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segunda-feira, 1 de julho de 2013

Taça das Confederações: Brasil encontrou o antídoto para o 'tiki taka'

O Brasil venceu a Taça das Confederações depois de derrotar na final a Espanha, por 3-0. A seleção 'canarinha' não deu hipóteses aos atuais campeões do Mundo e da Europa, sendo que a vitória do 'escrete' no estádio do Maracanã começou a desenhar-se desde muito cedo. Logo aos 2 minutos de jogo, após cruzamento de Hulk e algum atabalhoamento na grande área, Fred conseguiu, já no chão, empurrar para o fundo das redes, uma vez mais à guarda de Iker Casillas. Esperava-se uma resposta convincente por parte da 'Roja', mas a verdade é que a equipa foi muito bem manietada, sobretudo pelo meio campo do Brasil, com Luís Gustavo e Paulinho a exercerem forte pressão sobre os portadores da bola, e com toda a equipa a defender com bastante agressividade, o que deu pouco tempo e espaço para os 'cérebros' de Espanha, como Xavi e Iniesta, de colocarem em prática o seu futebol. Ainda assim, num lance de contra-ataque, quando a partida se aproximava do intervalo, Pedro Rodriguez teve o empate nos pés. O jogador do Barcelona, já dentro da área, desviou a bola do guarda-redes Júlio César, mas, mesmo em cima da linha de golo, apareceu David Luiz a atirar a bola para fora. Não marcou... sofreu. Mesmo em cima do minuto 44, Neymar, após brilhante passe de Óscar, ficou na 'cara' de Casillas e fuzilou o guardião espanhol com o pé esquerdo.

O Brasil saía para o descanso com uma vantagem de dois golos, e uma segunda parte que prometia. Só que os 'canarinhos' voltaram a entrar com tudo e ao terceiro minuto já estavam novamente a festejar, uma vez mais por Fred, que culminou da melhor forma uma excelente jogada de envolvimento da equipa brasileira.

Já com Jesús Navas em campo, Espanha mostrou-se mais afoita e o rumo da partida até podia ter conhecido outros desenvolvimentos ao minuto 60, quando a 'roja' dispôs de uma grande penalidade a seu favor. Mas Sergio Ramos, o escolhido para a apontar, rematou para fora, e a equipa quebrou, sobretudo em termos anímicos e tudo ficou definitivamente perdido quando Piqué foi expulso, ao minuto 69, por derrube a Neymar quando este se isolava para a baliza espanhola.

A partida entrou depois numa toada mais morna, com os 'canarinhos' a tentarem controlar o ritmo do jogo e a aproveitarem o desgaste físico espanhol. Apesar disso, o resultado não viria a sofrer mais alterações até ao fim, mas ninguém pode colocar em causa a justiça do marcador.

Reveja aqui os principais lances da partida:

Itália arrecada 'Bronze'

Na outra partida, de atribuição do terceiro lugar na competição, a Itália superiorizou-se ao Uruguai, numa partida que apenas foi resolvida nas grande penalidades. Contudo, desta feita, ao contrário do que sucedera contra Espanha, a 'Azurra' viu a sorte sorrir-lhe, vencendo por 3-2. Ainda assim, o jogo foi intenso, aberto e com dosi golos para cada lado no tempo regulamentar. Astori abriu o marcador para a Itália ao minuto 24, o Uruguai respondeu por Cavani aos 58 minutos. Contudo, Itália voltaria a adiantar-se na partida, desta feita por Diamantei, ao minuto 73, mas apenas cinco minutos depois, novamente Cavani voltou a restabelecer a igualdade. No prolongamento não houve alterações (a única nota de registo foi a expulsão de Montolivo) e na marca dos 11 metros, Buffon foi o herói ao defender os remates de Forlán, Cáceres e Gargano.

Veja aqui o resumo da partida:





quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Balotelli e dois... astronautas


Ontem, no jogo particular entre a Holanda e a Itália que terminou empatado 1-1, Mario Balotelli protagonizou mais um lance caricato. Numa disputa de bola perto da linha lateral, o avançado italiano perdeu o controlo da bola, depois de se ter distraído com dois... astronautas, que estavam nas bancadas. Balotelli reagiu da pior forma, rematando a bola contra os painéis publicitários.

Aqui fica o video do incidente:




sexta-feira, 13 de abril de 2012

Giuseppe Rossi falha Euro 2012

Giuseppe Rossi, internacional italiano de 25 anos, vai falhar o Euro 2012. O avançado do Villarreal voltou a contrair uma rotura nos ligamentos do joelho direito, depois de ter sofrido idêntica lesão em Outubro do ano passado. Rossi vai ficar afastado dos relvados nos próximos seis meses, ficando de fora das escolhas de Cesare Prandelli.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

O penálti mais insólito de sempre

Aconteceu em Itália, num jogo que valia a subida à 6ª divisão. A partida entre o Termeno e o Dro estava empatado 4-4 em grandes penalidades quando Michael Palma rematou à trave, para desespero da equipa do Termeno. O guardião adversário festejava o falhando do adversário... mas o lance não tinha acabado.

Após ter batido na trave, a bola subiu, caiu no relvado, voltou para trás... e entrou na baliza, sem que o guarda-redes e Michael Palma tivessem dado conta. No lance seguinte, o guarda-redes do Termeno acabaria por defender a grande penalidade, que valeu a subida de divisão à sua equipa.

O golo foi contestado pela equipa do Dro, mas a verdade é que o golo foi legal, pois as regras ditam que o lance da grande penalidade «só termina quando a bola ficar imóvel, desde que não haja um segundo toque por parte do marcador do penálti ou que não saia do terreno de jogo».

Veja o insólito penálti:

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Inter com lista de luxo para reforços

» Moratti faz sonhar adeptos
O presidente do Inter de Milão Massimo Moratti, em entrevista a uma televisão italiana, apontou alguns nomes que interessam aos «nerazzurri» para a próxima época, embora assuma as dificuldades que poderá ter em negociar os atletas.

