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sexta-feira, 25 de abril de 2014

Onde estão os críticos de Jesus?

Na ressaca dos três troféus perdidos no final da temporada passada, muitos não hesitaram em pedir a demissão de Jorge Jesus. Os argumentos eram vários, fosse pela arrogância demonstrada, pela pouca capacidade de gerir o esforço dos jogadores, pela parca aposta em futebolistas portugueses ou até pelo alegado sportinguismo.

Mas havia a outra face da moeda. A capacidade de Jesus em potenciar jogadores, em adaptar de forma absolutamente bem sucedida atletas a determinadas posições, e a “nota artística” que introduzia em grande parte das partidas, o seu cunho pessoal a um Benfica, que para muitos, jogava finalmente… à Benfica.

E mais, que treinador estaria à altura para o substituir? Que português disponível, com estofo e que garantisse um melhor serviço que JJ poderia orientar os encarnados? E que estrangeiro teria conhecimento necessário sobre as águias e o futebol português para vingar de imediato?

Quando algo vai mal num clube, nem sempre a solução é a drástica mudança de treinador. Quando uma equipa perde três competições nos últimos jogos é porque disputou as três frentes até ao fim. Existe um mérito por detrás do fracasso, mesmo que isso se tenha verificado várias vezes durante três anos.

Há quanto tempo o emblema da Luz não chegava a uma final europeia, ou só mesmo a uma meia-final? Com Jesus, o mínimo foi sempre os quartos-de-final, incluindo na Liga dos Campeões, em 2011/12. Há quanto tempo o Benfica não perdia apenas um jogo no campeonato? Há quanto tempo os encarnados não mantinham uma consistência exibicional? Quando é que antes se tinha assistido a um encaixe financeiro tão volumoso na história das águias?

JJ conseguiu marcos históricos, e nos primeiros três anos, conquistou mais títulos que a formação lisboeta nos treze anteriores. Razões mais do que suficientes para continuar? Acreditei que sim, que Luís Filipe Vieira também.

Afinal, mais do que uma mudança de treinador, urgia sobretudo alterar a filosofia de jogo, tornando o até então extremamente atrativo, ofensivo e vertical futebol do SLB, num modelo mais calculista, sereno e pragmático.

Os resultados estão à vista. O campeonato já está garantido matematicamente. Até há data, faltando disputar apenas duas jornadas, os encarnados têm 56 golos marcados. O pior registo do Benfica de Jesus neste aspeto foram os 61 apontados em 2010/11. Se mantiver a média (dois por jogo), chegará aos 60. Muito longe dos registos de 2009/10 (78) e 2012/13 (77) ou até de 2011/12 (66). De certa forma, prova o pragmatismo de 2013/14, que trava no 1-0 ou 2-0 para depois apenas gerir.

Também no número de golos sofridos é visível os encarnados estão a arriscar menos. Apenas 15 tentos consentidos até à 28ª jornada, e a menos que um imprevisto os faça sofrer mais cinco nos dois encontros que restam, este será o Benfica de Jesus com o melhor registo defensivo. O recorde é de 20, em 2009/10 e 2012/13.

Mas não foi só pela versatilidade que JJ silenciou os críticos. A cada época, uma nova adversidade: Na temporada de estreia, não havia um lateral-esquerdo de raiz que desse garantias. Em 2010/11, não houve ninguém que substituísse de um momento para o outro a capacidade todo-o-terreno de Ramires ou a magia de Di María. E em janeiro, partiu David Luiz, uma das referências. Em 2011/12, nem Emerson nem Capdevila renderam eficientemente Fábio Coentrão e a profundidade que este dava ao corredor esquerdo, muitas vezes o mais desequilibrador dos encarnados, mesmo partindo a tantos metros da baliza adversária. E quando em 2012/13, mesmo em cima do fecho do mercado, Javi García e Witsel foram transferidos e deixaram o plantel com escassez de médios? E mesmo este ano, quando Matic, considerado por muitos como o elemento-chave da equipa, foi vendido no mercado de inverno?

Com improviso e muito labor, o Benfica de Jesus já atuou em 4x4x2, 4x1x3x2, 4x2x3x1 e 4x3x3. Com pontas-de-lança móveis ou posicionais, com laterais ofensivos ou apenas consistentes defensivamente, com um ‘10’ puro ou com um segundo avançado e com extremos a procurarem verticalizar ou a explorarem diagonais, a qualidade do jogo foi sempre uma constante.

Antes de adaptações bem sucedidas ou de trabalho intensivo, Fábio Coentrão era apenas um extremo que tardava em afirmar-se e que passava por sucessivos empréstimos, Matic um trinco bom de bola mas fraco no posicionamento e Enzo Pérez um ala sem espaço no onze. Hoje, são futebolistas de topo nas suas posições.

O antigo técnico de clubes como os Vitórias, Belenenses e Braga, para além do campeonato conquistado esta época, ainda conseguiu um triunfo bastante pessoal, apesar da máxima descrição. No início da temporada, quando as coisas pareciam não caminhar no rumo certo, a sua autoridade foi posta em causa, quando Cardozo, depois do incidente no Jamor em maio de 2013, foi reintegrado no plantel. Se no começo ainda marcou vários golos, foi quando o paraguaio se lesionou e praticamente não mais voltou como titular que os encarnados encavalitarem rumo ao título. Foi o ano com pior registo do Tacuara, com JJ ao leme. Apenas sete golos marcados na Liga, contra os 26, 12, 20 e 17 do antecedente. E mesmo em termos de jogos, até há data Cardozo soma apenas catorze, dos quais somente cinco enquanto titular. Também aqui, o pior registo do sul-americano.

