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quinta-feira, 7 de junho de 2012

Stefanovic reforça FC Porto

O FC Porto contratou o guarda-redes sérvio Igor Stefanovic de 23 anos que na época passada brilhou na Liga de Honra ao serviço do Santa Clara. O guardião, de 1,93 m, estaria também na lista de reforços de Sp. Braga e Gil Vicente mas os campeões nacionais adiantaram-se com um contrato válido por um ano.
Os dragões que já neste defeso contrataram o guarda-redes Fabiano ao Olhanense deverão integrar o novo reforço na equipa B mas sempre com a perspectiva de ser chamado à principal.   

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Van der Sar pendura as luvas no final da época

E, ao fim de 21 anos como jogador sénior, o guarda-redes holandês do Manchester United Edwin Van der Sar vai despedir-se dos relvados. A decisão foi tomada há poucos dias, embora já estivesse presente na mente do guardião desde 2009.
Nesse ano, a sua esposa Annemarie sofreu uma hemorragia cerebral, que a fez lutar pela própria vida. “A partir do momento que a Annemarie teve o ataque, comecei a pensar [em abandonar o futebol]”, disse o holandês. A mulher do futebolista acabou por recuperar, o que permitiu a Van der Sar fazer mais uma temporada pelo Manchester United. Porém, “assim que a [presente] temporada começou, a ideia voltou com maior ênfase” e, desta feita, poderemos habituar-nos à ideia de não tornar a ver Van der Sar a defender as redes dos Red Devils.
Van der Sar tem 40 anos e um invejável palmarés: sete vitórias em campeonatos internos (pelo Ajax e pelo Manchester United), uma taça UEFA, uma Supertaça Europeia e duas Ligas dos Campeões, entre muitas outras conquistas.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Futsal Nacional: Bebé continua de "Águia ao Peito"!

Euclides Vaz, conhecido no mundo do Futsal por “Bebé”, renovou o vínculo que o ligava ao Sport Lisboa e Benfica.

O guarda-redes internacional português de 27 anos, que na temporada passada viveu uma das melhores épocas da sua carreira em termos individuais, confessa-se feliz por representar um emblema com a grandeza do Benfica.

Para Bebé, «os motivos são muitos e óbvios» no que à renovação diz respeito: «É uma grande instituição e tem-me dado muito. É uma equipa que luta para ganhar títulos e aquilo que um jogador mais quer é ganhar títulos. Depois, é a estabilidade que o Benfica me dá. Já estou cá há quatro anos e sinto-me bem e feliz».

O guardião “Encarnado” salientou ainda que o Benfica «é uma equipa que dá muita visibilidade», recordando, em declarações à Benfica TV, que em 12 títulos possíveis venceu, ao serviço das “Águias”, 10. Facto que deixa qualquer atleta satisfeito e orgulhoso: «Acho que isto, por si só, demonstra a grandeza do Benfica e a ambição do próprio clube».

Em relação à próxima época, Bebé deixou bem claras as metas que o grupo pretende alcançar. «Os objectivos do Benfica são todos os anos vencer as competições nas quais estamos inseridos. Neste ano que virá será a Taça de Portugal, o Campeonato e a UEFA Futsal Cup. São objectivos muito aliciantes, principalmente revalidar o título da UEFA Futsal Cup, o que será também inédito numa equipa portuguesa ».

Depois desta afirmação da ambição “Encarnada”, o experiente guarda-redes das “Águias” não podia deixar de prometer aos adeptos empenho e dedicação: «São objectivos que me atraem muito e pelos quais vamos lutar intensamente para os conseguir obter.».

Bebé foi contratado ao rival Sporting na temporada 2006/2007 e, desde aí, tem vindo a revelar-se um dos grandes valores, no que aos guarda-redes de futsal diz respeito, do nosso país.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Guarda-redes: De que tipo?