Entre os nomes avançados pelo dirigente, o destaque vai para Lionel Messi, ele que é há muito um sonho para o clube milanês. O goleador Edison Cavani, o mágico Javier Pastore e o explosivo Aléxis Sanchéz - todos estes a jogar em Itália - completam o lote de jogadores desejados por Moratti.

Por sua vez, o diário britânico "Daily Mirror" avança que o Inter também está interessado, a par do Liverpool, em Eden Hazard, craque do Lille que é apelidado de "Cristiano Ronaldo belga".

quarta-feira, 23 de março de 2011

Sub-23: Portugal bate Itália após reviravolta sensacional

A selecção portuguesa de sub-23 venceu esta tarde a Itália por 2-3 e qualificou-se para a final do International Challenge Trophy. Os italianos chegaram a estar a vencer por 2-0, mercê dos golos de Falcinelli (10') e Ficarrotta (15'), mas a equipa das Quinas reagiu e reduziu por intermédio de Orlando Sá, aos 46 minutos, chegando ao empate ao minuto 86, através de uma grande penalidade apontada por Candeias. A reviravolta consumou-se na segunda parte do prolongamento, através do tento de Carlos Saleiro.

Portugal vai agora defrontar a Inglaterra na final do torneio, em Wembley.


terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Thiago Motta na «squadra azzurra»


Thiago Motta foi convocado por Cesare Prandelli para o particular entre a Itália e a Alemanha que se realiza amanhã no Signal Iduna Park em Dortmund.

O médio de 28 anos, que ingressou no Inter de Milão na época de 2009-2010 pela mão de José Mourinho, pode agora conquistar a primeira internacionalização pelos azurri.

Curiosamente, Motta jogou por 2 vezes na selecção brasileira que em 2003 participou na Gold Cup, mas a FIFA considerou que esse facto não era impeditivo para a mudança uma vez que essa equipa era apenas composta por jogadores sub-23.



domingo, 30 de janeiro de 2011

Serie A: AC Milan e Inter de Milão vencem

Goleador » Pazzini bisou na sua estreia pelo Inter
O AC Milan não desarma na luta pelo título da Serie A. A equipa milanesa venceu no terreno do Catania por 0-2, golos de Robinho e Ibrahimovic, num jogo que ficou ainda marcado pela expulsão de Van Bommel - o médio holandês fazia a sua estreia pelos «rossoneri». O Milan é líder com 47 pontos, mais quatro que Nápoles, segundo classificado, que goleou, em casa, a Sampdória por 4-0. Hamsik e Cavani, este último com um hat-trick, marcaram para os «azzurri».

A estreia de Pazzini ao serviço do Inter dificilmente poderia ter sido melhor. Em San Siro, os «nerazzurri» chegaram ao intervalo do jogo com o Palermo a perder por 0-2, golos de Miccoli e Nocerinio mas na segunda metade Pazzini respondeu com um bis precioso. Pelo meio, Pastore desperiçou uma grande penalidade, que daria o 1-3 à equipa do Palermo, cabendo a Eto'o dar a vitória ao Inter, na marcação de um penálti. O Inter está na quinta posição, a nove pontos do líder, mas com um jogo a menos.

Acima dos campeões europeus na tabela classificativa, a Lázio continua na terceira posição, com 40 pontos, depois da vitória por 2-0 frente à Fiorentina, com um bis de Kovac. A Roma, quarta classificada, viu a sua partida frente ao Bolonha ser adiada, devido a um forte nevão.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Itália: Miguel Veloso pode rumar à Fiorentina

Miguel Veloso, 24 anos
De acordo com a imprensa transalpina, Miguel Veloso pode trocar o Génova pela Fiorentina já este mês. As direcções de ambos os clubes estão reunidas e a discutir a possibilidade de trocar o passe do ex-jogador do Sporting pelo de Filipe, defesa brasileiro de 26 anos.

Miguel Veloso foi titular em 12 dos 20 jogos já realizados pelo Génova na Serie A e só por uma vez cumpriu os 90' minutos. O internacional português chegou a Génova no Verão passado, a troco de 7 milhões de euros, mais o passe de Zapater, mas ainda continua sem corresponder às expectativos dos adeptos do clube italiano.

Juventus continua na pista de Veloso
De olho no jogador desde que este começou a brilhar no Sporting, a Juventus pode intrometer-se no negócio entre Génova e Fiorentina. O emblema de Turim já havia manifestado, em Outubro passado, a vontade de garantir o médio no mercado de Inverno, mas até à data ainda não apresentaram nenhuma proposta ao Génova. Contudo, a equipa orientada por del Neri continua em busca de um reforço para o meio-campo e pode apresentar uma proposta por Veloso nos próximos dias.

Transferências de Inverno:
Fiorentina » Neto (ex- Atlético Paranaense);
Juventus » Luca Toni (ex-Génova);
Génova » Abdoulay Kono (ex-Sevilha), Floro Flores (ex-Udinese), Marchetti (ex-Cagliari), Juraj Kucka (ex-Sparta Praga), Paloschi (ex-Parma), Jelenic (ex-Koper), Luca Antonelli (ex-Parma).

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Italiano Buffon é para a IFFHS o melhor guarda-redes da última década

A Federação Internacional de Estatísticas de Futebol (IFFHS) prossegue por estes dias a sua tarefa em distinguir os futebolistas e treinadores que mais se têm destacado ao longo dos últimos tempos. Hoje foi a vez do italiano Gianluigi Buffon ser eleito o melhor guarda-redes da última década. Desde 2001 a defender a baliza da Juventus o internacional de 32 anos foi eleito com um total de 182 pontos, seguido de muito perto pelo espanhol Iker Casillas, com 177, último atleta este que ontem, recorde-se, foi nomeado como o melhor guardião de 2010. A encerrar o pódio para melhor “número 1” da década ficou o checo Petr Cech com um total de 138 pontos.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Ainda se lembra...de Gianfranco Zola

A fechar mais uma semana de muito futebol falamos daquele que foi um dos melhores médios de sempre dos anos 90. Apesar da sua baixa estatura a grandeza da sua qualidade futebolística sempre se conseguiu impor, deixando por isso várias recordações nos relvados por onde passou.