Das pequenas vitórias pessoais aos títulos conquistados, com passagem pelos recordes batidos e adaptações bem sucedidas, os críticos não ficaram com outro remédio que não seja renderem-se às evidências. E a época ainda não acabou. Depois do que aconteceu há um ano, é de duvidar que o Benfica seja negligente no Jamor e deixe escapar a dobradinha. E mesmo na Liga Europa, o discurso humilde perante a força da Juventus deixa transparecer que a eliminação será vista com normalidade. Tudo o que vier por acréscimo, será bem-vindo.

E se em julho/agosto poucos acreditavam numa temporada assim, agora até se fala insistentemente em início de um novo ciclo no futebol português, contrariando a hegemonia do FC Porto no pós-25 de abril. É caso para perguntar: Onde estão os críticos de Jorge Jesus?


quinta-feira, 6 de junho de 2013

Os números de Jorge Jesus e os números dos últimos treinadores do Benfica

O Benfica confirmou a renovação de Jorge Jesus, uma decisão que aparenta não recolher consenso depois do técnico ter deixado escapar no final da época o campeonato, a Liga Europa e a Taça de Portugal. Mas comparando com os anteriores treinadores dos encarnados, Jesus tem ou não um papel especial na história do Benfica? Os números dizem que o antigo técnico do Braga se destaca na percentagem de vitórias conseguidas, nos pontos possíveis alcançados e na média de golos por jogo. Já na defesa, as equipas de Camacho conseguiram melhor registo. Confira os números:

Jorge Jesus
Percentagem de vitórias no campeonato: 74%
Pontos possíveis conquistados (em %): 79%
Média de golos por jogo no campeonato: 2,35
Média de golos sofridos por jogo no campeonato: 0,8
Títulos: Um campeonato, Três Taças da Liga

Quique Flores
Percentagem de vitórias no campeonato: 57%
Pontos possíveis conquistados (em %): 66%
Média de golos por jogo no campeonato: 1,8
Média de golos sofridos por jogo no campeonato: 1,1
Títulos: Uma Taça da Liga

Camacho 
Percentagem de vitórias no campeonato: 62%
Pontos possíveis conquistados (em %): 71%
Média de golos por jogo no campeonato: 1,9
Média de golos sofridos por jogo no campeonato: 0,7
Títulos: Uma Taça de Portugal
Números incluem as duas passagens pela Luz

Fernando Santos
Percentagem de vitórias no campeonato: 65%
Pontos possíveis conquistados (em %): 73%
Média de golos por jogo no campeonato: 2
Média de golos sofridos por jogo no campeonato: 0,7
Títulos: Nada

Ronald Koeman
Percentagem de vitórias no campeonato: 59%
Pontos possíveis conquistados (em %): 66%
Média de golos por jogo no campeonato: 1,5
Média de golos sofridos por jogo no campeonato: 0,9
Títulos: Uma Supertaça Portuguesa

Giovanni Trapattoni
Percentagem de vitórias no campeonato: 56%
Pontos possíveis conquistados (em %): 64%
Média de golos por jogo no campeonato: 1,5
Média de golos sofridos por jogo no campeonato: 0,9
Títulos: Um campeonato

Jesualdo Ferreira
Percentagem de vitórias no campeonato: 55%
Pontos possíveis conquistados (em %): 63%
Média de golos por jogo no campeonato: 2,2
Média de golos sofridos por jogo no campeonato: 1,1
Títulos: Um campeonato

Toni
Percentagem de vitórias no campeonato: 59%
Pontos possíveis conquistados (em %): 69%
Média de golos por jogo no campeonato: 1,8
Média de golos sofridos por jogo no campeonato: 0,7
Títulos: Dois campeonatos e uma Taça de Portugal
Inclui as três passagens de Toni pelo comando técnico

José Mourinho
Percentagem de vitórias no campeonato: 56%
Pontos possíveis conquistados (em %): 63%
Média de golos por jogo no campeonato: 1,6
Média de golos sofridos por jogo no campeonato: 0,8
Títulos: Nada

Jupp Heynckes
Percentagem de vitórias no campeonato: 61%
Pontos possíveis conquistados (em %): 67%
Média de golos por jogo no campeonato: 1,7
Média de golos sofridos por jogo no campeonato: 1
Títulos: Nada

Graeme Souness
Percentagem de vitórias no campeonato: 61%
Pontos possíveis conquistados (em %): 68%
Média de golos por jogo no campeonato: 2
Média de golos sofridos por jogo no campeonato: 0,8
Títulos: Nada

terça-feira, 4 de junho de 2013

OPINIÃO: Dupla pouco improvável



A renovação de Jorge Jesus era a melhor decisão que a direcção do SL Benfica poderia tomar. Apesar dos poucos títulos conquistados e do elevado salário que aufere, não me parece que os encarnados tivessem nada a ganhar com a saída do treinador. Seria verdadeiramente difícil conseguir encontrar alguém capaz de encaixar tão bem na estrutura do SL Benfica e no projecto liderado por Luis Filipe Vieira. Por essa mesma razão, creio que a renovação de Jorge Jesus pelo SL Benfica era totalmente expectável. Aliás, depois daquilo que foram (e representaram) as palavras de Luis Filipe Vieira após a derrota na final da Europa League, era mesmo a única solução. Mas não há bela sem senão.

Se a renovação já era esperada por todos e desejada por muitos, não é menos verdade que o timing da mesma foi completamente atabalhoado, para não dizer descabido. A meu ver, Luis Filipe Vieira tinha duas soluções que passariam por renovar antes de todas as decisões da época e mostrar que confiava no seu treinador fosse qual fosse o desfecho ou então guardar-se para o final, fazer um balanço e aí decidir o futuro de Jorge Jesus e do futebol benfiquista. A partir do momento em que, após a final europeia perdida com o Chelsea FC, diz publicamente que Jorge Jesus é o seu treinador e vai continuar no comando da equipa, o presidente encarnado comprometeu-se de forma completamente escusada. Note-se que, uma semana depois, o SL Benfica voltou a perder uma final (desta vez a Taça de Portugal) e o treinador português rapidamente passou de idolatrado a mal amado por grande parte da nação benfiquista. As notícias e especulações começaram a multiplicar-se nas páginas dos jornais e as opiniões dos "entendidos" começaram a exercer alguma pressão nas decisões do presidente. A verdade é que se Luis Filipe Vieira não tivesse assumido a renovação na altura errada (como fez) teria depois, no final da época, uma margem de manobra bem mais interessante para negociar com um treinador que, pese embora as grandes exibições da época, acabou por perder tudo. O que aconteceu foi o contrário e o treinador ficou com a faca e o queijo na mão para facilmente levar os seus desejos avante e fazer o contrato que, do seu ponto de vista, seria mais atraente. 