Muito se tem especulado, nos últimos tempos, sobre qual será o guarda-redes ideal para defender as “redes” da nossa Selecção. Desde o afastamento de Quim, e fruto das suas boas exibições, Eduardo (Sporting de Braga) e Beto (Leixões) têm sido apontados como os principais candidatos à vaga. Contudo, embora o primeiro tenha alcançado a titularidade no particular contra a Finlândia, Beto não foi convocado. Este facto surpreendeu a opinião pública e gerou até alguma contestação.
Qual terá sido o motivo que levou a esta decisão de Queirós? Em que critérios assentará a escolha do guarda-redes para a “equipa de todos nós”?
A selecção do guarda-redes está dependente do perfil definido pela equipa técnica. Nem todos os atletas que ocupam esta posição são indicados para integrar o plantel, pois podem não se adequar ao modo de jogar da restante equipa. Podemos concluir, a partir daqui, que existem tipos diferentes de “redes”, dos quais se destacam os tipos A e R, e que é fundamental a interacção entre o “homem entre postes” e os jogadores de campo. Afinal, o futebol é um desporto colectivo disputado por conjuntos de 11 (e não 10) elementos!
Mas, o que caracteriza um guarda-redes tipo A? E um tipo R?
Os atletas tipo A são mais calmos, controlados e confiantes. Para além disso, envolvem-se no jogo e estão sempre prontos para ajudar os colegas, pois procuram adaptar a sua acção à do restante colectivo. Por exemplo, quando a equipa se encontra numa situação ofensiva e “sobe”, os guarda-redes deste tipo avançam até próximo da entrada da grande área com o objectivo de “juntar linhas” e “cobrir” o adiantamento da linha defensiva. Verifica-se, através desta situação, que estes atletas não se limitam ao seu papel “entre postes” e buscam a integração no “jogar” do grupo. Pode-se dizer que estes guarda-redes são aqueles que mais “pensam” o jogo, daí o seu nome “Guarda-redes de Antecipação” (antecipam as jogadas e as acções em campo). Quim e Helton são guarda-redes tipo A.
Já os atletas do tipo R são excêntricos, fisicamente fortes e muito empenhados no seu trabalho, apresentando grande vontade de evoluir. Para além disso, são nervosos e inseguros. Talvez por essa razão, se centrem mais na sua acção, não adaptando o seu modo de jogar ao do conjunto. Estes atletas não assumem uma dimensão táctica e colectiva, funcionando um pouco “ à parte” dos jogadores de campo. Ao contrário do tipo anterior, não “pensam” o encontro, agem por impulsos (daí a designação de “Guarda-redes de Reacção”). Ricardo e Moretto são atletas deste tipo.
É importante realçar que não existem apenas estes dois tipos de guarda-redes. Estes consistem apenas nos extremos. Outro facto a ter em conta é que existem atletas de grande qualidade representando cada um dos tipos referidos. Não se pode afirmar que o tipo A é melhor que o tipo B, ou vice-versa. O melhor tipo é aquele que, tal como já foi dito, é mais concordante com o “jogar” apresentado pelo colectivo e/ou pretendido pelo treinador. No caso da nossa Selecção, e tendo em conta o seu modo de actuar, facilmente se conclui que o tipo mais adequado é o tipo A. Na “Equipa Portugal” é fundamental que o “homem da baliza” seja capaz de se manter calmo e seguro, orientando a equipa nas situações defensivas e mostrando-se disponível e integrado no jogo nos momentos de transição ofensiva.
Após esta reflexão, podemos agora compreender um pouco melhor o porquê da ausência de certos “redes” na convocatória de Queirós. Tudo está relacionado, entre outros aspectos, com o tipo de guarda-redes pretendido e o perfil traçado. No momento da escolha, é preciso seleccionar um atleta capaz de completar a equipa, de lhe transmitir segurança e confiança e, que ao mesmo tempo, seja capaz de defender o melhor possível a baliza. Este último ponto, é apenas mais uma condição a avaliar no momento da decisão, e não o único aspecto a analisar.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Quem quer ser Guarda-Redes?