Sempre a subir


Gianfranco Zola nasceu a 5 de 1966 em Oliena, Itália tendo começado a jogar no clube da terra o Nuorese Oliena, no qual nunca chegou a actuar pela equipa principal, estávamos no ano de 1980 e por lá ficou durante três épocas até se transferir para o Nuorese da quarta divisão italiana. Foi aí que as suas características começaram a sobressair, marcando dez golos em 31 jogos, o que lhe valeu uma nova mudança de clube em 1986, o Torres, que também disputava a mesma divisão do Nuorese. Foi aqui que Zola conquistou o seu primeiro título como profissional, ao vencer a Serie C-2, tendo um papel determinante na equipa.


De Nápoles a Parma

As boas exibições no Torres, levaram em que 1989 os dirigentes do Nápoles levassem Zola para o clube que vivia sobre o reinado de Diego Maradona, do qual aliás o médio italiano diz ter aprendido tudo o que sabe sobre o futebol. Na primeira temporada, Zola fez apenas sete jogos tendo marcado dois golos, o suficiente para conquistar o scudetto. Só que dois anos depois, Maradona seria apanhado nas malhas do doping por consumo de cocaína, Zola assumiu então o controlo do meio campo, mas com a saída do astro argentino o clube caiu não só em relação a títulos, mas também a nível financeiro o que levou os dirigentes do Nápoles a terem de vender os seus jogadores mais influentes, entre os quais Zola. Decorria o ano de 1993, quando o jogador italiano se mudou para Parma onde viveria os seus primeiros pontos altos da carreira, logo naprimeira época ao serviço dos gialloblu, Zola conquistou a Supertaça Europeia, que naquela altura era jogada a duas mãos. Depois de perder no Estádio Enio Tardini por 0-1 frente ao AC Milan, o Parma foi a San Siro derrotar os rossoneri por 0-2, levando assim o troféu. Em 1995 novo triunfo europeu, desta vez a extinta Taça UEFA, e novamente frente a uma formação italiana, a Juventus. Vitória fora por 0-1 na primeira mão e uma igualdade a um golo, foram suficientes para Zola, que era dono e senhor do meio campo vencer mais uma competição. No entanto o ano de 96 seria o culminar da permanência do médio em Parma, as chegadas de Hernan Crespo e Stoichkov aliadas ao estilo táctico de Carlo Ancelloti, que em nada favorecia o futebol de Zola, levaram a que o médio tivesse de rumar para outras paragens.


Herói em Inglaterra

A meio da temporada de 1996, Gianfranco Zola mudava-se para Londres, mais propriamente para Stamford Bridge, onde consolidaria o seu nome no mundo do futebol com a camisola do Chelsea. Apesar de chegar com o campeonato a decorrer, Zola depressa ganhou espaço na equipa, fruto da sua grande habilidade com a bola, tornar-se-ia uma das peças fulcrais para a conquista da Taça de Inglaterra em 1997, derrotando na final o Middlesbrough por 2-0 e com ele um jejum de 26 anos sem títulos dos blues. A segunda época seria ainda melhor para Zola, titularíssimo no meio campo do Chelsea, o médio italiano levou o clube "às costas" e mais três troféus, a Taça da Liga, a Taça das Taças, onde até começou no banco, mas vinte segundos após ter entrado a meio da segunda parte, Zola fez único golo com que os blues derrotariam o Estugarda. A finalizar a temporada mais uma final vencida desta feita a Supertaça Europeia, também por 1-0 contra o Real Madrid. A idade começou então a pesar nas pernas de Gianfranco Zola, mas o médio ainda conseguiu dar o seu contributo para que o Chelsea vencesse mais uma Taça de Inglaterra, mas o ponto alto foi mesmo a qualificação histórica para a Liga dos Campeões, onde o clube nunca tinha participado. Entre 2000 e 2002, Zola perdeu cada vez mais espaço na equipa, sendo quase sempre suplente dos atacantes da altura Gudjohnsen e Jimmy Hasselbaink, voltando em grande no último ano com a camisola do Chelsea, marcando 16 golos e mais uma presença na liga milionária. A camisola 25 do Magic Box, como ficou apelidado pelos adeptos londrinos foi então retirada para sempre da equipa, para que nenhum jogador a pudesse envergar.


Veja os melhores golos de Gianfranco Zola




Regresso a Itália para o fim de carreira

Em 2003 Gianfranco Zola regressou a Itália para fazer as suas duas últimas épocas como jogador de futebol, o clube escolhido foi o Cagliari, que aquando da chegada do médio estava na segunda divisão. Zola conseguiu levar o clube de novo há Serie A, para na época seguinte colocar um ponto final na sua carreira uma semana antes de fazer 39 anos.


Curta passagem pela selecção

Gianfranco Zola não teve uma carreira de sucesso no que toca há selecção nacional italiana. A sua estreia aconteceu a 13 de Novembro de 1991, num jogo de qualificação para o Euro92, frente à Noruega, que terminou empatado a uma bola. Curta foi também a sua passagem pelo Mundial de 94, onde foi expulso contra a Nigéria após ter entrado onze minutos antes, não voltando a fazer qualquer jogo apesar da Itália ter chegado à final. Os seus primeiros golos surgiram a 25 de Março de 1995, na vitória por 4-1 frente à Estónia, em jogo de qualificação para o Euro96, onde voltaria a estar e de novo em mau plano, já que falhou o penalti contra a Alemanha, que deixou a Itália eliminada logo na fases de grupos. A sua última das 35 internacionalizações aconteceu em Outubro de 1997, numa partida disputada em Roma diante da Inglaterra, renunciando a sua ida à selecção depois de não ser convocado para o Mundial de 98 em França.