A renovação de Jorge Jesus é a melhor solução para o SL Benfica, mas a forma como o processo foi tratado deu origem a uma novela desnecessária que foi desesperando os adeptos do clube da Luz e fragilizando os profissionais envolvidos (presidente e treinador). O presidente, a acreditar no que a imprensa foi escrevendo, foi o único homem a segurar Jorge Jesus no seu projecto e acaba assim por colocar (talvez sem querer) o seu futuro nas mãos do treinador. Pode parecer exagero da minha parte, mas parece-me que o futuro e sucesso de um vai depender do futuro e sucesso do outro. Jorge Jesus vai entrar na próxima época mais vulnerável por tudo o que aconteceu nos últimos tempos e se as coisas começarem a correr mal, haverá repercussões nefastas na estrutura do SL Benfica a começar pelo presidente. Por outro lado, um início de época forte elevará o presidente encarnado a herói juntamente om o seu treinador, mesmo do ponto de vista daqueles que só têm por hábito aparecer nas horas más e que agora o vão atacando. Contudo, convém não esquecer que nunca foi dado a um treinador do SL Benfica tantas condições para vencer como a Jorge Jesus. Tudo vai depender de resultados porque no fundo é isso que os adeptos mais desejam... o futebol é mesmo assim!


OFICIAL: Jorge Jesus no Benfica até 2015

O próximo treinador do Benfica será... Jorge Jesus. Pese embora a contestação de que foi alvo, fruto do final de temporada 'penoso' para a equipa 'encarnada', o presidente Luís Filipe Vieira decidiu prolongar o vínculo com o técnico português até 2015. Depois de muitos avanços e recuos nas negociações, o líder das 'águias', em sintonia com Jorge Jesus, decidiram optar pela continuidade do projeto, algo que já se vinha a alinhavar nos últimos dias, mas que foi confirmado somente hoje, através de um curto comunicado enviado à CMVM.

Eis o comunicado emitido pelo Benfica:
«A Sport Lisboa e Benfica - Futebol, SAD, em cumprimento do disposto no artigo 248.º do Código dos Valores Mobiliários, vem informar que renovou o contrato de trabalho desportivo celebrado com o seu treinador Jorge Fernando Pinheiro de Jesus por mais duas épocas desportivas, oiu seja, até 30 de junho de 2015».

segunda-feira, 20 de maio de 2013

BOLA AO MEIO: Dança de cadeiras


O campeonato chegou ao fim com o Porto a sagrar-se campeão nacional, o segundo título de Vítor Pereira no comando dos azuis e brancos.

Por outro lado, o Benfica não conseguiu segurar a vantagem que tinha nas últimas jornadas e acabou por perder o campeonato para o Porto pelo segundo ano consecutivo, numa altura em que todos davam como certo a conquista dos encarnados.

O Paços de Ferreira foi a grande sensação da temporada ao alcançar o 3º posto com Paulo Fonseca a colocar os castores a jogarem de uma forma muito personalizada e com identidade.

O Braga ficou em 4º lugar com José Peseiro a ficar aquém das expectativas do início da época, apesar do fracasso no campeonato, o Braga conquistou a Taça da Liga frente ao Porto.

O Sporting alcançou a pior classificação na sua história ao terminar a época em 7º lugar o que faz com que falhe as competições europeias da próxima época, isto depois de muita instabilidade interna com a constante troca de treinadores e com o término de um mandato e início de outro. Jesualdo Ferreira foi o último homem que tentou levar o Sporting às competições europeias mas sem sucesso.

Vítor Pereira, Jorge Jesus, Paulo Fonseca e Jesualdo Ferreira têm algo em comum: não sabem qual é a equipa que irão orientar na próxima temporada.

Apesar da conquista do título de campeões nacionais, Vítor Pereira deverá estar mesmo de saída do Porto podendo rumar ao Everton para substituir David Moyes que na próxima temporada estará sentado no lugar de Alex Ferguson no Manchester United. O sucesso das últimas duas temporadas parece não ser suficiente para conquistar os adeptos e a estrutura do Porto. Rui Faria, Mano Menezes e Paulo Fonseca podem ser algumas das escolhas de Pinto da Costa para a próxima temporada.

Quando tudo indicava que o Benfica faria uma época brilhante ao conquistar o título, Taça de Portugal e ao alcançar a final da Liga Europa, aconteceu um volta-face. O empate frente ao Estoril em casa complicou as contas ao Benfica que na jornada seguinte foi ao Dragão perder 2-1 e ver o título mais longe. Na última jornada o Porto venceu o Paços por 2-0 e a vitória do Benfica por 3-1 frente ao Moreirense não foi suficiente. Na final da Liga Europa, o Benfica voltou a cair nos minutos finais com Ivanovic a dar o título ao Chelsea. É certo e sabido que têm havido negociações entre Luís Filipe Vieira e Jorge Jesus para o técnico do Benfica renovar o contrato mas um possível falhanço na Taça de Portugal poderá ditar o afastamento definitivo do comando técnico dos encarnados.

