaal aposta em Ola John

Pese embora a estreia não ter corrido da melhor forma, Ola John continua a merecer a confiança de Van Gaal, que colocou o nome do extremo do Benfica entre o lote de pré-convocados da seleção da Holanda para os próximos jogos de qualificação para o Mundial de 2014, diante da Estónia e da Roménia.
O jovem de 20 anos contratado tinha jogado 60 minutos a titular no particular frente a Itália no mês passado (1-1), e apesar do nervosismo demonstrado na altura, que acabou por inibir o futebol que tem vindo a protagonizar ao serviço dos 'encarnados', o veterano treinador holandês parece continuar a apostar no ex-jogador do Twente. 
De resto, o extremo esquerdo do Benfica é o único representante da 'armada' holandesa em Portugal, sendo de salientar também os regressos de Sneijder, Van der Vaart e Stekelenburg, que falharam o particular com a Itália, assim como as estreias de Tonny Vilhena, Jean Paul Boetius e Mike van der Hoorn.


Eis a lista de pré-convocados:
Guarda-redes
Maarten Stekelenburg (Roma), Kenneth Vermeer (Ajax), Michel Vorm (Swansea City)
Defesas
Daley Blind (Ajax), Mike van der Hoorn (Utrecht), Daryl Janmaat, Joris Mathijsen (Feyenoord), Ricardo van Rhijn (Ajax), Stefan de Vrij (Feyenoord), Jetro Willems (PSV).
Médios
Jordy Clasie (Feyenoord), Jonathan De Guzman (Swansea City), Siem de Jong (Ajax), Adam Maher (AZ), Wesley Sneijder (Galatasaray), Kevin Strootman (PSV), Rafael van der Vaart (Hamburgo), Tonny Vilhena (Feyenoord)
Avançados
Jean-Paul Boetius (Feyenoord), Bas Dost (Wolfsburgo), Klaas-Jan Huntelaar (Schalke), Ola John (Benfica), Dirk Kuyt (Fenerbahçe), Robin van Persie (Manchester United), Arjen Robben (Bayern), Ruben Schaken (Feyenoord).

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

IFFHS elege Mourinho como o melhor do Mundo

José Mourinho foi hoje eleito pela Federação Internacional de Estatísticas de Futebol (IFFHS) como o melhor treinador do Mundo no ano de 2010. As conquistas da Liga dos Campeões, do “scudetto”, e da Taça da Itália ao serviço do Inter de Milão foram argumentos mais do que suficientes para o treinador luso arrecadar pela terceira vez na sua carreira (as outras haviam sido em 2004 e 2005) este prestigiado galardão. Na votação Mourinho levou a melhor sobre o vencedor de 2009, Pep Guardiola, ao somar 294 pontos contra os 188 do técnico catalão. A encerrar o pódio ficou o holandês Louis Van Gaal, do Bayern de Munique, com 75 pontos.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Ainda se lembra...de Guillermo Amor

Mais uma semana de futebol está a começar e com ela relembra-mos um jogador, que fazia a posição do chamado "carregador de piano", mas não foi por isso que não deixou saudades pelos relvados onde actuou.


Catalão de coração

Guillermo Amor Martinez nasceu a 4 de Dezembro, de 1967 em Benidorm, Espanha. Começou a jogar futebol nas camadas jovens do Barcelona, o médio que era apanha bolas do clube entretinha-se a dar toques com a bola e foi numa dessas ocasiões, que Johan Cruyff, na altura técnico dos catalães reparou nele. Depois de uma temporada no Barcelona B, onde jogou 49 jogos, marcando dez golos, a chegada à equipa principal aconteceu em 1988 e rapidamente pegou de estaca no onze do treinador holandês. A temporada terminou com a conquista da Taça das Taças, derrotando na final a Sampdória por 2-0. O começo da década de 90 foi de ouro para Amor, que conquistaria quatro campeonatos seguidos e uma Liga dos Campeões em 92. O espanhol acabaria por permanecer em Camp Nou até 1997, com a chegada do novo treinador Louis Van Gaal.



Passagem por Itália antes do fim da carreira

Amor viajou depois para a Florença, onde jogou por duas épocas ao serviço da Fiorentina, mas nunca se conseguiu impor na equipa titular, jogando apenas 29 encontros. Esse factor fez com que em 2000, regressa-se a Espanha para vestir a camisola do Villarreal, que tinha acabado de subir há 1ª divisão. O fim da carreira aconteceu em 2003, ao serviço do Livingston da Escócia, tendo realizado somente três partidas, sendo a melhor a de estreia com uma vitória por 3-1 contra o Lions, evitando a descida de divisão.



Ao serviço da La Roja

Guillermo Amor foi internacional espanhol por 37 vezes e marcou quatro golos, a estreia deu-se a 14 de Novembro de 1990, na derrota espanhola por 3-2 contra a antiga Checoslováquia. Amor faria parte das escolhas para o Europeu de 96, onde a 18 de Junho marcaria o tento decisivo na vitória da Espanha por 2-1 frente à Roménia, apurando a selecção para os quartos de final. Estaria também presente no Mundial de 98 e seria nesse ano, que a 5 de Setembro Amor actuaria pela última vez com a camisola roja, em nova derrota por 3-2 desta com a congénere cipriota, num jogo de qualificação para o Euro 2000.