Actualmente e Palmarés

Hoje em dia temos a oportunidade de ver Gianfranco Zola como treinador do West Ham United. Ao longo dos 21 anos de carreira fez 629 jogos e marcou 193 golos, conquistou dez títulos a nível de clubes, onde se destacam o campeonato ao serviço do Nápoles, as duas Taças Supertaças Europeias pelo Parma e Chelsea, bem como a Taça UEFA ganha com o emblema gialloblu e a Taça das Taças com a camisola dos londrinos. Individualmente foi eleito o melhor jogador da Liga Inglesa, sendo o único jogador a vencer este prémio tendo chegado a meio da temporada, em 1997 e foi eleito o melhor jogador do ano por duas vezes, 1997 e 2003.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Ainda se lembra...de Dejan Savicevic

No começo de uma nova semana trazemos em memória, um dos jogadores que marcou o futebol sérvio não apenas nos últimos anos, como em toda a sua história e que criou momentos que jamais serão esquecidos.


Uma estrela em ascensão

Dejan Savicevic nasceu a 15 de Setembro de 1966, Titograd, Montenegro na antiga Jugoslávia e desde cedo mostrou ter uma grande afinidade para a arte do futebol. Aos 15 anos começou a jogar na equipa da sua terra natal, mudando-se depois para o Buducnost da Primeira Liga e por lá jogou seis temporadas, marcando 35 golos em 131 jogos. Ora esses números levaram a que, com 21 anos Savicevic se transferi-se para um dos mais poderosos clubes do país, o Estrela Vermelha, decorria o ano de 1988. A primeira temporada não correu da melhor forma, já que foi obrigado a cumprir o serviço militar, tendo apenas ordem para jogar nos jogos das competições europeias ou da selecção nacional. Savicevic fez a sua primeira apiração pela equipa de Belgrado em Setembro, na partida inaugural da Liga dos Campeões, frente ao Dundalk da Irlanda e a estreia não podia ter sido melhor, vitória por 3-0, com o avançado a marcar um dos golos. Viriam depois os jogos a eliminar e Savicevic apareceu para defrontar o AC Milan, após uma igualdade a um nos dois jogos, a partida foi resolvida na Jugoslávia na marcação de grandes penalidade, com os italianos a levarem a melhor por 4-2, com Savicevic a falhar um dos castigos máximos. Porém as temporadas seguintes seriam de consagração para Dejan, que ajudaria o Estrela Vermelha a vencer três campeonatos consecutivos, 89/90, 90/91 e 91/92, além de duas Taças Jugoslavas e uma Liga dos Campeões.



Entre a luz e o ofuscar de Itália

Consagrado na Jugoslávia, chegava a hora de Savicevic mudar de ares e rumar até Itália, para aqueles que viriam ser mais anos de conquistas e glória. Em 1992, o AC Milan pagou ao Estrela Vermelha 9,4 milhões de euros pelo passe do jugoslavo, para o juntar a um plantel, que também via chegar Jean-Pierre Papin, Zvonimir Boban, Gianluigi Lentini e Stefano Eranio. A estreia na Seríe A, aconteceu a 13 de Setembro, dois dias antes de fazer 26 anos, com Fábio Capello ao comando, o Milan renovaria o título de campeão, mas com Savicevic a passar em segundo plano jogando apenas dez e jogos e apontando quatro golos. Dejan não se conseguia impôr na equipa rossoneri, já que naquela época imperava a lei da UEFA de só poderem actuar três estrangeiros no onze inicial e com Van Basten, Gullit, Rijkaard, Papin, Boban, o médio ofensivo via o seu espaço reduzido. A relação entre Capello e Savicevic não era das melhores e o ponto de ruptura aconteceu, quando o jogador ficou fora dos convocados para a final da Liga dos Campeões de 1993, frente ao Marselha, em Munique. Mas eis que a na época seguinte as coisas mudariam a favor de Savicevic, já que Van Basten, Rijkaard e Gullit abandonavam San Siro, deixando o trio de estrangeiros entregue a Boban, Papin e Savicevic. Embora não fosse ainda um titular indiscutível e mesmo sem marcar qualquer golo nos vinte encontros em que participou na Serie A, a grande visão de jogo e técnica do médio criativo, levaram o Milan ao scudetto e a mais uma conquista da Liga dos Campeões, coroando a sua exibição com um chapéu fantástico a Zubizarreta na vitória por 4-0 frente ao Barcelona de Johan Cruijff. Ainda assim a sua relação com Capello permanecia inalterável, valendo a Savicevic um excelente entendimento que tinha com o presidente Sílvio Berlusconi, que o apelidaria de Il Genio. A temporada de 94/95, deixou o AC Milan a meio da tabela no campeonato, mas a nível europeu a equipa chegaria pelo terceiro ano consecutivo à final da Liga dos Campeões, antes nas meias finais Savicevic marcou dois dos três golos, com que o clube eliminou o Paris Saint-Germain, mas falharia a final por lesão, embora o médio tivesse insistido que estava em condições de jogar. No jogo decisivo o Milan acabaria por cair ao pés do Ajax e de um golo de Patrick Kluivert a cinco minutos do fim. Dejan Savicevic abandonaria Itália em 1998, levando consigo 144 jogos e 34 golos, mais sete títulos, entre os quais três campeonatos, uma Liga dos Campeões e uma Supertaça Europeia. Apesar de toda a sua técnica, visão de jogo e dedicação ao clube, a imprensa transalpina acusou sempre o médio de nunca se esforçar em encontros contra equipas mais fracas e de querer apenas sobressair nos grandes encontros.