Paulo Fonseca é um jovem treinador que despertou a atenção de todos os adeptos do futebol por ter colocado o Paços num patamar histórico o que garantiu um lugar na Liga dos Campeões. A fantástica época da equipa da Capital do Móvel não passou despercebida e Paulo Fonseca poderá ser uma opção para clubes como o Braga e Sporting ou até mesmo Benfica e Porto caso a aposta no próximo treinador seja mais arriscada.

José Peseiro tem os seus dias contados em Braga. O 4º lugar não chega para garantir a Liga dos Campeões,. uma das prioridades do clube minhoto. O caminho na Liga dos Campeões também não foi a melhor. Depois de eliminar a Udinese esperava-se muito mais deste Braga que não foi além de um 4º lugar num grupo constituído por Manchester United, Galatasaray e Cluj. Nem a conquista da Taça da Liga salvará José Peseiro. Jesualdo Ferreira ou Paulo Fonseca podem assumir o comando do Braga na próxima temporada.

Certo é a saída de Jesualdo Ferreira do comando técnico do Sporting. O experiente treinador não conseguiu colocar o Sporting nas competições europeias depois de uma época para esquecer por parte dos leões. A saída de Jesualdo será uma grande perda para a equipa do Sporting. A situação financeira obrigará o Sporting a vender e o professor seria a melhor opção para renovar este Sporting. Leonardo Jardim e Marco Silva aparecem no topo da lista para suceder Jesualdo Ferreira. Marco Silva também foi uma das boas surpresas do nosso campeonato. Em apenas 2 épocas sobe o Estoril da Segunda Liga e consegue garantir um lugar nas competições europeias ao ficar em 5º lugar.

Será curioso assistir à dança de cadeiras nos próximos tempos, algo pouco habitual nos últimos anos. As atenções na próxima temporada viram-se para os novos técnicos em vez dos novos reforços.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Benfica: Jesus Acerta o Passo

Jesus Acerta o Passo


A Primeira Época - Chegou o Messias

Jorge Jesus prometeu, quando chegou ao Sport Lisboa e Benfica, “pôr o Benfica a jogar o dobro” da época anterior. E cumpriu. O Benfica da primeira época apresentou um futebol ofegante, em ritmo desenfreado, sempre ao ataque. As goleadas sucessivas comprovam a eficácia do seu método. Jesus é exigente ao nível táctico mas também ao nível técnico gritando constantemente nos treinos e nos jogos para dentro do campo. Quem joga no corredor junto ao banco de suplentes do Benfica sai sempre com as orelhas a arder. Este futebol de vertigem ofensiva era possibilitado essencialmente por dois jogadores, Di Maria e Ramires que, embora com estilos distintos, esticavam o jogo pelas faixas. Di Maria de forma mais técnica e com arranques explosivos e Ramires com a sua passada de corredor de meio-fundo. No ataque, Cardozo, Saviola e Nuno Gomes contribuíam com golos vitais. Javi Garcia, criticado por muitos pelos 7 milhões de euros que custou, era o farol defensivo, a pedra basilar de toda a equipa. Na defesa, Luisão, Maxi Pereira e David Luiz e o adaptado Fábio Coentrão eram garante de alguma estabilidade. Apesar disso, com o pendor ofensivo da equipa muitas transições defensivas mal feitas resultaram em golos sofridos desnecessariamente. A inexperiência de Jesus em clubes de topo, que lutam por todas as provas, quase colocou em risco a conquista do campeonato pois o plantel não tinha assim tantas soluções alternativas. A equipa claudicou nos quartos-de-final da Liga Europa em Liverpool chegando ao fim do encontro “de gatas”. O Campeonato, esse só foi ganho com muito sofrimento na última jornada a um Braga fenomenal.

A Segunda Época - Má Planificação, Má Época

Com o final da primeira época, chegou o Campeonato do Mundo de 2010. Vários jogadores do Benfica foram chamados às suas selecções - Ruben Amorim, Maxi Pereira, Luisão, Ramires, Fábio Coentrão, só para citar alguns - e Maxi Pereira foi mesmo o jogador mais utilizado do Mundial. Logicamente, estes jogadores tiveram um período de férias mais alargado mas que nem por isso serve para recuperar o desgaste de uma época inteira com mais de 60 jogos nas pernas. Jesus queixou-se várias vezes durante a pré-época que não dispunha de alternativas válidas para substituir os internacionais. A juntar a essas condicionantes, Di Maria e Ramires deixaram o clube recheado de Euros mas mais pobre em talento. Chegou Gaitan para o lugar de Di Maria e Salvio chegou em Janeiro para tentar fazer esquecer Ramires. Chegou também Roberto Jimenéz, jovem guarda-redes contratado por uma verba astronómica - 7,5 milhões de Euros - e que nunca conseguiu aguentar o peso da sua “etiqueta”. Entretanto David Luiz já dava mostras de querer sair e em Janeiro saiu mesmo para o Chelsea. O início de campeonato foi desastroso com 3 derrotas nos 4 primeiros jogos, mas a vertigem do ataque mantinha-se na cabeça de Jorge Jesus. Queria sempre “nota artística” máxima aos seus jogadores e não conseguiu perceber que alguns deles não eram suficientemente bons para aquilo que pretendia. A ajudar à festa, o Porto de Villas-Boas dominou a todos os níveis - nacional e internacional. Apesar da campanha desastrosa na Liga dos Campeões, o Benfica conseguiu ser repescado para a Liga Europa onde caiu nas meias-finais aos pés de um Sporting de Braga mais fresco e com mais soluções. Mais uma vez os jogadores chegaram “de gatas” ao final da época. Maxi Pereira acabou a época e foi para a Copa América que acabou por vencer - segundo ano consecutivo sem férias.