Todos temos consciência que, de momento, o futebol Português atravessa uma fase difícil no que diz respeito á posição do guarda-redes: existem cada vez menos atletas a manifestarem o desejo de jogar nessa posição; apenas os clubes maiores dispõem de treinadores e planos de formação e treino para estes atletas o que, consequentemente, nos conduz a uma falta de bases técnico-tácticas quase generalizada…
A par de tudo isto, assistimos ainda a uma constante desvalorização do papel do guarda-redes em campo, quer por parte dos aficionados do desporto-rei, quer por parte da imprensa desportiva. O “redes” é uma peça à parte, caída no esquecimento!
Contudo, nos maus momentos é relembrado, e a culpa é sempre do guarda-redes! É claro que, com isto, não estou a querer dizer que o “redes” está sempre isento de culpa! Apenas pretendo realçar a ideia de que o futebol é um jogo de EQUIPA e, portanto, se as glórias são partilhadas, o mesmo deve suceder com as derrotas!
Vejamos, por exemplo, o caso das duras críticas que têm sido ultimamente apontadas ao guardião da Luz: No encontro da última jornada entre Benfica e Vitória de Setúbal, todos se aperceberam certamente que a equipa entrou demasiado passiva em campo. Essa situação veio a alterar-se nos primeiros quinze minutos da segunda parte, chegando mesmo os “encarnados” ao golo. Após alcançarem a vantagem, no entanto, começaram a perder a “garra” e o domínio que até aí os caracterizara. Permitiram ao adversário fazer circular a bola e progredir até à sua grande área, aumentando a confiança dos mesmos. Esta passividade indiciava que os três pontos poderiam mesmo vir a escapar na fase final do encontro. E foi isso que sucedeu, mas não por exclusiva culpa de Quim. Na verdade, se a defesa encarnada não tivesse desorganizado as marcações, dando o espaço necessário ao jogador sadino para realizar o pontapé de bicicleta, o “redes” benfiquista nem teria necessidade de intervir. O erro começa muito antes daquele lance e, apenas termina no “azar” de Quim.
É triste que quem o culpa não tenha reparado nesse detalhe e também não tenha reparado que, em campo, juntamente com ele, figuravam mais 10 jogadores. Jogadores esses com bastante influência no resultado final. É, em grande parte, esta atitude de depreciação desta peça -chave do futebol (sim, porque sem “redes” não há jogo), e o enaltecimento incansável dos jogadores de ataque e suas fintas, que faz com que cresça o desinteresse pela posição, o que nos impede de evoluir e levar os nossos atletas a ocuparem o pódio no top dos guarda-redes mundiais!
É, portanto, essencial, prestar mais atenção e procurar conhecer melhor o que caracteriza um bom guarda-redes. O investimento em formação nesta área, para treinadores e atletas, e a elaboração de críticas mais construtivas relativamente ao trabalho dos “homens entre postes”, sobretudo a nível nacional, são acções importantíssimas e urgentes! É muito fácil “apontar o dedo” e conjecturar sobre a facilidade do lance e o tamanho do “erro”, mas a verdade é que só quem passa por elas é que consegue avaliar a situação com clareza e apresentar um juízo elucidativo e enriquecedor!
A verdade é que, na baliza, só não falha quem nunca teve nos ombros a responsabilidade de a defender! Se queremos deixar de dar o passo maior que a perna, então antes de exigirmos exibições perfeitas e um maior leque de escolhas para a baliza, têm de ser oferecidas condições para que os atletas ganhem, primeiro, bases técnico-tácticas e psicológicas, e mais tarde sejam capazes de se aperfeiçoarem. Estas condições de trabalho devem ser generalizadas a todos os clubes. Cabe à Federação promover, em colaboração com as Associações Regionais, acções de formação, acessíveis mesmo aos clubes com menos recursos, de maneira a que esta área seja trabalhada de forma cada vez mais adequada e profissional!
Enfim, é hora de olhar para esta classe futebolística com outros olhos e começar a promover mais actividades que informem e alertem a população em geral para aquilo que é “SER GUARDA-REDES”. Iniciativas como aquela que a Académica de Coimbra, através de Pedro Roma, organizou no passado dia 1 de Dezembro devem ser apoiadas e repetidas! Neste seminário, várias personalidades de renome (Silvino Morais, Ricardo Peres, Fernando Brassard, Luís Matos…) procuraram elucidar, atletas e profissionais ligados ao desporto e saúde, sobre os vários aspectos do treino do guarda-redes.
Em vez de se encherem capas de jornais com “frangos”, vamos começar a dar relevância àquilo que se está a fazer para contornar as dificuldades e dar a conhecer à opinião pública aquilo que a maioria desconhece sobre esta posição (que infelizmente é bastante). Isto é que é notícia, isto é que é relevante! Em que é que contribui para a evolução do futebol no nosso país, encher “páginas e páginas” de desmotivação para um guarda-redes? Em que é que ajuda o atleta a melhorar? Cabe a cada um de nós resolver este “problema” que tem preocupado bastante aqueles que adoram e vivem o futebol!