Golo de amor ao Real Madrid que valeu o título ao Barcelona




Actualmente

Guillermo Amor fez 458 jogos, tendo marcado 58 golos. Depois de abandonar os relvados, esteve durante quatro anos, até 2003 como responsável das camadas jovens do Barcelona, acabando por sair com a chegada do novo presidente Joan Laporta e curiosamente com a saída do mesmo, Amor regressou este ano ao clube do coração para ser o director técnico da formação catalã.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Ainda se lembra...de Marc Overmars

Para começar mais uma semana agitada no futebol mundial, nada melhor que relembrar um jogador, que fez da sua velocidade uma das maiores armas para superar os seus adversários.


Uma rápida ascensão

Marc Overmars, nasceu a 29 de Março de 1973, em Emst na Holanda e foi no Epe, clube de distrito, que iniciou o seu percurso no meio futebolístico. A sua chegada aos escalões maiores da liga holandesa aconteceu em 1990, ingressando nos Go Ahead Eagles, lá esteve apenas uma época, mudando-se para o Willem II, onde ficaria também uma temporada. Apesar de ter marcado um só golo nos 31 jogos que disputou, tal facto não deixou que o Ajax deixa-se de contratá-lo e foi aí que Overmars despontou para uma carreira de sucesso. Ao longo dos cinco anos que esteve em Amesterdão, a sua velocidade e golos que foi marcando fizeram dele um dos melhores jogadores do mundo a actuar na posição de extremo direito, além de conseguir aliar uma equivalente capacidade técnica em ambos os pés, mesmo naquela posição. O Ajax comandado na altura por Louis Van Gaal era uma autêntica potência tanto a nível nacional como europeu e Marc Overmars rapidamente conquistou vários títulos, o mais saboroso chegaria em 1995 ao vencer a Liga dos Campeões, derrotando na final o AC Milan por 1-0, com um golo de Patrick Kluivert a cinco minutos do fim.


De Inglaterra até Espanha

O grande pesadelo da carreira de Marc Overmars chegaria em 1996, uma grave lesão no joelho direito colocou o extremo fora dos relvados e do Europeu desse ano. Porém tal como o Ajax havia visto nele boas características aquando da sua passagem pelo Willem II, a longa paragem não fez adormecer essa mesma habilidade e em 1997 o Arsenal pagou ao clube holandês, 5,5 milhões de euros pelo passe de Overmars. Em Londres esteve três épocas, o suficiente para conquistar mais troféus. A velocidade mantinha-se e os golos também, destacando-se o que deu a Taça de Inglaterra, na final frente ao Manchester United e em Old Trafford, na vitória rumo ao campeonato de 98. A entrada no novo milénio trouxe uma nova experiência a Overmars, o Barcelona fez chegar aos cofres londrinos 40.600 milhões de euros, essa transferência seria a primeira na história do futebol a ser oficializada pelo próprio jogador no seu sítio oficial. Em Camp Nou, o extremo jogaria até 2004 e mesmo com toda a sua técnica a grave lesão contraída em 96, já não faziam dele o mesmo velocista de outros tempos, de tal forma que acabaria por não vencer qualquer título pelo clube catalão.


Os golos, as jogadas, a velocidade de Overmars em vídeo






O ponto final na carreira

Terminada a sua ligação ao Barcelona, o joelho direito fez com que Marc Overmars decidisse colocar de parte as chuteiras, e voltar aos Go Ahead Eagles, desta feita na função de director técnico. Porém em 2008 o extremo chocou os dirigentes do clube, ao revelar que pretendia voltar aos relvados. A decisão surgiu após um jogo de homenagem a Jaap Stam, em que Overmars participou. O seu desempenho foi de tal maneira surpreendente que foram os membros da equipa técnica dos Eagles a insistirem para que regressasse. Depois de alguns treinos, Marc aceitaria voltar a jogar com algumas condições, já que o seu joelho ainda lhe dava muito que fazer. Assim o médio criativo alinhou uma época, fez 24 jogos e apenas treinava algumas vezes durante a semana. Em 2009 e terminada a temporada, Overmars colocaria de vez um ponto final na sua carreira, exercendo até aos dias de hoje as funções de director técnico da equipa.


De laranja ao peito

Marc Overmars estreou-se pela Holanda a 24 de Fevereiro de 1993, numa partida contra a Turquia. No mundial de 98 o extremo era presença assídua no onze titular, mas o fatídico joelho voltaria a provocar-lhe dissabores no jogo contra Jugoslávia (actual Sérvia), Overmars acabaria por se lesionar, tendo o encontro seguinte frente à Argentina em risco. A Holanda derrotou os argentinos por 2-1, o extremo seria substituto utilizado, mas agravou ainda mais a lesão de tal forma que nas meias finais não saiu do banco para defrontar o Brasil, que venceria os holandeses nas grandes penalidades por. A despedida da selecção chegou em 2004, na derrota contra Portugal, na meia final do Europeu. Ao todo foram 86 as internacionalizações de Marc Overmars, tendo finalizado com sucesso por dezassete ocasiões.


Palmarés

Ao longo da carreira Marc Overmars obteve doze títulos, com destaque para os conquistados ao serviço do Ajax, onde venceu três campeonatos, uma Liga dos Campeões, uma Supertaça europeia e outra Intercontinental. Realizou um total de 401 jogos e marcou 78 golos.