A Terceira Época - Jesus Começa a Aprender Com os Erros

Nova época, novas ambições. Chegam jogadores de qualidade para colmatar lacunas no plantel. Artur Moraes, Witsel e Rodrigo são as notas de maior destaque pela positiva. Fábio Coentrão deixa o Benfica depenado da asa esquerda. Para o seu lugar chegou Emerson que mais valia não ter vindo. Não acrescentou nada de novo ao plantel do Benfica. Com as novas aquisições o Benfica voltou a ter uma palavra a dizer no campeonato. A equipa ficou mais equilibrada especialmente devido a Witsel, jogador muito forte nas transições ofensivas e que fazia chegar a bola à frente com ela no pé. Aimar, o mago, esteve em grande forma nesta época e era o complemento perfeito para Witsel. Javi Garcia, continuava imperial como âncora da defesa. Nas alas, Nolito e Bruno César vieram dar mais amplitude ao plantel e acrescentaram bastante qualidade, especialmente o espanhol que no início da época espantou tudo e todos com os seus golos e assistências. Na frente de ataque, Rodrigo explodiu e foi mais uma das revelações da época. O Benfica chegou à fase decisiva da época com cinco pontos de vantagem sobre o Porto e chegou aos quartos-de-final da Liga dos Campeões. A vertigem do ataque foi refreada, muito por causa de Witsel que pautava os tempos de jogo no meio-campo e a quem era muito difícil tirar a bola. Depois, entregava a bola a Aimar ou Gaitan e estes encarregavam-se de dar-lhe o melhor destino. O belga aparecia também muitas vezes em zona de finalização. Era um Ramires mais refinado, mais apurado tecnicamente mas com menos capacidade de explosão para o ataque e de ajuda a Maxi Pereira. A época perdeu-se, mais uma vez, devido à má gestão do esforço por parte de Jorge Jesus. Apesar de não praticar um futebol tão rápido, o estilo de jogo do Benfica era muito desgastante para os próprios jogadores porque Jesus não era muito adepto da rotatividade no plantel. A factura acabou por pagar-se com Jesus a acreditar que podia chegar longe na Liga dos Campeões e gerir o esforço dos seus jogadores para manterem os cinco pontos de distância para o Porto. Com um plantel curto e com falta de soluções em posições debilitadas, o resultado foi outra vez o mesmo. Campeonato perdido para um Porto de qualidade duvidosa.

A Quarta Época - Até Agora Tudo Bem Feito

Com o final da terceira época, chegou um Campeonato da Europa. Nunca fiquei tão feliz por o Benfica não ter nenhum titular indiscutível nas selecções que foram à Polónia e à Ucrânia. Isso significou uma pré-época bem preparada, com quase todos os jogadores no início dos trabalhos. Infelizmente, um clube de topo na Liga Portuguesa, precisa de vender para poder competir com os melhores da Europa. Nos últimos dias do mercado, um vendaval arrasou o meio-campo do Benfica. De uma assentada, Witsel e Javi Garcia, criaram um enorme vazio no centro nevrálgico da equipa. Jesus, conhecedor profundo dos seus jogadores não pareceu preocupado. Eu, confesso, também não. 
Matic, para mim, é melhor jogador que Javi Garcia. Tem um raio de acção muito maior, é mais cerebral nas suas acções, tranquiliza mais a equipa nas transições defensivas. O sérvio, “cola” melhor nos centrais quando é preciso defender os cruzamentos para a área do Benfica. Além disso, também dobra melhor os laterais. O espanhol com a sua impetuosidade, cometia muitas vezes faltas desnecessárias. Não quer dizer que Matic não veja tantos amarelos como Javi. Essa é uma fatalidade inerente à posição que ocupa em campo. Matic é mais criterioso nas faltas que comete e nas zonas onde as comete. Como bónus, a capacidade de passe de Matic é infinitamente superior à de Javi tanto no passe curto como no longo. Isto permite ao Benfica esticar o seu jogo de uma forma diferente. A bola é que se cansa e não os jogadores. Para as alas, chegaram extremos puros, Salvio - um regresso e Ola John, uma novidade. Ambos são incisivos nos seus movimentos. Pegam na bola e viram-se para a baliza adversária. Driblam ou combinam com os avançados e médios interiores e vão embora para a linha. Cruzam com critério para um dos dois avançados que esta época Jesus utiliza: Cardozo, Lima ou Rodrigo. Esta é outras das novidades do sistema de Jesus. Dois avançados puros com um deles a jogar ao redor do outro que fica mais fixo. A ausência prolongada de Aimar e de Carlos Martins ajuda a explicar esta opção. Não havendo no plantel outros jogadores que consigam transportar a bola até à área e fazer passes de morte, Jesus optou por jogar com um avançado que desce no terreno para jogar entre linhas.
 Para fazer dupla com Matic, Enzo Pérez. O argentino foi mais um milagre de Jesus: extremo convertido em médio de transição, quando está apto é ele que pauta todo o jogo do Benfica. Infelizmente para Jesus, tem as características físicas de um extremo. E os seus joelhos não serão os mais fiáveis. No entanto, compensa essas debilidades com uma entrega extraordinária. Nas ausências destes dois jogadores, dois meninos, dois André: um, André Almeida, polivalente, pode actuar a lateral-direito, médio de cobertura, médio direito ou médio de transição. Pessoalmente, prefiro vê-lo jogar na posição de Matic; outro, André Gomes, joga preferencialmente na posição de Enzo Perez. Arrepio-me ao vê-lo jogar pelas parecenças com Rui Costa. Autêntica placa giratória do meio-campo, faz a bola rodar como poucos. A bola nos seus pés nunca está triste. Passa com ambos os pés com igual precisão. Pauta ritmos de jogo, distribui e marca golos. Já me esquecia, só tem 19 anos. Com os regressos de Aimar, Carlos Martins e Enzo Perez, não deve ficar desmotivado se tiver que voltar a jogar na equipa B. Ainda tem muito para aprender. Deve recordar-se que Rui Costa também esteve emprestado ao Fafe.
No lado esquerdo da defesa, mais um coelho tirado da cartola mágica de Jesus. Melgarejo, jovem extremo paraguaio convertido em lateral esquerdo. À imagem de Coentrão, é um lateral sempre em rotação. Não é pelo seu lado que o Benfica tem sofrido golos. É precisamente na faixa contrária que reside actualmente o maior problema do Benfica.
Maxi Pereira não está a perder qualidades mas está cansado. Há quatro épocas que é a única alternativa válida para a posição de lateral-direito. Só quando está castigado ou lesionado é que não joga. Entre três dessas épocas não teve oportunidade de descansar em condições pois participou até ao fim no Campeonato do Mundo de 2010 e venceu a Copa América em 2011. As suas capacidades ofensivas mantêm-se intactas pois muito do seu jogo ofensivo é feito em tabelas mas quando tem que recuperar na transição defensiva é que se notam as maiores carências. Fica muitas vezes um buraco do lado direito que tem que ser coberto por Luisão ou Jardel.  Maxi Pereira também defende cada vez mais dentro em relação à linha quase junto ao central do seu lado para se proteger da incapacidade de acompanhar o extremo adversário até à linha de fundo. Isto cria autênticos corredores para penetração dos adversários. Por falar em Luisão  é curioso, ou talvez não, que sem três das suas referências defensivas da época anterior o Benfica só tenha perdido por duas vezes e ambas para a Liga dos Campeões. Isto também é um reflexo de maior equilíbrio da equipa. O futebol do Benfica é agora mais paciente, tenta contornar os seus adversários e sabe esperar pela oportunidade certa. Tudo isto feito em velocidade é muito desgastante tanto para a equipa como para os adversários. A ver vamos se lá mais para o fim da época Jesus não cede aos seus impulsos ofensivos.
Para concluir, este projecto de quatro anos está agora a entrar na fase de cruzeiro. Como Jesus refere muitas vezes a equipa tem uma ideia de jogo muito própria. Essa identidade da equipa, não é uma coisa que se construa de um dia para o outro, é um processo moroso, exigente e que requer muito esforço e concentração por parte de todos os intervenientes. E requer, sobretudo, continuidade. Jesus pode não ser o melhor treinador do mundo, mas é o treinador ideal para a conjuntura actual do clube. Com o passar dos anos tem sabido modificar comportamentos e atitudes tanto pessoais como da equipa. A uma escala totalmente diferente, recorde-se que Alex Ferguson só ganhou o seu primeiro título de campeão na sétima época à frente do Manchester United.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Enzo Pérez cedido ao Estudiantes