Fins de carreira

Dejan Savicevic teria uma nova passagem muito rápida pelo Estrela Vermelha em 1999, jogando somente três jogos, mudando-se logo a seguir para Viena onde actuaria ao serviço do Rapid por duas épocas, não tendo conquistado qualquer título, marcando 25 golos nos 44 jogos disputados e foi em Maio 2001, que decidiu pendurar as botas para seguir carreira como treinador. O seu primeiro cargo foi nada mais nada menos, do que comandar a selecção da já Sérvia e Montenegro, nas poucas esperanças de ainda estar presente no Mundial de 2002. A selecção precisava de vencer na Rússia para ainda lutar pelo segundo lugar no grupo, mas o empate 1-1 comprometia ainda mais o apuramento. Seguiram-se depois três triunfos, até ao jogo decisivo frente à Eslovénia, o triunfo era imperial, mas mesmo a jogar em casa os sérvios não foram além de nova igualdade a um golo, ficando assim fora do Campeonato do Mundo. Savicevic colocou então o lugar à disposição o que não foi aceite pelos membros da Federação, que o convenceram a liderar a selecção rumo ao Euro 2004. Só que após uma derrota embaraçosa por 1-2 frente ao Azerbeijão, o ex-futebolista acabaria mesmo por abandonar o cargo, com um registo de quatro vitórias, onze derrotas e dois empates.




As melhores jogadas, os golos e fintas de Savicevic






Ao serviço da selecção

Savicevic fez a sua estreia pela antiga Jugoslávia a 26 de Outubro de 1986, quando ainda jogava no Buducnost, num jogo do apuramento para o Euro 88 frente à Turquia, marcando o quarto golo na vitória por 4-0. No entanto o técnico Ivica Osim, com que teve uma relação conturbada não o convocaria para o importante jogo diante da Inglaterra, que acabaria com o triunfo inglês por 2-0. O jogador teria de esperar um ano para voltar a ser chamado à selecção, num jogo frente à Irlanda do Norte, com vitória jugoslava por 3-0. Tudo isto deixava para Belgrado novo encontro marcado frente aos ingleses, para decidirem qual deles estaria presente no europeu. Savicevic voltou a não ser chamado e a Inglaterra goleou por 1-4. Seguiu-se depois a qualificação para o Itália 90, com Savicevic a cumprir o serviço militar a sua chamada à selecção chegou apenas no jogo frente à França, entrando na segunda parte para dar a volta ao jogo. A perder por 1-2 Savicevic pegou na bola e fez duas assistências para Susic e Stojkovic darem o triunfo à equipa. Esta exibição deixou por momentos o técnico Osim rendido ao médio, que já havia cumprido o serviço militar, coroando o seu regresso com hat-trick na goleada por 4-0 ao Chipre. Só que nos encontros da segunda volta Savicevic voltaria a não ser convocado, mas isso não impediu a Jugoslávia de se qualificar para o Mundial, já que a vitória no último jogo por 1-0 frente aos norugueses, aliada ao surpreendente triunfo da Escócia em Paris por 0-3, deu aos jugoslavos o primeiro lugar no grupo. O Itália 90 porém não trouxe melhoras no que à participação de Savicevic na equipa diz respeito, no jogo inaugural a Jugoslávia sofria uma pesada derrota por 4-0 frente à futura campeã Alemanha, mas os triunfos sobre a Colômbia e Emirados Árabes Unidos deram a passagem para a fase a eliminar, tudo isto com Savicevic a jogar apenas a jogar no encontro frente aos germânicos. Nos oitavos de final a Jugoslávia defrontava a Espanha, com Savicevic a ser suplente utilizado e a sofrer a falta, sobre a qual Stojkovic marcaria o golo da vitória por 1-2 no prolongamento. Apesar do seu bom desempenho, o médio foi novamente suplente no jogo dos quartos de final frente à Argentina, entrando apenas na segunda parte, com o resultado empatado a zero e a jogar com menos um, a Jugoslávia conseguiu levar o jogo para as grandes penalidades, perdendo por 3-2.




Actualmente e Palmarés

Em 2004 Dejan Savicevic assumiu a liderança da Associação de Futebol de Montenegro, cargo que ocupa nos dias de hoje. Ao longo da sua carreira de jogador, fez 394 jogos, marcou 117 golos e foi internacional por 56 ocasiões tendo apontado 19 golos. Conquistou quatorze títulos a nível de clubes, destacando-se as duas Liga dos Campeões e ficou no segundo lugar na corrida à Bola de Ouro em 1991, tendo no mesmo ano sido eleito o melhor jogador da Jugoslávia.

Série A: Lázio com liderança histórica

A Lázio continua a surpreender no campeonato italiano. A equipa de Roma venceu o Cagliari por 2-1 e aumentou para quatro os pontos de vantagem sobre o Inter, que não foi além de um empate caseiro frente à Sampdória. Os campeões em título podiam mesmo ter perdido o jogo, não fosse o golo de Samuel Eto'o - o sétimo esta temporada -, que faz dele o melhor marcador do campeonato. O AC Milan pode, inclusive, ultrapassar o Inter na classificação esta noite, caso consiga conquistar três pontos esta noite, no terreno do Nápoles.

Eduardo foi o único portugues a participar na 8ª jornada do campeonato, contribuindo para a vitória por Génova por 1-0 frente ao Catania, a terceira consecutiva. Miguel Veloso continua lesionado.

Confira os resultados da 8ª jornada da Série A:
Fiorentina 2 - 1 Bari
(Donadel 34', Gilardino 82'; Parisi 90+1')

Parma 0 - 0 Roma

Lecce 2 - 1 Brescia
(Ofere 54', Di Michele 61'; Caracciolo 19')

Lazio 2 - 1 Cagliari
(Floccari 22', Mauri 53'; Matri 59')

Genova 1 - 0 Catania
(Rossi 68')

Bolonha 0 - 0
Chievo - Cesena 2-1
Cesar (31), Théreau (90+1); Guana (45+1 c.s.c.)

Udinese 2 - 1 Palermo
(Benatia 9', Di Natale 54' g.p.; Pinilla 83')

Inter 1 - 1 Sampdória
(Eto'o 80'; Guberti 62')

Hoje:
Nápoles - AC Milan

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Ainda se lembra...de Tomas Brolin

Para o final da semana guardamos um jogador, que apesar de ter deixado cedo os relvados tem muito para contar, para além de ter conduzido a Suécia aos seus patamares mais altos nos anos 90.