Depois de ter sido reintegrado nos trabalhos de grupo e de se ter mostrado arrependido perante o seu comportamento, Enzo Pérez está mesmo de volta à Argentina, mas desta feita com a autorização do Benfica. O extremo foi cedido pelos encarnados e jogará no Estudiantes nos próximos 5 meses.

O jogador de 25 anos, que tem estado a recuperar de uma operação ao joelho direito, regressa assim a La Plata por ‘culpa’ da mãe, que se encontra com graves problemas de saúde. Neste caso, a direção encarnada achou que o melhor cenário seria o empréstimo do argentino, de forma a que pudesse assistir a mãe e atuasse com regularidade.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Amorim segue Enzo Pérez

Com o fecho do mercado a aproximar-se, o Benfica tenta chegar a um entendimento com Ruben Amorim, que se encontra afastado do plantel, e a reintegração assume-se como a solução mais viável para ambas as partes.

Contudo, para que tal aconteça, o internacional português - que chegou a discutir com Jorge Jesus - deverá pedir desculpas publicamente. A cinco dias do fecho do mercado, o empresário do polivalente jogador ainda não apresentou propostas que permitam a saída de Ruben Amorim da Luz, pelo que, para que este continue a ter esperanças de ser convocado para o Euro'12, deverá aceitar o regresso ao grupo de trabalho perante uma penalização.

Ruben Amorim, que celebra hoje 27 anos, até é um dos jogadores mais queridos pela massa adepta 'encarnada', quer pela garra que apresenta em campo, quer pelo facto de sempre se ter assumido benfiquista desde pequenino. A já longa relação que tem com Jorge Jesus - trabalharam juntos em Belém, onde o técnico lançou o médio - pode facilitar a reintegração.

Com esta solução, o Benfica não necessita, assim, de ir ao mercado por um lateral/médio direito, até porque a opção Matías Rodríguez já não está em cima da mesa.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Enzo Pérez até ao final da temporada

O Benfica vai manter Enzo Pérez no plantel, pelo menos, até ao final da presente época e Jorge Jesus conta com o extremo argentino para enfrentar uma das alturas mais importantes e exigentes da época.

De momento, o internacional pelas pampas ainda se encontra sob alçada disciplinar devido à polémica criada por si mesmo, em que forçou a saída do clube da Luz, mas o jogador já trabalha no Seixal tendo em vista o seu regresso à competição, estando já na fase final da recuperação à lesão num joelho que tanto o tem apoquentado.

Recorde-se que o antigo jogador do Estudiantes custou 5,5 milhões de euros aos cofres 'encarnados' e chegou para fazer esquecer Salvio. Apesar dos problemas, Jorge Jesus ainda deposita muita confiança nas qualidades do extremo de 25 anos e no que pode oferecer à equipa do Benfica.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Benfica soma e segue

O campeão de inverno entrou a vencer na 2ª volta do campeonato, mas não teve a tarefa facilitada. Os 'encarnados' venceram o Gil Vicente por 3-1, mas tiveram que sofrer para lá chegar. Cardozo, Rodrigo e Aimar atiraram a contar para a equipa de Jorge Jesus, enquanto Rodrigo Galo marcou o tento de honra gilista.

A equipa da casa entrou a comandar as operações, mas não conseguia criar grandes situações de perigo junto da baliza contrária. A verdade é que, na primeira oportunidade, os 'encarnados' chegaram ao golo: aos 27', Óscar Cardozo cabeceou para inaugurar o marcador, após livre batido por Nolito. Contudo, a equipa de Paulo Alves mostrou que não chegou a Lisboa para passear e, já perto do intervalo, Rodrigo Galo marcou um golo de belo efeito.

No reatamento, ao contrário do que seria expectável, o Benfica entrou desligado, muito nervoso e denotando muitas dificuldades para criar perigo junto da baliza do Gil Vicente. E foram mesmo os 'galos' a estar perto do golo, aproveitando o nervosismo 'encarnado' para lançar contra-ataques venenosos. Foi já com Pablo Aimar em campo que Rodrigo, com a ajuda de um defensor rival, fez o 2-1, para descanso dos muitos adeptos que se deslocaram ao Estádio da Luz. Acabou por ser 'El Mago' a fechar as contas e a estabelecer o 3-1 final.

O Benfica, com este resultado, mantém-se no topo da classificação, a 2 pontos do FC Porto e a 8 do Sp. Braga, que venceu o Rio Ave por 2-1, com golos de Carlão e Hélder Barbosa.

Veja aqui os golos do encontro:


segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Benfica isola-se na liderança


Os ‘encarnados’ aproveitaram da melhor forma o empate no clássico e foram à Marinha Grande vencer a União de Leiria por 4-0, com golos de Bruno César, Cardozo e bis de Rodrigo.

A equipa de Manuel Cajuda até entrou bem no encontro e criou perigo na defesa do Benfica, mas as ‘águias’ responderam e não perdoaram. Aos 9’, Bruno César adiantou o Benfica no marcador, com um grande golo e mostrou que os pupilos de Jorge Jesus não estavam para brincadeiras. O clube da ‘casa’ tentou reagir, mas foram os ‘encarnados’ quem tiveram as melhores oportunidades da primeira parte. Contudo, Gottardi não permitiu que o resultado sofresse alterações antes do intervalo.


No reatamento, os ‘encarnados’ surgiram determinados a marcar cedo e assim foi: aos 48’, Cardozo marcou um grande golo após assistência de Rodrigo. O jovem espanhol acabou por ser a figura da partida, já que, para além da assistência, ainda bisou no encontro: aos 74’, desviou exemplarmente a bola de Gottardi e fez o 3-0. Dois minutos depois, voltou a marcar, desta feita a culminar uma jogada de transição rápida.
O Benfica consegue assim a liderança isolada na liga, a 2 pontos do FC Porto e 8 do Sporting.

Veja aqui os golos da partida:

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Saviola renova por mais uma temporada

Numa altura em que se falava da possível saída de Javier Saviola do Benfica, os 'encarnados' desfizeram todas as dúvidas e renovaram o contrato do internacional argentino por mais uma temporada. 'El Conejo' ficará na Luz até 2013.

Em comunicado enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários, a direção encarnada afirmou «ter exercido a opção a que tinha direito para prorrogar o contrato de trabalho desportivo que liga a sociedade ao atleta Javier Pedro Saviola Fernandez por mais uma época desportiva».


Recorde-se que Saviola chegou a Portugal em 2009, tendo na altura assumido o papel do jogador mais bem pago em Portugal.



quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Real Madrid quer resgatar Rodrigo

Rodrigo chegou à Luz em 2010, mas foi emprestado ao Bolton na temporada passada. Esta época, mais maduro, integrou o plantel de Jorge Jesus e tem sido uma das grandes revelações deste Benfica.

O Real Madrid, clube que formou o jovem nascido no Rio de Janeiro mas que tem nacionalidade espanhola, tem acompanhado o seu trajecto e mostra-se muito satisfeito com a sua evolução, pelo que pondera 'resgatar' o avançado internacional sub-21. Aquando da saída do jovem para a Luz, os 'merengues' garantiram uma cláusula que lhes permitia recomprar Rodrigo por 12 milhões de euros, pelo que o regresso de Rodrigo dependerá exclusivamente de José Mourinho.

Callejón é um bom exemplo da forma de negociar dos merengues. O extremo também foi formado no Real Madrid, mas teve que se transferir para poder jogar regularmente. Depois de ter dado nas vistas no Espanhol, os madrilenos accionaram a cláusula de recompra e vêem agora o espanhol a brilhar no Santiago Bernabéu.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Ruben Amorim suspenso

O Benfica suspendeu Ruben Amorim, devido a uma discussão com Jorge Jesus no final do jogo com o Rio Ave, em que o atleta aqueceu mas não entrou. O internacional português não gostou e fez questão de o dizer em frente a todos os seus colegas.

O mal estar do ex-Belenenses já não é novo, pois esperava, nesta altura, contar com mais jogos nas pernas. Com o Europeu em vista, o polivalente jogador pondera sair para jogar com regularidade. Contudo, este incidente com o timoneiro das águias pode fechar-lhe essa porta, em tom de castigo. Ruben Amorim não foi autorizado a treinar-se nesta quarta-feira, dia que marcou o regresso aos trabalhos do plantel encarnado, e encontra-se suspenso por tempo indeterminado.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Rafael Copetti na Luz

Depois das movimentações tendo em vista as contratações de Djaniny e Ruben Brígido, o Benfica volta a atacar o mercado, desta feita com o objectivo de reforçar a baliza. Os 'encarnados' garantiram, a custo zero, os serviços de Rafael Copetti, guardião de 20 anos, que representava o Internacional de Porto Alegre.

O guarda-redes, uma aposta de futuro, prepara-se para assinar um vínculo válido por cinco temporadas e meia e deverá chegar já em Janeiro, estando imediatamente às ordens de Jorge Jesus. Com 20 anos e 1,95 m, o jovem actuava maioritariamente pela equipa de sub-20, mas as qualidades que foi demonstrando valeram-lhe algumas chamadas à equipa principal, sobretudo no campeonato gaúcho.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Benfica 'pesca' em Leiria

Um dos destaques desta temporada tem sido o avançado Djaniny, cabo-verdiano que chegou a Leiria neste Verão, proveniente do Velense, clube açoriano que disputa a 1ª divisão da AF Angra do Heroísmo.