Uma carreira precoce

Per Tomas Brolin, nasceu a 29 de Novembro de 1969 em Hudiksvall. Em 1984 com uns meros 14 anos teve o seu primeiro jogo oficial como profissional, ao serviço do Näsvikens IK, onde realizou 36 encontros e permaneceu duas temporadas. Brolin inscreveu-se depois na academia Fotbollsgymnasiet na cidade de Sundsvall em 1986, instituto esse que lhe permitiu fazer a sua formação académica e como futebolista. Não foi por isso de estranhar que um ano volvido tivesse assinado contrato com o GIF Sundsvall, tendo como adversário na estreia o IF Elfsborg. Em 1990, o avançado assinaria pelo IFK Norrokping, por onde teve uma passagem de meses, já que pouco depois abandonaria a Suécia.


Parma e a fatídica lesão

Com 20 anos Tomas Brolin aterrava em Itália para jogar pelo Parma, que tinha acabado de ser promovido à Serie A, e que contava com o também jovem Alessandro Melli, que em conjunto com Brolin fariam uma dupla de sucesso, marcando entre ambos 20 golos, 13 de Melli e 7 de Brolin, o que levaria o Parma ao quinto lugar no fim do campeonato e o apuramento histórico da primeira presença nas competições europeias. Se a estreia no Calcio tinha sido promissora, a segunda temporada não podia correr melhor. Brolin foi titular nos 34 jogos, marcou quatro golos e o Parma terminou no sexto lugar, mas acabaria por vencer a Taça de Itália ao derrotar na final a Juventus por 2-1, no total das duas mãos, em mais um triunfo inédito da equipa. Em 1992 a formação gialloblu, fez chegar ao seu plantel dois jogadores de renome, o argentino Sérgio Berti e o colombiano Faustino Asprilla. Estes elementos juntaram-se a Brolin, Grün e ao guarda-redes Taffarel, ora naquela altura apenas três jogadores que não fossem de nacionalidade italiana poderiam actuar no onze inicial. Brolin que até aí havia sido titular indiscutível na frente de ataque com Melli, viu o técnico Névio Scala colocá-lo no banco a maior parte da época em detrimento de Asprilla. O Parma conquistaria a Taça das Taças, derrotando na final em Wembley, o Royal Antuérpia por 3-1, e a Supertaça Europeia, isto levou a um maior reforço da equipa para a temporada seguinte. Estávamos em 1993 e chegavam ao clube Massimo Crippa e Gianfranco Zola, que colocou ainda mais em risco o espaço do jogador sueco na equipa. Brolin passou então a jogar no meio campo, deixando a ofensiva para Zola e Asprilla. A nível europeu o Parma voltaria a chegar à final da Taça das Taças, derrotando entre outros o Ajax e o Benfica, mas na final de Copenhaga e apesar de uma bola de Brolin ter acertado em cheio no poste já nos minutos finais, seria o Arsenal a vencer por 1-0. A 16 de Novembro de 1994, num jogo de qualificação para o Euro 96, Tomas Brolin partiu o pé naquela que seria a sua única e grave lesão na carreira. Numa altura em que o Parma estava a dois pontos da Juventus, que viria a sagrar-se campeã. Brolin regressaria apenas a 23 de Maio, já com os gialloblu a oito pontos de distância, para além da lesão, o avançado sueco viria a ser expulso pela primeira vez na sua carreira, na última partida do campeonato frente ao Nápoles, com somente vinte e três minutos decorridos. 1995 trouxe mais um reforço de peso para Parma, Hristo Stoichkov chegava e cada vez mais Brolin ficava sem margem de manobra, apesar de ainda ter efectuado alguns jogos Brolin percebeu, que já não havia lugar para ele e após cinco anos em Itália decidiu partir para jogar jogar com maior regularidade.


Olá e adeus Inglaterra

A chegada a Leeds aconteceu a 17 de Novembro de 1995, e a estreia de Brolin surgiu logo no dia seguinte, entrando como substituto na derrota da equipa por 2-1 frente ao Newcastle. Cedo se percebeu que o futuro de Brolin no clube não seria risonho, em duas épocas actuou somente por 20 ocasiões, tendo marcado quatro golos. A equipa não correspondeu às expectativas, e a 1 de Maio de 96, Brolin anunciou o seu regresso à Suécia para uma cirurgia no tornozelo. No regresso da nova época o técnico Howard Wilkinson disse-lhe para procurar outro clube, mas nenhuma proposta apareceu, até que em Agosto o Leeds decidiu em definitivo colocar Brolin no mercado, depois de ambas as partes entrarem em conflito. Seguiram-se dois empréstimos, o primeiro ao Zurique onde jogou apenas três jogos. Em Setembro o novo técnico do Leeds, George Graham queria de novo Brolin na equipa, mas este recusou-se a voltar levando o clube a fazer-lhe um ultimato.


Entre Parma e Leeds

A lesão contraída no tornozelo, impossibilitou a Tomas Brolin a mudança para a Sampdória e os médicos do Leeds, com receio de uma retirada precoce dos relvados observaram o atleta de forma a recuperá-lo para jogar de novo em Inglaterra. Estávamos em Dezembro de 1996, quando o próprio Brolin pagou 500 mil euros para ser emprestado ao Parma até final da época, onde efectuou onze partidas. A primeira seria apenas a 23 de Fevereiro de 97, depois de muitos treinos para recuperar a forma física, mas nunca se afirmou como titular, deixando claro aos dirigentes italianos que no fim da temporada não iriam assinar contrato com ele. O último jogo foi a 1 de Junho, no triunfo por 2-1 sobre o Verona, que deixou os gialloblu no segundo lugar do campeonato. Como tal Brolin regressou a Leeds, mas os conflitos mantinham-se ao ponto de o clube o multar em 90 mil euros, por o sueco faltar um jogo para estar presente no funeral do pai. As hipóteses de ser emprestado ao Saragoça de Espanha e ao Hearts da Escócia, saíram furadas e o fim da relação com o Leeds dar-se-ia a 28 de Outubro de 1997. Mais tarde Brolin seria eleito pela revista Times e fãs ingleses, como o segundo pior jogador numa lista de 50, que actuaram no campeonato inglês.