O Benfica tem seguido de perto do avançado e as suas qualidades são muito apreciadas por Jorge Jesus, que pretende garantir já os seus serviços, impedindo que o jovem de 20 anos rume a outras paragens.

Para além de Djaniny, também Ruben Brígido é seguido com muita atenção pelos responsáveis encarnados. As 'águias' garantiram direito de preferência sobre um dos médios mais promissores do futebol nacional, que ainda não jogou esta temporada devido a uma fractura no perónio. Se algum clube fizer uma proposta pelo internacional sub-21, o Benfica terá sempre a oportunidade de a igualar e de 'resgatar' o jogador.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Taça de Portugal: Marítimo derrota Benfica

A grande surpresa desta ronda da Taça de Portugal foi a vitória do Marítimo frente ao Benfica, na sexta-feira, por 2-1. Os encarnados adiantaram-se no marcador por intermédio de Saviola, mas os insulares viraram com belos golos de Roberto Sousa e Sami.

Jorge Jesus apresentou um onze com algumas mudanças e fez descansar jogadores como Javi García ou Pablo Aimar. Ainda assim, o Benfica entrou a mandar no jogo, com um Marítimo a 'respeitar demasiado' os 'encarnados'. Aos 27', Saviola adiantou as 'águias' no marcador, na conversão de uma grande penalidade apontada por Saviola. Até ao intervalo, os pupilos de Jorge Jesus não deram espaços aos madeirenses, que não criaram perigo junto da baliza de Eduardo, guardião titular na Taça.

No reatamento, os anfitriões entraram prontos a virar o encontro e foi Eduardo a evitar o empate logo nos minutos iniciais do segundo tempo, com uma defesa por instinto. Contudo, o internacional português não conseguiu evitar um golaço de Roberto Sousa que, a mais de 30 metros da baliza, encheu o pé e fez o 1-1 aos 59'. O golo revitalizou a formação verde rubra que, 10 minutos depois, chegou à vantagem graças a um 'chapéu' de Sami. O Benfica ainda tentou reagir, criou lances perigo (Aimar tem duas ocasiões na pequena área), mas não foi suficiente.

Com esta derrota, Jorge Jesus diz adeus à sua competição 'maldita', enquanto as 'águias' sofreram o primeiro desaire da temporada, em todas as competições.

Veja aqui os principais lances do encontro:


quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Sepsi pode voltar à Luz

A saída de Capdevila do Benfica, em Janeiro, parece cada vez mais certa. Como tal, os encarnados vão procurando alternativas e os nomes vão-se sucedendo: Rojo, Ansaldi, entre outros. Agora, fala-se no possível regresso de Laszlo Sepsi. A hipótese foi desvendada pelo presidente do Poli Timisoara, Marian Iancu, clube onde milita o esquerdino.


Marian Iancu referiu que os dirigentes encarnados já encetaram contactos no sentido de resgatar Laszlo Sepsi, que foi vendido ao clube no ano passado. Contudo, os romenos nunca chegaram a pagar, pelo que o negócio pode ser facilitado. A dívida que existe pode devolver Sepsi à Luz, numa operação sem custos para as 'águias'.


Esta será uma possibilidade do agrado de Luís Filipe Vieira que, na véspera do jogo com o Galatasaray, reiterou a necessidade do clube 'encarnado' em «investir menos».

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Saviola nos planos do Villarreal

Apesar de Jorge Jesus ter confessado contar com Saviola no final do encontro com o Galatasaray, o internacional argentino pode estar mesmo de saída do Benfica. Após a grave lesão de Rossi, o Villarreal pretende avançar com uma proposta pelo 30 encarnado já em Janeiro e até já contactou o empresário do jogador, Diego Queiruga.


Ainda que tenha havido - por enquanto - aproximação para se inteirar das condições sob as quais o negócio pode ser desenvolvido, o actual 13º classificado da Liga espanhola estará mesmo interessado na qualidade e na experiência que Saviola pode oferecer ao submarino amarelo.


Saviola chegou à Luz em 2009 e foi peça fundamental para o título de campeão conquistado nessa temporada. Contudo, na época actual não tem sido opção inicial de Jorge Jesus, pelo que se pondera na saída do craque de 29 anos. O argentino tem contrato até ao final da temporada, mas o Benfica tem cláusula de opção, pelo que poderá prorrogar o vínculo por mais um ano. Como tal, a saída do ex-River, Barcelona, Mónaco e Real Madrid dependerá sempre da direcção 'encarnada'.


quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Ansaldi volta à agenda 'encarnada'

Apesar das contratações de Capdevila e Emerson, o Benfica volta a estar no mercado por um lateral esquerdo, mostrando que a chegada do espanhol não correu como previsto. Ansaldi, argentino que actua no Rubin Kazan, volta a estar na órbita 'encarnada' e pode mesmo chegar em Janeiro à Luz.

O argentino de 25 anos há muito que é seguido pelo staff das águias e, apesar de terminar contrato no final de 2012 e, por isso, poder chegar a custo zero para a época 2012/13, o Benfica pretende assegurar os seus serviços já em Janeiro.

Como tal, esta é a última oportunidade que o Rubin Kazan tem para realizar um encaixe financeiro com o canhoto, pelo que verá com bons olhos uma transferência, ainda que os valores não sejam muito altos. Por outro lado, o Benfica garantiria desde já o internacional argentino e, caso Jorge Jesus assim o quisesse, poderia inscrevê-lo na Liga dos Campeões, caso os 'encarnados' cheguem à próxima fase da competição.