Encerrar a carreira nas origens

Apesar de debelada a lesão no tornozelo, Tomas Brolin nunca mais conseguiu recuperar a forma física, isso não foi motivo suficiente para que o Crystal Palace ainda o colocasse à experiência na equipa durante duas semanas. No entanto jogaria somente treze jogos, um dos quais frente ao Leeds, onde seria substituído cinco minutos depois do apito inicial, após um choque com o português Bruno Ribeiro. O Crystal Palace desceu de divisão e em Maio de 1998, Brolin regressava ao seu país natal, para se despedir dos relvados com apenas 29 anos, actuando o último quarto de hora como guarda-redes num jogo do Hudiksvall frente ao Kiruna FF.


Sucesso na Suécia

Tomas Brolin e Martin Dahlin comandaram a Suécia na sua melhor decada de sempre. Depois das meias-finais do Euro 92, onde seriam derrotados pela Alemanha por 3-2, os jovens de amarelo, em conjunto com Henrik Larsson, Kennet Andersson, Jonas Thern, Stefan Scharwz e o guardião Ravelli, fariam um Mundial de 94 fantástico. Com 23 anos Brolin estava em plena forma, um empate no jogo inaugural com os Camarões, não dava grande ânimo aos suecos, mas a vitória frente à Rússia e o empate com o Brasil, colocava-os na fase seguinte. O triunfo por 3-2 nos quartos de final frente aos romenos, levava a Suécia a novo encontro com os brasileiros nas meias finais, onde perderiam por 2-1. No entanto a formação nórdica acabaria num brilhante terceiro lugar ao golear a Bulgária por 4-0. A grave lesão contraída em 94, impossibilitou Brolin de dar o seu contributo à equipa durante o apuramento para o Euro 96, que acabaria por não ser alcançado.


Veja o vídeo do melhor de Tomas Brolin no Euro 92






Palmarés

Tomas Brolin fez um total de 280 jogos e marcou 54 golos, pelos nove clubes por onde passou, enquanto pela Suécia o avançado marcou por 26 vezes, que seriam depois convertidas em 27, já que Brolin reclamaria para si um golo atribuído ao colega de equipa Roland Nilson, tendo sido chamado por 47 ocasiões.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Ainda se lembra...de George Weah

Hoje damos a conhecer um dos mais famosos futebolisticos africanos de sempre e que para além dos relvados dedicou-se ao meio político, na ajuda das vítimas da guerra civil.


De África para a Europa


George Tawlon Manneh Oppong Ousman Weah, nasceu na Libéria em Monróvia, a 1 de Outubro de 1966. Começou a jogar futebol em 81, tendo passado por quatro equipas liberianas, os Young Survivors Clareton, seguindo-se os Bongrange Company, Mighty Barrolle e aquela onde mais se notabilizou os Invincible Eleven, tendo apontado 23 golos em 24 jogos. Mudou-se depois para a Costa do Marfim, onde nos African Sports não fez qualquer encontro, e tal situação levou a transferir-se para os Tonnerre Yaoundé dos Camarões, onde voltou aos golos, 18 em 15 partidas, tendo conquistado dois campeonatos. E foi após esta última aventura em solo africano, que já no ano de 1988, Weah rumou para a Europa, em direcção ao Monaco, clube por onde permaneceu durante quatro anos, marcando 47 golos em 102 desafios, levantando ainda uma Taça de França em 1991. Um ano volvido trocou o Monaco pelos rivais do Paris Saint-Germain e os títulos e golos foram-se somando à sua ainda curta carreira. Venceu um campeonato francês e mais duas taças, até que em 1995 o AC Milan viu nele o substituto de Van Basten, que tinha abandonado o futebol.



De heroi italiano ao pendurar das botas

Foi em Itália que George Weah atingiu o auge das suas potencialidades, tendo levado o clube rossoneri a duas Serie A em 95/96 e 98/99, ao todo realizou 114 jogos e marcou 46 golos. Resolveu depois tentar a sua sorte por terras inglesas, primeiro emprestado pelo Milan ao Chelsea, sendo mais tarde cedido em definitivo, mas ao Manchester City, onde esteve apenas uma temporada. Regressou a França em 2001 ao Marselha e seria nos Emirados Árabes Unidos, ao serviço do Al-Jazira, que em 2003, George Weah colocaria um ponto final na sua carreira.



Veja alguns dos melhores golos de George Weah





Pela Selecção

George Weah é considerado o melhor jogador da história da selecção liberiana, em 1996 o próprio jogador pagou todas as despesas necessárias para que a equipa pudesse jogar na Taça das Nações Africanas, para em 2001 e ainda a jogar ao serviço do Marselha, tornar-se seleccionador principal da Libéria. No entanto a formação africana nunca conseguiu uma qualificação para uma fase final de um mundial.


O meio político

Após a saída dos relvados George Weah virou-se para a politica, onde em 2005 concorreu a presidente da Libéria tendo sido derrotado nas urnas pela candidata Ellen Johnson-Sirleaf, mas oriundo de uma familia pobre, o ex-jogador criou depois a Fundação George Weah para ajudar as vítimas da guerra civil, sem abdicar do sonho de um dia se tornar finalmente líder máximo do seu país.


Palmarés e Polémica

Ao todo George Weah fez 410 encontros, tendo marcado por 195 vezes, ao serviço dos treze clubes por onde actuou. Conquistou oito títulos por equipas e sete a nível individual, com destaque para os de Melhor Jogador do Mundo em 1995, Futebolista Africano do ano em 89, 94 e 95, a Bola de Ouro também em 1995 e o mais controverso de todos o prémio Fair Play da FIFA em 96. Este título gerou bastante polémica, já que foi nesse ano, mais precisamente a 20 de Novembro, que após um FC Porto vs AC Milan a contar para a Liga dos Campeões, que George Weah agrediu o antigo capitão portista, Jorge Costa, que ficou de nariz partido e após a operação ficaria três semanas suspenso pela UEFA. O caso deu-se no túnel do extinto Estádio das Antas, George Weah justificou a agressão com as sucessivas palavras racistas do jogador português, durante os jogos disputados em Portugal e em Itália. O avançado seria suspenso por seis jogos, mas tal acontecimento não o impediu de vencer o galardão.

domingo, 11 de julho de 2010

Mundial 2010: Balanço Final

O mundial da África do Sul chegou ao fim. A Espanha foi consagrada a nova Campeã do Mundo, igualando assim França e Alemanha, como as únicas selecções a vencerem consecutivamente o título europeu e mundial. A selecção espanhola foi o ataque menos finalizador de toda a história com oito golos, foi também a única que venceu o campeonato do mundo, tendo perdido o jogo inaugural. Pode gabar-se de ser a primeira formação europeia a ganhar um mundial, fora do seu continente. Os espanhóis são a quinta selecção da Europa a triunfar na maior competição do futebol, juntando-se Itália, França, Alemanha e Inglaterra. Uma selecção espanhola "barcelonizada", ao todo na equipa titular eram sete os jogadores do Barcelona, mas houve mais para além da Espanha neste mundial. Diego Forlan, do Uruguai, foi eleito o melhor jogador da prova, enquanto Thomas Mueller da Alemanha ganhou a Bola de Ouro, como o melhor marcador ao apontar cinco golos, para além disso o avançado germânico juntou ainda o título de melhor jogador jovem da competição, Iker Casillas foi consagrado o guarda-redes do torneio. Ao todo foram marcados 148 golos, a Alemanha foi o melhor ataque com 16 remates certeiros, a Espanha rematou por 121 vezes às balizas adversárias e a Holanda a equipa mais faltosa, com 126 faltas assinaladas. E que dizer da selecção da Nova Zelândia, que foi a única a sair de cena sem ter perdido um encontro. Por fim, este mundial será claramente lembrado por Paul "O Polvo", profeta do aquário de Oberhausen, não falhou um prognóstico e arrisca-se a partir de hoje a ser considerado um animal sagrado por terras de nuestros hermanos. Em 2014 o Brasil contará uma nova história, até lá.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Eslováquia e Nova Zelândia empatam

A Eslováquia e a Nova Zelândia empataram 1-1 no outro jogo do Grupo F. Num jogo em que as oportunidades de golo foram escassas, os golos apareceram na segunda parte. Primeiro os eslovenos logo aos quatro minutos por Vittek que solto na área marcou de cabeça, beneficiando de posição irregular. Quando já se esperava pelo apito final e a Eslováquia já cantava vitória, eis que os neo-zelandeses chegam à igualdade através de um cabeceamento do central Reid. Assim sendo e depois de ontem o Paraguai e a Itália terem empatado a um golo, as quatros selecções repartem a liderança do grupo.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Paraguai empata campeões

O Paraguai bateu o pé ao campeão do mundo, a selecção sul americana empatou a uma bola com a Itália no primeiro jogo do Grupo F. Num encontro marcado pela forte chuva o golo inaugural surgiu a seis minutos do intervalo por intermédio do central Alcaraz, que já actuou no Beira-Mar, dando vantagem ao paraguaios. Na segunda parte Daniele De Rossi restabeleceu a igualdade no marcador, numa saída em falso do guarda-redes Villar, após um pontapé de canto. Destaque ainda para a entrada de Oscar Cardozo, o avançado do SL Benfica jogou os últimos quinze minutos da partida, por forma ganhar ritmo de jogo, já que não disputou qualquer encontro de preparação do Paraguai antes do Mundial.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Mourinho agita 'calcio'

A conferência de imprensa era para fazer a antevisão do jogo de hoje com a Sampdória, para a Taça de Itália, mas esse acabou por ser o tema secundário. Depois de abordada a polémica arbitragem do Inter-Roma do último domingo, e perante a mera sugestão de que a sua equipa só é líder do campeonato graças a ajudas de arbitragem, José Mourinho 'explodiu' e não poupou ninguém. «Houve uma grande manipulação intelectual, um trabalho organizado para manipular a opinião pública. Não me agrada a prostituição intelectual, eu gosto de honestidade intelectual», disse Mourinho.
Sempre ao ataque, o treinador do Inter acrescentou: «Não se falou da Roma que tem grandes jogadores e não vai ganhar nada, do Milan que tem menos 12 pontos que nós e acabará a época sem títulos. E também não se falou da Juventus que já conquistou vários pontos com erros dos árbitros, enquanto nós apenas beneficiámos de ajuda dos árbitros frente ao Siena.» Mourinho particularizou ainda o ataque a Luciano Spalletti, treinador da Roma: «Sempre que ligo a televisão, está lá Spalletti, que é amigo de todos. Não sei se eles pagam para ser entrevistados, sei que a mim me pagam para dar entrevistas e eu recuso dá-las», disse, criticando ainda Claudio Ranieri, treinador da Juventus. «Se ele está ao lado de Spalletti, então eu estou do lado de todos os treinadores que perderam pontos com a Juventus por erros de arbitragem.»
Veja aqui o 'show' de Mourinho e aproveite para treinar o italiano...

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Brasil vence 'Derby do Mundo'

A 'canarinha' exibiu-se ontem a grande nível no Emirates Stadium em Londres, vencendo a 'squadra azzurra' por duas bolas a zero, num jogo amigável que o seleccionador italiano Marcelo Lippi apelidou de 'Derby do Mundo'. Curiamente, os golos da partida foram apontados por dois jogadores que actuam em Inglaterra, ao serviço do Manchester City. Elano inaugurou o marcador aos 13 minutos e Robinho (que grande golo!) estabeleceu o resultado final aos 27'.

Confira os golos do jogo: